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  • Campos de Batalha

    Publicado por Captare em terça-feira, 17 maio 2011 - 16:46

    Clareza de PensamentoO Reino dos CéusLibertação

    Avisos

    Caríssimos, taí o segundo artigo sobre a militância gay que eu prometi há tanto tempo. Este é, provavelmente, o artigo mais rico em referências que eu já postei. E pelo andar da carruagem, temo que vou precisar ainda de muitos artigos como esse…

    O as sessões principais do site foram totalmente reformuladas e agora oferecem um bom conteúdo para que os leitores possam trabalhar com o conhecimento que eu tento compartilhar com eles neste site. Visitem cada uma delas clicando nos links acima! A página Objetivo do Battle Site está mais completa e mais clara, explicando melhor o que eu pretendo com as três sessões principais do site.

    Espero que com essa reformulação eu consiga cumprir a promessa de postar mais freqüentemente. A reforma foi feita pensando justamente nisto.

    Captare

    Este blog é Anti-Comunista!Este blog é contra o assassinato de bebês com requintes de crueldade!CNB do B

    Ed. Sétimo Selo

    Não esqueçam de conferir as novas postagens abaixo!!!

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    Testemunho: Primeira Missa Tridentina do Leandro Salvagnane

    Publicado por Captare em segunda-feira, 31 outubro 2011 - 11:52

    NOTA: Recebi este texto por e-mail há alguns dias e o publico na íntegra. Ele é o testemunho do Leandro Salvagnane Correia, leitor do Battle Site, cuja primeira contribuição para este espaço aconteceu na postagem Captare recomenda: In Prælio e que motivou a redação da postagem Esclarecimentos sobre mim e sobre o tradicionalismo. Este testemunho é como que um eco do testemunho que eu mesmo dei em situação semelhante e que vocês podem conferir na postagem Experiências religiosas. Fico muito feliz quando vejo católicos que conseguem romper as muitas barreiras de preconceitos do, por assim dizer, “catolicismo moderno” e conseguem descobrir os magníficos tesouros de nossa Tradição bimilenar!

    Pessoal, boa noite.

    Gostaria hoje de, na simplicidade de coração, compartir com vocês um pouco da experiência que tivemos domingo último (23/10/2011) na participação pela primeira vez em nossas vidas de uma Missa no rito Tridentino (que tem este nome por ter sido estabelecido pelo Papa São Pio V seguindo o mandato que recebeu no Concílio de Trento, séc XVI, mas cuja forma existe na Igreja Católica desde o século II, conforme atestado por S. Justino, mártir no ano 165 d.C.). Pudemos conhecer mais de perto uma parte da Tradição Católica que não conhecíamos antes.

    A Missa Tridentina tem uma estrutura um pouco diferente, há várias orações que não existem na Missa nova que conhecemos (promulgada pelo Papa Paulo VI em 1969), em especial nas partes dedicadas à Oferta, ao Sacrifício (mais conhecido como Consagração) e à Comunhão, onde há algumas orações diferentes das modernas. Mas mais superficialmente notáveis são três diferenças:

    Idioma litúrgico: a utilização do latim como a língua da oração da Igreja, e o motivo é que uma vez que o latim é uma língua “morta”, isto é, não sofre mais alterações semânticas e ortográficas como ocorrem nas línguas vernáculas, preserva-se o rito imune de erros litúrgicos ou doutrinais que podem ocorrer por regionalismos ou alteração de significado. As partes que não são orantes (ex. intenções da Missa, leituras e homilia) são feitas em língua vernácula. Nesta Missa que participamos foi assim, em latim,  no folheto havia, lado a lado, as orações em latim e em português, o que nos auxiliou na compreensão.

    Posição do sacerdote: o sacerdote faz todo o ritual de Ofertório e Sacrifício versus Deum (vulgarmente conhecido como “de costas ao povo”) onde toda a assembleia em conjunto com o celebrante estão em um mesmo sentido ante o altar, dirigindo orações ao Deus Filho, guardado no Sacrário sob as espécies consagradas. Nesta Missa que participamos foi assim, com o sacerdote versus Deum.

    Música: Talvez o ponto que chame mais a atenção é a ausência total de instrumentos musicais, então em todas as partes da Missa que são destinadas à música são usados cantos gregorianos, em latim. Nesta Missa que participamos foi assim, onde um coral de cerca de oito homens entoaram, em geral em uníssono, belos cantos com voz serena e sem estridência.

    Minha “turma” nesta aventura do domingo foram nossos amigos (casal) Suzana e Henrique, minha esposa Karina, minha filha de 18 meses Maria Gabriela (a Gabi) e eu.

    MAS AO FINAL DAS CONTAS, QUAL O SENTIDO DO RITO TRIDENTINO HOJE QUANDO TEMOS O RITO DE PAULO VI, MAIS MODERNO E – É IMPORTANTE RESSALTAR – NUMA LÍNGUA QUE TODOS COMPREENDEM? Quando recebi o convite do amigo Edwin para participar desta Missa, talvez a primeira imagem que me veio à cabeça é que estaríamos numa igreja cheia de velhas senhoras que resistem à modernidade, e que gostam de ficar em seu “gueto”. Puro engano!

    A visão que me surpreendeu no momento da Missa foi a quantidade de jovens, assim como a maioria de nós: casais jovens, menos de 30 anos de idade, com ou sem filhos, além dos solteiros, estes jovens compunham pelo menos 80% da assembleia. Havia crianças também, e muitas. Até tive a graça de presenciar, no decorrer desta mesma Missa, a Primeira Eucaristia de um rapazinho de 8 anos, Rafael, que Deus o abençoe. Quanto aos adolescentes, devo confessar que só vi uma, acompanhada dos pais. No total éramos cerca de 60 pessoas na capela.

    Mas voltando um pouco para alguns minutos antes do início da Missa, os jovens lá estavam fazendo um grupo de estudos católicos (talvez seja mais comum ao nosso vocabulário se dissermos “grupo de jovens”) onde foram debatidos temas atuais e o testemunho cristão de vida na sociedade – esta reunião estava acontecendo ao lado da capela no momento em que eu cheguei, havia cerca de vinte jovens reunidos, enquanto seus filhos, umas dez crianças de 0 a 4 anos, brincavam na quadra ao lado. Coloquei a Gabi para brincar com eles… ela se enturmou rapidinho… hehehe.

    “Nos reunimos sempre e estudamos porque nos dias atuais o mundo perdeu a referência do que é ser católico”, disse-me o Edwin em outro momento.

    Enquanto isso nossos amigos Suzana e Henrique e minha esposa Karina, dentro da capela, recebiam a acolhida e boas-vindas do pessoal que cuida da celebração, juntamente com uma explicaçãozinha rápida de como acompanhar a Missa com o folheto.

    Quando a Missa finalmente começou, foi aí que entendemos o porque de haver tantos jovens dentro da igreja: nesta Missa, o que presenciamos foi, ao contrário de muitas Missas que temos visto recentemente, onde ao invés de se educar os jovens para a santidade e valores cristãos, ao contrário, tenta-se imitar o que há lá fora, no mundo, na esperança de agradar ao mundo – o sentimento que tivemos é que a Missa da Igreja, este colosso espiritual que existe há dois milênios e tem em seu centro Jesus Cristo cuja celebração é atualizada todos os Domingos, independe da criatividade do celebrante ou do instinto competitivo das equipes de liturgia (cada uma querendo fazer mais “bonito” e chamar mais a atenção para si que a outra), onde teatros, cartazes e solos de guitarra tentam se colocar no centro da Celebração Eucarística ao invés de apontar para Cristo.

    Em uma época em que vivemos num relativismo que tenta contagiar todos os âmbitos de nossa vida, onde a concepção geral é que “tudo é bom e belo desde que alguém consiga assimilar”, foi uma excelente experiência para mim e minha família presenciar o que é belo de verdade, lembrando-se sempre que Deus deixou uma ordem objetiva para as coisas; o “belo” ou “feio” não são questões subjetivas a serem avaliadas independentemente de seu contexto e consequências morais. Muitos católicos ou até padres hoje não fazem questão de lembrar que fazem parte da Igreja Una de Cristo, mas o fato de não se lembrarem não reduz esta verdade objetiva. Sei que há não-católicos lendo isto, mas mesmo assim não posso fugir desta realidade, vocês devem tentar entender o que estou tentando dizer sem apelar para o irenismo.

    Foi bom para nós saber que, apesar de haver muitas Missas prejudicadas pela falta de obediência ou de fé de alguns sacerdotes e Bispos (especialmente naquelas Missas transmitidas pela televisão), que mudam deliberadamente as orações da Missa e desobedecem as rubricas do Missal, ainda assim podemos estar em comunhão plena com a Igreja que Cristo, o Filho de Deus, nos deixou e da qual é a Cabeça. E nem foi necessário ir à Praça de São Pedro no Vaticano para perceber isto, não foi necessário ir a uma reunião do Opus Dei, nem mesmo entrar num Mosteiro beneditino. Pudemos conhecer esta Comunhão Eterna (Eterna porque está em todos os lugares e em todas as épocas) ali, numa capela anexa a uma creche de uma esquina da Avenida Campos Sales, da cidade de Americana, e nem precisamos pagar pedágio para isto!

    Enfim, nós não tivemos nenhum êxtase durante a santa Missa, não foi aquilo que acontece em uma reunião de espiritualidade onde dizem “foi uma bênção porque eu senti Deus”, mas sim: foi uma bênção para nossas vidas conhecer este âmbito do Catolicismo que nunca deveria ter saído do foco.

    Sinceramente, eu ainda não sei responder à pergunta que eu mesmo formulei nove parágrafos acima (está em negrito); gente mais gabaritada do que eu diz que é porque a Missa Tridentina é mais tradicional, ou porque as partes da Missa são mais claramente distinguidas, que a sacralidade é maior, agrada mais a Deus… tudo isso é verdade, mas confesso que ainda não sei a resposta exata.

    Só sei que, se for pela graça de Deus, no próximo domingo, dia 30, estarei lá novamente, se Deus quiser, para buscar aprender mais. A Missa acontecerá às 18h, mas vou aproveitar a viagem para participar do início da Novena de Natal que se iniciará uma hora antes, às 17h, na mesma capela. Convido a quem desejar participar conosco, que venha, se desejar fale comigo para saber mais detalhes.

    Assim como o Edwin conseguiu me convencer e, por que não dizer, me venceu pela curiosidade até, estou tentando despertar em vocês, caros amigos, quem sabe, uma pequena semente. Não que seja um convite derradeiro (“é agora ou nunca”) e muito menos uma pretensão de exclusividade (“esta Missa está certa e as outras estão erradas”), mas a mensagem que tenho é que vocês não podem passar desta vida sem ter conhecido, ao menos uma vez na vida, uma Missa Tridentina. O fervor com o qual o padre celebra. O ambiente orante no qual se dá todo o processo.

    Para completar, sabemos bem que devemos julgar uma árvore pelos frutos, e fiquei sabendo hoje que entre aquelas pessoas que frequentam a Missa Tridentina há três vocacionados: dois rapazes que irão para o Instituto Bom Pastor na França, e uma moça que está ingressando no Carmelo Eremítico de Atibaia. Rezemos, pois, por eles.

    A Missa Tridentina acontece todo domingo em Americana, rua Casemiro de Abreu, esquina com a avenida Campos Sales, a partir das 18 horas, na capela São Vicente de Paulo. Eu também não sei chegar lá exatamente, mas o GPS sabe.

    Paz e bem.

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    A visita do papa e os panfletos dos jovens tradicionalistas

    Publicado por Captare em quinta-feira, 6 outubro 2011 - 19:30

    Na ocasião da visita do papa à Alemanha, os jovens tradicionalistas da Fraternidade Sacerdotal São Pio X mandaram confeccionar dois panfletos: um sobre o Motu Proprio de 2007, que deu plena liberdade à celebração do Rito Antigo, e outro agradecendo ao papa por retirar as excomunhões de Dom Lefebrve e dos outros bispos da FSSPX. Os panfletos foram distribuídos para a população. A notícia foi divulgada no sempre excelente Fratres in Unum.

    O gesto daqueles jovens, além de doce, é de uma inteligência refinada. Como já expliquei inúmeras vezes, não sou tradicionalista. Mas concordo com a maioria deles que os tradicionalistas – a FSSPX em especial – têm muito o que reclamar do Papa Bento XVI. Tinham muito mais o que reclamar de João Paulo II, é verdade, mas o papa Bento XVI ainda insiste teimosamente em levar adiante certos discursos e atitudes que são bem prejudiciais à defesa da identidade cristã. E tudo apenas para continuar a defender o elefante branco do Concílio Vaticano II. Mas apesar de todas essas razões para se considerarem injustiçados, os jovens da Fraternidade preferiram, mesmo que por um momento, focar nas coisas que Bento XVI de fato fez de positivo para o movimento tradicionalista. Assim eles apresentaram gratidão por estes esforços particulares do Santo Padre e, de quebra, apresentaram ao povo comum um movimento tradicionalista verdadeiramente católico, que é leal ao papa e solidário a ele no momento que ele sofre com protestos cheios de ódio irracional em praticamente todos os países que visita.

    O exemplo dos jovens lefebvrianos deveria ser uma grande inspiração para todos os cristãos brasileiros, principalmente para os jovens. Nós deveríamos aproveitar a ocasião oportuna da JMJ 2012 para uma grande mobilização voltada para o público em geral, mostrando as boas ações do papa na luta contra o maldito modernismo e em favor da verdadeira identidade cristã, como também para defendê-lo de eventuais calúnias lançadas por aqueles grupos revoltadinhos que sempre soltam gritinhos histéricos quando o papa visita seus paí­ses (como aquele bando que foi açulado pelo Dawkins quando o papa foi na Inglaterra, ou os “católicos” progressistas da Alemanha, logo antes da visita do papa).

    Além disso, é preciso considerar seriamente a situação do catolicismo no Brasil: vivemos num país em que vários padres e até mesmo bispos estão em franca desobediência ao papa e à perene Tradição da Igreja, que ele tem o dever de guardar. Se houvesse união das pessoas mobilizadas para tanto, talvez fosse uma boa idéia que alguém conseguisse entregar pessoalmente ao papa um dossiê com exemplos concretos dessa desobediência e ainda alguma indicação de com quem exatamente o Santo Padre pode contar por aqui.

    Os cristãos do Brasil, especialmente os mais tradicionais, devem começar a tomar consciência de que enquanto só tiverem boca para reclamar – até do papa – continuarão isolados, podendo apenas rezar para que Deus aja e acabe com a crise de fé. Não há apenas um grupo prejudicado com a aventura modernista e é exatamente isso que pode fazer toda a diferença em momentos como esse em que a providência divina parece nos apontar o melhor modo de agir.

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    O sacerdócio feminino e o Patriarca que não sabe teologia

    Publicado por Captare em quarta-feira, 3 agosto 2011 - 18:41

    Por esses dias saiu no Fratres in Unum a notícia que D. José Policarpo – Cardeal, Patriarca de Lisboa – foi chamado pela autoridade do Vaticano para dar explicações sobre sua declaração desastrada. Acontece que o bispo disse em entrevista ao tal que não havia nenhum obstáculo fundamental” para a ordenação de mulheres ao sacerdócio.
    De cara, esta notícia ressalta a doutrina cristã segundo a qual todos os bispos devem estar em comunhão com o papa. Ora, nenhum bispo ou padre pode emitir uma opinião pública que contrarie a Doutrina da Igreja – que a propósito eles juraram defender em sua ordenação – principalmente se tal doutrina tem sido confirmada pelos papas mais recentes. E mesmo que o patriarca não tivesse conhecimento desta doutrina milenar – o que já é bastante grave – ele teria obrigação maior de saber o que ensina o papa atual.

    O Patriarca de Lisboa, ao dar sua desastrada declaração, agiu como todo pretenso “reformador” da Igreja: disse o que agrada ao público, algo que consiste basicamente em dizer que não há motivos – apesar de havê-los – para uma proibição milenar e que por isso, ela deve ser suspensa. Ou pelo menos ela deve ser “posta em debate”. Sobre isso, existe um comentário do Chesterton que, apesar de tratar de outro assunto, cabe como uma luva no assunto desta postagem:

    “O paradoxo assenta-se no mais elementar senso comum. O portão ou a cerca não cresceu ali. Não foi construído por sonâmbulos que o fizeram enquanto dormiam. É altamente improvável que ele tenha sido posto lá por loucos fugidos que por alguma razão vagueavam pelas ruas. Alguém teve alguma razão para pensar que ele seria uma boa coisa. E até que saibamos qual foi a razão, nós realmente não devemos julgar se a razão foi razoável. É muito provável que tenhamos deixado de levar em conta todo um aspecto da questão, se algo construído por seres humanos como nós parece ser inteiramente absurdo e misterioso. Há reformadores que superam esta dificuldade supondo que todos os nossos pais tenham sido tolos; mas se for assim, podemos apenas dizer que a tolice parece ser uma doença hereditária. Mas a verdade é que ninguém tem razão em destruir uma instituição social até que a tenha realmente visto como uma instituição histórica. Se sabe como ela surgiu, e a que propósitos ela supostamente serviria, ele pode realmente ser capaz de dizer que aqueles foram propósitos maus, ou que eles se tornaram, desde então, propósitos maus, ou que são propósitos que já não são mais servidos. Mas se ele simplesmente fita a coisa como uma monstruosidade inconseqüente que de alguma forma tenha subitamente surgido em seu caminho, é ele e não o tradicionalista que está sofrendo de uma ilusão.”

    O sacerdócio feminino não é possível. Os pretensos reformadores dizem que não há nenhuma palavra de Nosso Senhor o proibindo e que “só é assim porque sempre foi assim”. Mas o fato de “sempre ter sido assim” é justamente a principal razão para que continue a ser assim, pois em questões teológicas e pastorais, a antigüidade da instituição garante sua legitimidade, pois de acordo com o critério de São Vicente de Lérins, assumido por toda a Igreja (quod ubique, quod semper, quod ab omnibus credituni est”), o que foi sempre ensinado é objeto de verdadeira tradição.

    E ninguém diga que esta é uma tradição que “discrimina” e “desvaloriza” as mulheres, porque simplesmente não é verdade. O fato é que Deus escolheu uma mulher para desempenhar o papel mais importante de um ser humano na História da Salvação: o de Co-Redentora. Além disso, a História da Igreja cita muitas mulheres – Santa Teresa D’Ávila, Santa Teresinha do Menino Jesus, Santa Catarina de Sienna, Santa Mônica, Santa Faustina, Santa Joana D’Arc, Santa Gianna Beretta… – que foram aclamadas por toda a Igreja por serem justamente o que foram: mulheres!

    Os cristãos têm a obrigação de prestar a máxima atenção a notícias como esta. Além de tratar de temas importantes que dizem respeito à fé cristã e a tradições milenares, ela nos permite formar uma idéia mais precisa de em quem podemos confiar nestes tempos tão sombrios: quem realmente está em comunhão com o papa e quem não está.

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    Captare recomenda: Quebrando o Encanto do Neo-Ateísmo

    Publicado por Captare em sexta-feira, 29 julho 2011 - 13:23

    O combate ao ateísmo é dos mais dignos de serem travados hoje em dia. Principalmente a esta vertente mais estúpida e virulenta que é o Neo-Ateísmo. Devemos combater esta ideologia, pois ela é formada de falsificações da realidade. Fechados em sua rebeldia contra Deus, os ateístas, sem nada mais digno com o que ocupar suas almas, vivem inventando racionalizações, sempre a posteriori, ou se utilizando de táticas desonestas para dar aparência de racionalidade a uma escolha apaixonada e subjetivista.

    É claro: inventar caricaturas de raciocínio lógico ou cientíico, ou fugir do assunto através de piadinhas estúpidas é muito mais fácil que encarar a realidade: que todos somos pecadores e que todos, sem exceção, devem buscar satisfazer a justiça divina, todos devem dar contas a Deus de seus atos humanos. Devido a esta facilidade, esta contracultura ateísta se espalha como uma praga na internet, no show business, e principalmente nos meios acadêmicos.

    Graças a Deus, vêm surgindo ultimamente pessoas engajadas neste front particular, pessoas dedicadas e com idéias inteligentes, que têm aos poucos desmascarado as fraudes intelectuais desta corja que se pretende muito esclarecida. Um destes é Snowball, autor do blog Quebrando o Encanto do Neo-Ateísmo.

    Em particular, recomendo a vocês a postagem Reflexão sobre a atividade cultural… E um convite, no qual o Snowball faz um convite para que aqueles crentes com um pouco mais de conhecimento se juntem a esta luta pela honra do Nome de Deus.

    Leiam e participem!

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    Imortalidade da alma e ressurreição dos mortos – Parte I

    Publicado por Captare em segunda-feira, 18 julho 2011 - 18:55

    Nota do Captare: Este artigo me foi enviado pelo professor Francisco Silva de Castro, o mesmo que me enviou o comentário que originou a postagem Sobre o Cristianismo e o Mitraísmo. O artigo deu início a um pequeno debate sobre a imortalidade da alma e concepções teológicas sobre essa matéria. O prof. Francisco achou interessante que o debate fosse levado adiante aqui no site e eu concordo com ele. Por isso, faremos o seguinte: estou publicando o texto na íntegra, do modo como ele me foi enviado. Na Parte II, vou tentar fazer um resumo do debate até o ponto em que nós o interrompemos e o Prof Francisco vai poder fazer qualquer correção que ele julgar conveniente ao meu resumo no primeiro comentário à postagem. Depois, se for o caso, nós prosseguiremos o debate nos próprios comentários da Parte II.

    Eis o artigo:

    Imortalidade da alma e ressurreição dos mortos

    A CONCEPÇÃO HEBRAICA ANTIGA

    As almas dos mortos eram como sombras presas no Cheol. Não tinha uma vida igual a dos vivos. Estavam como que adormecidas, numa semi-vida  sem alegria, sem consciência da vida no mundo e esquecidas de Deus. Só Deus poderia livrar do Cheol e ele livrava impedindo que uma pessoa  morresse . A felicidade consistia em uma vida longa sobre a terra. Cf. 37,33-35;  Gn. 42,38; Ecl.  9,5-6

    A COMPREENSÃO NO HEBRAISMO RECENTE

    Após o cativeiro dos judeus par a Babilônia o xeol passou a ser a morada dos mortos, mas nestes as sombras, ou pessoa falecidas, estavam separadas. Os bons estavam nas mãos de Deus ou no seio de Abraão e os maus num estado de sofrimento. (Lc. 16, 19-26)  A ressurreição era a esperança  dos que faleciam. E esta ressurreição se daria no dia do julgamento  no final dos tempos.  (Jo. 11, 23-24)

    A CONCEPÇÃO DO NOVO TESTAMENTO.

    Cristo conhecia a doutrina judaica da Ressurreição. E afirmou a mesma para o povo quando questionado pelos Saduceus que a negavam. Os mortos ressuscitam. Cristo não diz apenas Ressuscitarão. (  Lc. 20, 37-38)  Mas em outras ocasiões Cristo faz também referencia a uma ressurreição no final dos tempos. (Jo 5,28-29; 6,40) Outra entendimento de  ressurreição dos mortos  é a manifestação do caráter de uma pessoa morta em outra viva. Como o poder de fazer milagres de um profeta manifestado por outro.(Lc 9, 7-8. 18-21; 20, 37-38; Mt 16,13-14;Mc 6,14-16) Então este profeta  ressuscitou  reaparece  por sua atuação em outra pessoa. Algo parecido com o o ditado popular “este menino puxou todas as manias do pai ou é tão ruim como a mãe.” Para os judeus as  habilidades de uma pessoa morta presentes em outra viva era uma espécie de ressurreição do espírito daquela pessoa falecida.Por isso o povo diz que Jesus é Elias, João Batista ou outro profeta que ressuscitou.

    ALMA PARA O JUDAÍSMO

    A doutrina dos judeus não entendia a alma como independente do corpo. A alma era necessária ao corpo e  junto corpo e alma formavam o homem. A alma não habitava  o corpo e o conduzia como faz um motorista em um veiculo. Corpo e alma estavam permanentemente unidos e um não poderia existir sem o outro. O ser humano era uma alma vivente e não um ser que tinha  alma. Cf. Gn 2,7.

    A ALMA NA CONCEPÇÃO GREGA

    Esta não dependia do corpo. Era por natureza imortal e alguns até entendiam que precedia o corpo. Este era como a vestimenta da alma.  Por ser espiritual era imortal por natureza a alma podia mudar de corpo quanta vez quisesse. Como entidade livre a alma poderia animar o fazer viver vários corpos com que trocando de roupa.

    IMORTALIDADE DA ALMA E RESSUREIÇÃO.

    IMORTALIDADE EM JUSTINO (Sec II)

    Justino  já professa a fé de que os mortos  estão consciente e são punidos ou  recompensados  logo após a morte. Escreve no Diálogo com Trifão: “ As almas dos homens piedosos fuçarão  num lugar bom , as  dos ímpios  e malvado noutro muito mal, esperando o tempo de juízo. E assim as primeiras, se forem julgadas dignas diante de Deus, nunca mais hão de morrer, as outras, serão punidas por tanto tempo quanto   Deus quiser  que existam e seja castigadas. (Antologia dos Santos Padres, Folch Gomes, Cirilo,São Paulo, Paulinas, 1979 p. 74) Com efeito, para Justino, a morte das almas seriam uma grande injustiça para os bonés e uma vantagem para os maus que não sofreriam imediatamente pro seus atos.

    IMORTALIDADE DA ALMA NA IGREJA ANTIGA E  MEDIEVAL.

    Logo após a morte as almas ganham um destino eterno. No céu ou no Inferno. A ressurreição é apenas uma confirmação desta situação. O corpo ressuscitado será o mesmo que temos, mas não haverá mudança de estado após a Ressurreição. Há quase uma  autonomia absoluta da alma semelhante à  concepção grega. Esta é imortal porque foi criada para ser imortal. Faz parte da sua natureza a imortalidade. Por isso a ênfase em salvar a alma. Nesta compreensão a ressurreição da carne é secundária. O corpo ressuscita apenas para se unir alma e compartilhar de seu  sofrimento ou  da glória. Mas a alma por si mesma é que detém todas as propriedades da pessoa: Consciência, vontade, inteligência e absoluta autonomia em relação ao corpo.

    IMORTALIDADE DA ALMA NA TEOLOGIA MODERNA.

    Aqui há uma retomada da concepção hebraica. Alma e corpo formam uma unidade. Um não vive sem o outro. Alguns teólogos afirmam  que a ressurreição se dá logo na norte. Como não haveria mais o tempo na outra vida, logo após a morte, se daria o juízo final e alma se veria  no fim dos tempos. Difícil conciliar com o que pregou e acreditava Jesus. Em todo o Novo Testamento o fim dos tempos é  um evento  cósmico universal e que se identifica com a volta do Cristo. Dá-se no tempo e progressivamente. (Cf. Jo5,29; Mt  25,31-46;) Alem disso se todos que morrem ficam livres do tempo então eles se tornam iguais a Deus. Pois só Deus não é preso ao tempo. A Eternidade e Deus são uma e mesma realidade. “Para o cardeal Ratzinger, a eternidade, como posse total e simultânea do todo, é própria apenas de Deus. Somente Deus há o eterno presente.” Pe. Elílio de Farias Matos Junior, artigo Entre a morte e Ressureição Parte III. Outros entendem que a alma  sozinha não está completa. Reafirmam com ênfase a Ressurreição do  corpo para se refazer esta unidade que forma a pessoa humana,  pois esta é  composta de corpo e alma. Mas entendem  a alma como  o motor de um automóvel.

    “Para poder desabrochar  na plenitude do seu ser , para ser inteiramente aquilo que deve ser , a alma precisa do corpo, porque foi criada para  estar unida a ele e estaria incompleta sem ele (…)Com perdão da comparação , um tanto rudimentar ,estamos diante de algo semelhante a motor de um automóvel  que está projetada para funcionar  em conjunto com o corpo desse automóvel. A Sabedoria do Cristão,  Trese, Leo J.  Tradução de  Roberto Vidal da Silva Martins, Rei dos Livros, Lisboa, 1992 p. 27

    Neste caso a alma está viva apenas para Deus, na mente do Eterno ou não teria uma vida espiritual plena. Como bem continua o autor no mesmo livro “É bem possível retirar um motor e pô-lo a funcionar sob uma bancada,  isolado do chassi…” A Sabedoria do Cristão,  Trese, Leo J.  Tradução de  Roberto Vidal da Silva Martins, Rei dos Livros, Lisboa, 1992 p. 27 Mas que utilidade teria um motor de automóvel sem o automóvel? E porque colocá-lo para funcionar sem o próprio automóvel?  Neste caso a alma não teria o pleno domínio de seus atributos que são a consciência, a vontade e a relação  com outros e  com Cristo e Deus. Seria inútil e desnecessário sobreviver à morte.

    REUSSUREIÇÃÃO E IMORTALIDE DA ALMA: UMA CONCILIAÇÃO POSSIVEL

    Compreendendo que sendo o ser humano composto de alma e corpo, ele não é só a alma e nem muito menos só corpo. Então a morte desfaz esta unidade. A sobrevivência da alma não implica na sobrevivência da pessoa. A alma está para o corpo como um chip está para um celular.  Ou um programa de computador  está para  a CPU, a parte material do mesmo. Posso ter o chip ou programa, mas este só funciona se eu tiver o aparelho. No entanto se tanto a alma e o corpo se destroem com morte, a ressurreição consistiria em uma nova criação da pessoa. Uma espécie de clone da pessoa morta. E desta foram não seria uma verdadeira ressurreição. Sendo alma que possui todas as faculdades espirituais tais como racionalidade, vontade e consciência, a Ressurreição individual se dá na hora  morte e não depois da morte, num sentido de uma morte total da alma e do corpo. Neste caso a alma forma um veículo sutil ou provisório substancialmente idêntica à si mesma. Este “corpo” não é o nosso corpo humano atual ressuscitado. É um “veículo”  da alma e para a alma . Um meio para a sua plena manifestação no mundo espiritual. Nem tampouco é um corpo espiritual, o corpo sutil ou astral,  no sentido como  o  entendem os esotéricos e os  espíritas ( o Peri – espírito)  já que não está unindo   o nosso corpo mortal à alma e não é um terceiro composto da natureza humana. É um veículo que possibilita alma manter relação com Deus e  com as outras almas. Que lhe dá a possibilidade de manifestar-se no mundo físico porem de forma indireta, provocando sensações  aos  sentidos dos vivos, que são ocasionados pela alma com a permissão de Deus. Esta é a razão das aparições dos muitos santos. Este “corpo da alma” difere do corpo da ressurreição final porque na ressurreição teremos  o  nosso próprio corpo material idêntico ao nosso que já se desfez no tumulo.”Ele vai transformar o nosso corpo frágil  tornando-o semelhante ao  seu corpo glorioso.” (Fl 3,21). O corpo ressuscitado no último dia será um corpo substancialmente idêntico ao corpo humano biológico. Terá a possibilidade de assumir neste mundo todas as propriedades do corpo  atual e ao mesmo tempo todas as propriedades de um corpo espiritual como o descreve São Paulo. (Cf. 1Cor. 15, 12-15; 2Cor 5, 1-5;)  Na verdade este corpo glorioso  é fruto do nosso corpo atual pois nosso corpo humano é como uma semente para o outro corpo ressuscitado.Não poderemos chegar à ressurreição sem passar primeiro por este corpo mortal e este será um corpo apto a  viver em dois mundos. O material e o espiritual.  Tal e qual Jesus que se apresentou comendo e podia ser tocado e sentido com carne e osso. (Cf. Lc 24, 36-43; Jo 20, 27; Jo 21, 1-14)) Não foi uma visão  provocada pela alma. Foi uma relação física verdadeira. Jesus se quisesse e fosse conveniente poderia viver agora aqui na terra tal como viveu antes de morte. Todas as faculdades físicas do seu corpo funcionariam normalmente. Da mesma forma no mundo espiritual Jesus tem como manter  comunicação real com todos os mortos inclusive com aqueles que ainda não ressuscitaram no corpo glorioso do final dos tempos. Pois ele é o Senhor dos mortos e dos vivos. (Rm 9,14). Isto em vista da alma ter um “pré- corpo” um corpo psíquico com o diz São Paulo em 1Cor 15, 44) De ter Deus dotado a alma da imortalidade na hora da morte  e esta possuir outra tenda nos céus  logo depois da morte. (2Cor 5, 1-8) Mas se é assim então porque ressuscitar o corpo humano material e idêntico ao que a  pessoa tinha antes de morrer? Muito simples. Este “corpo” substancialmente idêntico à alma não é um corpo humano. Não é substancialmente idêntico ao nosso que se desfez no túmulo. (Jo 5,29).”Não vos admireis com isto: vem a hora em que todos os que repousam no sepulcro ouvirão a sua voz e sairão.” Jo 5,28. Os que repousam no sepulcro são apenas todos os que morreram. O texto não indica que os mortos estejam literalmente nas sepulturas, já que este repouso se refere ao corpo e não a alma, ou à consciência individual. No caso, esta espécie de corpo ou veículo da alma é o meio para  que esta  possa  estabelecer relações umas com as outras e com o Cristo Ressuscitado. Seria como um  Hardware provisório, para um software (alma) que não foi destruído com a morte. Na verdade ele é criado em vista da ressurreição do corpo glorioso e se desfará neste com a ressurreição da carne  no ultimo dia..  Por isso Jesus diz que os mortos ressuscitam logo na hora da morte e também no final dos tempos. Cf. Mt  22, 29-32; Lc 20,34-36; Jo  11, 25) Além  disso nunca uma alma poderá  se manifestar  como uma pessoa ressuscitada neste mundo  e nem tampouco viver nele. A ressurreição se dá no  final dos tempos porque teremos  uma outra Terra livre do mal  e do pecado, em que habita a justiça  e em que os ressuscitados poderão  viver como antes da morte.Um mundo vindouro como refere Jesus ou um mundo renovado como se ler em  certas traduções do Novo Testamento. (cf. Luc 20,34) em que os maus não estarão mais presentes. Serão cidadãos de um novo mundo e de dois mundos . É neste sentido  que São Pedro diz que haverá um novo céu (onde os corpos ressuscitados manifestam suas faculdades espirituais e  outro onde os ressuscitados podem viver  normalmente em uma nova Terra como pessoa,  com  corpo e alma. .( 2Pd 3, 13 ). O Universo estará  preparado para as duas realidades  que constituem a pessoa humana. Esta é a liberdade da natureza de que fala o Apostolo Paulo.(Rm 8, 19-21) O corpo e a  alma  juntos para sempre num universo incorruptível manifesta a  absoluta vitória sobre a morte.(1Cor 15, 26.50-55) É uma vitória absoluta  já que a morte não será mais necessária  nem mesmo do ponto de vista da matéria e da vida. Sem a morte de outros seres se  extinguiria  também a  vida na terra  porque um ser  depende da morte dos outro para sobreviver. A morte é um fenômeno puramente natural em relação à vida. Mas para seres racionais-nós humano- os únicos que possuem a consciência da própria mortalidade a morte é uma tragédia inaceitável. Uma verdadeira punição, pois aspiramos à imortalidade sem passar pela morte.Assim como na terra temos o instinto de sobrevivência nossa alma traz em sim o instinto de imortalidade. Nenhum ser racional aceita a morte como um bem, se estiver física e psicologicamente saudável. Nem mesmo a esperança do céu após a morte motiva um ser humano a morrer. Bem gostaria de ir para o céu, alem de bem idoso,sem precisar morrer.Por isto a própria morte é a verdadeira punição pelo pecado, que só poderia ser cometido, por seres racionais e livres.Desejaríamos ser revestidos do corpo imortal sem morrer como disse o Apostolo São Paulo. (2Cor 5,4).

    Também não haverá  com a  ressurreição,  a  necessidade de alimento material . Viver-se-á da gloria de Deus e de sua luz. Não haverá transformação da matéria pela morte  na nova terra.  Porque ressuscitado e mantendo as faculdades próprios de um corpo físico, estão livres da dependência destas necessidades físicas. Poderão se alimentar por  prazer  e devido a sua real materialidade porém  nunca por necessidade. Desta forma a imortalidade da alma ou a  sobrevivência desta por uma primeira ressurreição na morte (Ap 20,6) e a ressurreição corporal ao fim dos tempos, ficam conciliadas, eliminando-se as contradições de uma concepção dual do ser humano, como a entendia a filosofia grega  estranha à concepção bíblica do ser humano,excluindo-se  também  a  recriação da pessoa se a ressurreição da se desse depois da destruição do corpo e da alma na hora da morte e fazendo-a  igual a Deus, concedo-lhe uma eternidade absoluta, por esta entrar no final dos tempos ao morrer, ou então concedendo à  alma   uma liberdade absoluta em relação ao corpo, relegando  a ressurreição da carne a  um mero complemento, sem necessidade, ou simples acréscimo à alma, que por si mesma constituiria a pessoa;  quando na verdade  esta é uma unidade indissolúvel  de corpo e alma.

    A ALMA É IMORTAL POR SUA PROPRIA NATUREZA?

    A Rejeição da imortalidade da alma entre os teólogos modernos decorre do fato de que esta concepção seria uma infiltração da concepção grega sobre a pessoa humana. No entanto a Doutrina da imortalidade da alma foi definida pela Igreja é esta fundamenta o juízo particular ocorrido logo após a morte. Muitos teólogos entendem que ao morrer, tanto morre a alma como o corpo. E a ressureição se dá logo após a morte e o morto já está na ressureição final. Esta teoria teológica é defendida entre outros, pelo Teólogo Leonardo Boff. E não se harmoniza como a doutrina tradicional da Igreja.

    A alma poderá sobreviver à morte, porque  a pessoa humana  foi criada para a imortalidade e a morte entrou  no mundo por causa do pecado. E não é imortal por sua natureza espiritual. Se assim o fosse não teria sido criada para unir-se a um corpo feito  para ela e dessa forma constituir a pessoa humana. E  dessa forma seriamos iguais aos anjos em natureza, quando morrêssemos, ou então, nossos espíritos poderiam ser  pré-existentes ao corpo, como crerem muitas doutrinas espiritualistas.

    A imortalidade da alma decorre da futura ressureição e não de sua própria natureza espiritual. Pois sendo, a alma, a forma do corpo de acordo com Santo Tomás de Aquino, se esta morresse junto com o corpo, não teríamos verdadeira ressurreição, pois tanto a alma como corpo seriam novamente criados. E o corpo unido novamente a esta alma, não seria substancialmente, idêntico àquele que se decompôs no sepulcro. Estaríamos de fato perante a uma recriação da pessoa humana; algo como que um clone daquele que morreu; mas não uma verdadeira ressureição. Nem nos tornaremos iguais a  Deus,  possuindo a eternidade absoluta,  se a ressureição e juízo final  fosse  logo após a morte,  como a entendem os teólogos modernistas. Além disso, teríamos por toda eternidade dois mundos paralelos e jamais a vida de um novo mundo, onde se manifestaria o triunfo de Cristo e a derrota do mal.

    A doutrina daí imortalidade da alma, mesmo influenciada pela  concepção dualista grega, da natureza humana, foi providencial para que o mistério da ressureição dos corpos implicasse num verdadeiro  ressurgimento da pessoa humana. Não haveria  de fato ressureição se desta nada não é conservado. Então a alma deve à sua imortalidade por causa da ressurreição do corpo e da reconstituição da pessoa e não é um direito decorrente de sua própria natureza espiritual.

    O CASO DOS QUE MORREM ANTES DA IDADE DA RAZÃO

    Nosso Senhor é bem claro no que se refere aos meios da Salvação eterna. O fundamental é professar a fé nele como o único nome por meio do qual temos a salvação da condenação eterna, renunciar ao mal e praticar o bem. No entanto muitos morrem sem a capacidade de fazer esta escolha, como é o caso dos que falecem antes de crer ou de fazer o bem e renunciar ao mal; Isto ocorre com os   que são abortados ou morrem logo depois de nascer. Até o presente nunca li uma teoria teológica ou pronunciamento do magistério da Igreja que solucionasse esse problema. Em relação aos que morrem sem batismo a Igreja indica o limbo (Estado de bem aventurança sem a contemplação de Deus) ou conforme o  Novo Catecismo da Igreja Católica, esta em sua liturgia os entrega à misericórdia de Deus. (CIC Nº 1258-1283). Outros entendem que a salvação estaria garantida a todos os que morrem antes da idade da razão porque nunca pecaram. Mas seriam injusto que uma pessoa criada para salvar-se em Cristo obtenha a salvação por haver morrido antes de realizar esta escolha e exercer o livre arbítrio, preferindo  o bem e evitando o mal. Mais  vantajoso  seria  morrer  no ventre materno ou logo ao nascer, que crescer e correr  o risco de perder-se para sempre. Não deixa de se apontar neste caso uma injustiça de Deus, que sendo onisciente por certo saberia os que morrem antes de chegar à idade de poder realizar escolhas morais e desta forma já os criaria com a salvação garantida. Perante  esta situação os  que  crêem na reencarnação se apóiam para tornar evidente que Deus nunca criaria almas para deixá-las sem a possibilidade de desenvolvimento e que se as criou para Terra, justo seria que as enviasse novamente a terra para que tal e qual os outros tivessem a possibilidade de desenvolver todas as faculdades inerentes à alma: Racionalidade, liberdade e vontade. Porem como definimos anteriormente, a alma não é um hóspede num corpo destinada a mudar de corpos. A alma é parte  fundamental da  pessoa humana e forma uma unidade com o corpo de modo que cada alma foi criada para um corpo e o corpo para ela. A morte desfaz esta unidade que a Ressurreição final Irá refazer. Porem como fica  o caso dos que morrem antes da idade adulta ainda incapazes de discernir entre o mal e o bem? Entre a fé e a infidelidade  a Cristo? Deus ao criar todas as criaturas juntamente com estas criou todas as possibilidades possíveis a estas criaturas. Em relação aos seres vivos, as possibilidades de não crescer, de procriar ou não reproduzir-se, de morrer antes de desenvolver-se, de adoecer, das deficiências físicas; de nascer apenas para um dia ou um minuto na terra. Alem daquelas que originadas por causa do pecado. No que se refere aos seres racionais- os humanos- Deus na sua onisciência eterna previu que muitos morreriam antes da idade da razão e definiu para estas um estado espiritual em conformidade com o seu desenvolvimento. Jesus afirmou: ”Na casa de Meu Pai há muitas moradas” Jo 14,2 Estas moradas se referem aos estados de desenvolvimento de cada pessoa na hora da morte. Os que morrem antes de nascer e na infância por certo irão para o estado conveniente ao seu nível de desenvolvimento racional. E podem desenvolver-se espiritualmente porque as faculdades da alma como a possibilidade de conhecer, crescer no amor e na vontade de servir a Deus, não acabam com a morte. São Paulo Apóstolo também indica que foi arrebatado ao terceiro Céu. 2COR 12, 2-4, confirmando as muitas moradas eternas conforme indicara Jesus. Estas almas que deixaram esta vida logo no início de sua jornada na terra, para as quais não foi possível exercer o livre arbítrio, estão confirmadas na glória por uma liberação de Deus, mas podem progredir na gloria pós-morte e alcançar maior felicidade dependendo de sua disposição em voltar-se cada vez mais para Deus, porque também diz o apostolo São Paulo: “ …quer estejamos vigilantes ou adormecidos esforçamos por agradar-lhe.”2 Cor 5,9. Acada nível de desenvolvimento uma morada conveniente. Por isso Jesus disse aos Apóstolos: “Na casa de meu há muitas moradas. Irei preparar um lugar para vós.” Jo. 14, 2 Sem duvida a morada dos mártires, dos apóstolos e confessores, daqueles que muito batalharam para manter a fé,  não será a mesma para um indivíduo que morreu logo no alvorecer da vida na terra, ou para  aquele que chegou a este mundo e viveu apenas alguns minutos; no máximo poucos anos de vida  ou faleceu antes do nascimento. Assim os abortados, os que morrem antes da idade da razão, os que nunca ouviram falar de Cristo, os pagãos que agirem em conformidade com sua consciência, e obedecerem à lei natural, terão a morada peculiar ao seu estado quando saírem deste mundo. Deus é absoluta justiça e não criaria uns para conquistar a vida eterna após muitos perigos, muitas tentações, e outros para a mesma gloria que os primeiros, pelo simples fato de morreram logo no iniciar da vida terrena. Não há uma só possibilidade inerente às criaturas, que Deus não tivesse prévio conhecimento e juntamente com este a solução adequada. Como toda criação é imperfeita por ser criação e ao mesmo manifesta perfeição possível, por haver sido criada por Deus, Deus providenciou  que todas as criaturas chegassem a  receber o que lhes é devido, no caso de nós humanos, o que é adequado a situação de cada pessoa nascida nesta terra. No que se refere aos corpos destes que morrem precocemente, eles ressuscitarão com um corpo material glorioso, que está liberado das limitações do corpo presente e poderão assumir a forma do corpo adulto que não tiveram na terra.

    CONCLUSÃO

    A alma não constitui uma entidade separada do corpo e independente deste. Tendo sido criada para o corpo e este para esta, um não pode existir separado do outro indefinidamente. Se a alma fosse por natureza própria imortal, a punição pelo pecado seria a sua união com o corpo, a sua descida à matéria, como acreditavam os gnósticos e crêem hoje, os esotéricos e espíritas. A finalidade da existência seria libertar-se da prisão da matéria e não a morte, pois sendo independente em relação ao corpo o ideal de existência da alma seria libertar-se de sua prisão ao corpo.

    Porem  a morte do corpo não implica também na morte da alma e a entrada do pessoa no ultimo dia, na ressurreição final em que dois mundos paralelos nunca haveriam de se encontrar e fazendo a pessoa, possuidora da eternidade tal e qual Deus, porque estaria livre do tempo. Deus ao criá-la a fez para uni-la ao corpo e constituir a pessoa. Tendo entrado o pecado no mundo, pela desobediência dos primeiros pais, este trouxe a morte. Sem o pecado, nós em enquanto pessoas,  estaríamos destinados à glorificação sem passar pela morte, Conforme Paulo escreveu em relação aos vivos, por ocasião da segunda vinda de Cristo.”Sim vou lhes dizer um segredo: nem todos morreremos, mas todos seremos transformados. 1 Cor. 15,51s. Deus nos criou para a ressurreição e não para sermos almas penadas; em vista desta ressurreição a alma possui a imortalidade como dom de Deus.

    A imortalidade da alma é, portanto, dom de Deus concedido na hora da morte. Os homens têm o poder para tirar a vida do corpo, mas nada podem fazer à alma. ”Não temam aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma” Mt10,28.Deus poderia destruí-la, mesmo sendo ela espiritual. Mat. “Temam, sim aquele que fazer perecer a alma e o corpo no inferno.” Mt10,28A  imortalidade não vem da própria natureza da alma porque o pecado trouxe a morte da pessoa completa; porém em virtude da ressurreição de Cristo e em vista da ressurreição futura da pessoa, a alma  é preservada da morte. Criada do nada para a existência e unida a um corpo próprio e definitivo, a separação entre alma e corpo é a verdadeira punição do pecado, conforme afirma Paulo “O Salário do pecado é a morte” 1Cor 15, 56 Mas a vitória sobre a morte é a Ressurreição da pessoa, corpo e alma, no ultimo dia ,na renovação do mundo,  quando Deus manifestar a nova terra e o novo céu transfigurados e libertados de toda corrupção,

    A alma foi criada para a imortalidade em vista da ressurreição do corpo e o nosso corpo foi criado para a Ressurreição, em vista de reconstituição da pessoa humana e  esta, que é unidade inseparável de corpo e alma, para a Vida Eterna com Cristo.

    Prof. Francisco Silva de Castro. ( Licenciado em Ciências Religiosas– Icre-CE.)

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    Captare recomenda: Fratres in Unum

    Publicado por Captare em sábado, 18 junho 2011 - 12:25

    Dos espaços na internet que hoje veiculam notícias cristãs ou sobre o cristianismo, um deles se destaca pela variedade das fontes, pela firme defesa do ponto-de-vista tradicional e pela relevância das matérias apresentadas: é o blog Fratres in Unum. Este que eu chamo de “um dos grandes da blogosfera católica” (classificação que inclui o Deus lo Vult e o Contra Impugnantes) tem novas postagens praticamente todos os dias e sua gama ampla de assuntos cobre desde nomeações da hierarquia da Igreja, passando por publicações de documentos eclesiásticos, questões envolvendo as comunidades da tradição, comentários de vaticanistas, entrevistas com homens da Igreja e até notícias sobre a Igreja veiculadas na mídia secular. Às vezes, vemos lá artigos que só saíram em sites e blogs estrangeiros (de língua inglesa, italiana ou espanhola).

    Um grande destaque deve ser dado ao recente caso do padre Leonardo Holtz, da Arquidiocese do Rio de Janeiro, que deixou esta para ingressar na FSSPX, caso este que envolveu outros blogs como o Contra Impugnantes e o blog da Associação Cultural Montfort. Neste particular o Fratres in Unum serviu como um canal privilegiado onde o padre Leonardo pôde tornar público seu pensamento e sua versão dos acontecimentos.

    Mas minhas recomendações particulares vão para a Carta Pastoral “Aggiornamento” e Tradição, na qual o grande bastião da tradição católica do Brasil, de saudosa memória, Dom Antônio Castro Mayerexcelentes diretrizes para reconhecer e combater as novidades que atacam ou se opõem à perene Tradição da Igreja; e para a notícia que saiu no Le Fígaro: As discussões doutrinais entre Roma e Ecône estão concluídas, que dá conta do término do debate entre a Santa Sé e a FSSPX, debate esse tão importante para o tempo em que nós nos encontramos.

    Boa Leitura!

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    Mais sobre “homofobia”

    Publicado por Captare em quinta-feira, 16 junho 2011 - 14:06

    No meu outro artigo sobre “homofobia” demonstrei que o uso desta palavra, apesar de bem difundido principalmente pela imprensa e pelo show business (novelas, cinema, etc.), era uma grande estupidez que poderia esconder, além disso, má fé e terrorismo político. As questões continuam sem resposta: Como é que uma classe que se diz intelectual pode se sujeitar a uma estratégia política tão obscura quanto o movimento gay? Como podem se valer de uma palavra tão vaga e ambígua para julgar e condenar pessoas? Como podem apoiar o uso deste termo que é totalmente contra a liberdade de expressão e pensamento, sem contar a liberdade religiosa, grantida pela constituição?

    Parece não ter sido o bastante demonstrar com provas racionais bem simples essa denúncia. Então eu trago aqui três artigos de pensadores bem mais robustos do que eu, com argumentos bem mais pesados e complexos, para reforçar minha denúncia que parece ainda não ter penetrado em alguns corações de pedra!

    O primeiro é o texto do Reinaldo Azevedo Não somos homofóbicos, em que o Tio Rei mostra com segurança que o único argumento que o movimento gay tem para mostrar que “o Brasil é um país ‘homofóbico’” é… a reclamação do próprio movimento gay de que “o Brasil é um país ‘homofóbico’”! Acompanhem o relato do texto e o raciocínio do Reinaldo Azevedo e vocês verão que, descontadas as aparências, o único fundamento que resta é a reclamação da militância gay.

    O segundo texto é o do Sidney Silveira O ‘pecado’ de homofobia: a sociedade cristã em decúbito ventral, que está totalmente de acordo com vários argumentos que eu utilizei no meu outro artigo sobre “homofobia”, mas com a vantagem de que estes argumentos são precedidos de uma exposição científica sobre a questão do pecado do homossexualismo. O texto reforça a meu argumento de que fobia não pode ser crime, e de que taxar de “homofobia” qualquer crítica ao modo de vida homossexual é um ataque a liberdade de expressão mesma.

    O terceiro texto é A farsa da propaganda homofóbica e o risco da apologia pedófila, publicado no site do movimento #EuSouHetero – que tem sido um dos bastiões do Brasil na luta contra a ditadura gayretirado do Jornal Correio de Sergipe. Neste artigo há um exemplo das fraudes cometidas para justificar a aplicação de verbas públicas em programas de assistência aos homossexuais, além de um alerta ao risco de se estar apoiando a apologia à pedofilia ao se apoiar o movimento gay. A denúncia está fundamentada justamente em um texto de autoria de Luiz Mott, um dos maiores (se não o maior!) ativistas gays do Brasil.

    Para terminar fica aqui um apelo: Essa história de “homofobia” não existe! Propaganda mentirosa, terrorismo ideológico, chantagem emocional e fraude política não fazem a verdade! Aceitar debater “homofobia” é uma burrice, é jogar o jogo pelas regras inventadas por quem quer vencê-lo injustamente!

    Não dêem munição ao adversário!!!

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    Reforma Ortográfica – Um crime contra a nossa língua

    Publicado por Captare em segunda-feira, 6 junho 2011 - 17:11

    As pessoas que têm a oportunidade de conversar por escrito comigo podem ter reparado que eu não deixei de usar trema ( ¨ ), nem hífen em substantivos compostos. Enfim, não aderi à Reforma Ortográfica. As razões que eu tinha para isso eram meramente culturais: as reformas ortográficas nunca vêm para melhorar nada, só para piorar.

    Mas no último dia 3 de Julho, foi dado início no blog Contra Impugnantes a uma série de artigos analisando a recente Reforma Ortográfica. Neste primeiro artigo o professor, tradutor e escritor Carlos Nougué prova por A+B que esta reforma foi um ataque covarde e criminoso à tradição cultural dos países de língua portuguesa, à educação do nosso país, ao bom senso e ao próprio pensamento, pois a língua é a estrutura do pensamento, principalmente lógico.

    Neste artigo – A Reforma Ortográfica — um Acinte à Sensatez (I) – o professor ainda avisa que está envolvido no lançamento de uma gramática nos moldes tradicionais, a qual já tem um lugar garantido na minha estante de livros.

    Leiam e informem-se mais sobre este golpe covarde – entre outros como o funk e o livro “pros pobre” do Ministro Hadad – desferido na nossa língua pátria, por pessoas de interesses mesquinhos por razões puramente financeiras e ideológicas.

    São Jerônimo, Rogai por nós!!!

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    Captare Recomenda: O Legado do Andarilho

    Publicado por Captare em quinta-feira, 19 maio 2011 - 23:06

    Em Novembro de 2003 ia ao ar a primeira versão deste site feita no Adobe Dreamweaver, hospedado no finado Geocities, e com um design bem básico e idéias mais imaturas ainda. Mas este site não teria ido ao ar sem o incentivo do meu irmão, Bruno Linhares, O Andarilho. Ele me incentivou a fazer o Battle Site porque ele mesmo tinha um site onde expunha seus pensamentos. Naquela época nós discutíamos sobre vários assuntos e ele achou interessante que eu também publicasse meus pensamentos.

    Isto quer dizer que, se hoje existe este Battle Site, é graças a ele e eu esperei muito tempo até poder fazer essa recomendação aqui. É com grande satisfação que eu recomendo a vocês o blog do meu irmão: O Legado do Andarilho. As razões que eu tenho para recomendar este blog são várias.

    • O Andarilho foi um contribuinte de peso para a formulação de boa parte da teoria da Libertação. Entre outras fontes, essa teoria surgiu daquelas discussões mencionadas acima. Além disso, têm grande importância para ela as idéias pessoais d’O Andarilho sobre domínio das emoções, e que fariam muito bem se fossem eventualmente publicadas lá.
    • O Andarilho foi o grande condutor do ato pacífico que ousou desafiar a ditadura gay, personificada em peso na Central do Brasil no último dia 16 de Maio. Ele explicou calmamente suas razões a todos os que perguntaram a ele, debateu respeitosa e racionalmente com aqueles que o desafiaram a tanto e em troca sofreu ameaça de violência física e censura ostensiva, sofreu a insinuação de que deveria ser estuprado e ainda foi ofendido moralmente com um beijo gay forçado e desesperado. Ou seja, ele mostrou a todos que ainda não estão cegos de que maneira cínica e desonesta estão tentando impor a ditadura gay ao país inteiro. O relato do ato e de seus desdobramentos estão linkados adiante.
    • Ele tem discutido assuntos relevantes na área da política e tem enchido bastante o saco de autoridades publicas com questionamentos importantes e inconvenientes. E nós precisamos de verdadeiros católicos conservadores atuando no campo da política!
    • Ele é um entusiasta da apologética católica e opositor ferrenho do relativismo religioso.

    Enfim, recomendo enfaticamente que leiam seu Legado e comentem, para contribuir com este apostolado tão necessário levado adiante por ele. Recomendo de maneira especial as postagens Bons úteros também geram maus filhos, em que ele relata o ato contra a ditadura gay que ele iniciou sozinho, mas que no final acabou sendo muito bem sucedido, destacando os argumentos que ele usou no debate e as “respostas” que recebeu; e Resposta pública a Marcelo G, em que ele faz uma apologética firme e sensata contra os slogans e a chantagem emocional da ideologia gayzista.

    Saudações à ressurreição do Legado do Andarilho!!!

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