Captare recomenda: Apostolado Tradição em Foco com Roma

Liga dos Blogueiros Católicos

Não é segredo para ninguém que apesar de eu não ser tradicionalista, eu me considero um amigo dos tradicionalistas – um conservador filotradicionalista”. E até mesmo entre os tradicionalistas mais radicais eu tenho bons amigos.

Mas existem aqueles que podem ser considerados tradicionalistas por darem prioridade ou exclusividade a frequentar a Missa na Forma Extraordinária (Rito Antigo), por defenderem a precisão nas fórmulas doutrinárias, por preferirem os métodos catequéticos tradicionais, por serem mais rígidos que a maioria dos católicos em matéria de moral e disciplina, etc., mas que não podem ser considerados radicais, por não considerarem o magistério Conciliar e pós-Conciliar errôneo. Entre estes tradicionalistas está o pessoal do Apostolado Tradição em Foco com Roma.

O David Conceição é um dos escritores mais assíduos do Apostolado, e faz parte da Liga dos Blogueiros Católicos desde o seu surgimento. O Apostolado Tradição em Foco com Roma pode ser considerado o único representante da banda tradicionalista da blogosfera católica na Liga.

Os artigos do Apostolado são sobre assuntos bem variados: notícias católicas, castidade, questões filosóficas, direito canônico, cinema, etc., sempre com um vocabulário muito católico e tradicional e citendo sempre legítimas fontes católicas. A lista não acaba mais. Há duas sessões no site do apostolado dedicadas a refutar os argumentos dos tradicionalistas mais radicais: Summa Adversus Sine Roma e Collectio Adversus Sine Roma. Mas hoje eu gostaria de recomendar dois artigos, do David, em especial: De onde vem o ódio contra a SSPX?, no qual o David explica de onde vem tanto ódio injustificado, até mesmo da parte dos católicos comuns, contra os grupos tradicionalistas, em especial a Fraternidade Sacerdotal São Pio X; e A pena da excomunhão, tratando deste assunto polêmico que, inclusive, deu muito que falar no último programa da Liga.

A Liga dos Blogueiros Católicos é uma iniciativa que congrega católicos de muitas mentalidades e espiritualidades diferentes. Os tradicionalistas não estão excluídos deste seleto grupo. Portanto, leiam e acompanhem o Apostolado Tradição em Foco com Roma.

Resposta às perguntas Frei Clemente Rojão

Liga dos Blogueiros Católicos


O Frei Clemente Rojão ainda tem dúvidas de que os membros da Liga de Blogueiros Católicos o lêem. Não só o lemos, como a Viviane gostou muito do título de um dos artigos dele sobre a polêmica com o padre Fábio de Melo (“Peidei, mas não fui eu…”) e o Diogo citou seus quatro artigos no artigo em que resumia e comentava esta mesma polêmica.

Agora, o Frei faz à Liga uma série de perguntas sobre o cenário cultural e político do país. Perguntas deveras pertinentes! Só que nós da Liga tememos que, por tratar de assuntos que estão bem acima do nível de interesse geral dos brasileiros – católicos inclusos, infelizmente – responder de modo completo no programa, como as perguntas merecem, poderia tornar o episódio do programa muito prolixo, o que foge um pouco da proposta do hangout. A sugestão então foi responder em forma de artigo. No próximo programa a Liga fará referência ao artigo do Frei e ao artigo de resposta para que todos os espectadores tenham acesso ao que foi dito pelos dois lados. As perguntas do Frei são as seguintes (em “Roxo Quaresma” como ele postou em seu blog):

O ano de 2013 foi marcado pela quebra da espiral do silêncio do pensamento político conservador no Brasil, com o lançamento (e sucesso) dos livros de Lobão (Manifesto), Olavo de Carvalho (O Mínimo), Rodrigo Constantino (Esquerda Caviar) e Villa (Década Perdida). Ainda que seja muito pouco comparado à hegemonia cultural e política esquerdista, toda jornada começa com o primeiro passo. Sabendo que a criação da hegemonia cultural precede a hegemonia política, e a que setores da Igreja foram historicamente fundamentais na construção deste hegemonia esquerdista, por mais contrafação que possa parecer.

A primeira pergunta é: Como, na prática, o pensamento católico conservador pode ajudar este esforço de quebra da hegemonia esquerdista no país?

O advento das obras políticas conservadoras citadas veio em muito boa hora para lembrar a todos os simpáticos ao conservadorismo que ainda temos intelectuais atentos ao cenário político. Todas contribuem excelentemente para fortalecer o nosso discurso, aperfeiçoando nossa retórica e nos munindo com dados para combater as falácias dos esquerdistas de todas as tribos. Entretanto, para virar o jogo, não basta ser hábil em estapear os adversários porque o público da luta – os cidadãos comuns, que não militam – está de tal modo entorpecido por décadas de marxismo cultural que se encontra num estado de obtusidade mental desfavorável à apreciação da nossa argumentação. Urge, portanto, que o encanto seja quebrado; foi pela (má) cultura que o povo foi estragado e por ela deve ser conduzido à reeducação.

Nosso potencial intelectual precisa, portanto, voltar-se à produção cultural: literatura, dramaturgia, música, etc. Foi nesses campos onde os inimigos da moral cristã foram mais pródigos, está aí o exemplo recente do grupo “Porta dos fundos”. O elenco de artistas em plena atividade hoje, no Brasil, é composto por homens e mulheres que aprenderam a produzir material de propaganda ideológica anticristã desde o início dos seus estudos. Ocorre que eles aprenderam a fazê-lo com um nível razoável de qualidade – devemos atentar para isso também.

Precisamos produzir romances que, de forma atraente, apresentem os nossos valores! Por exemplo, uma aventura fantástica que instigasse nos adolescentes um sentimento de admiração pelo heroísmo pró-vida, com feminazis vilãs. Peças de teatro onde aconteça reversão do homossexualismo (se possível à força de interferência sacramental) ou a vitória de planos políticos conservadores contra políticos corruptos/esquerdistas. Promover grifes de vestimenta como a comercializada pelo “Veste Sacra” (vestesacra.com) e “São Camisas” (do membro da Liga Cristiano Ramos). Confeccionar artes plásticas embebidas da beleza sacra e dar-lhes visibilidade, etc.

Cabe fazer aqui uma “menção honrosa” ao novo diretor da Ed. Record, que teve a coragem de desafiar o mainstream editorial e apostar em um segmento ultra-patrulhado pelos “guerrilheiros de Facebook”. E esta aposta foi enormemente acertada, dado que todos os livros dessa linha estão esgotados em quase todas as livrarias físicas. O Alexandre mesmo, quando procurava pelo livro do Lobão recebia sempre a mesma resposta: “acabou. Estão todos atrás desse livro!”.

Na primeira metade do século XX, o pensamento católico foi não só influente como o motor do pensamento político católico conservador do país. Era a época gloriosa do Cardeal Leme, do Instituto Dom Vital, de Alceu Amoroso Lima, Gustavo Corção e tantos outros. É uma tal profusão de conteúdo cultural como essa que precisa ser revivida. Traduzir mais e mais Chesterton… Enfim, oferecer alternativas de qualidade, no nosso padrão de qualidade (mas que satisfaça o do público em geral) às lambanças publicadas aqui. Se conseguíssemos reproduzir esse movimento intelectual católico que já existiu, poderíamos contribuir e muito com essa quebra de hegemonia.

Um dos escritores mais presentes do blog Oficina de Valores vem estudando o pensamento social católico brasileiro, o que inclusive é o tema do doutorado dele na UFRJ. Ele manda bem demais da conta: Alceu, Corção, Sobral, Leme entre outros. Dois anos atrás o pessoal deste blog teve um Encontro de Intelectuais católicos. Teve palestra sobre vários desses, até sobre Pe. Penido entre outros. O Movimento de Vida Cristã que organizou.

Já conseguimos estabelecer uma posição de visibilidade com os nobres conservadores supracitados. O organizador de “Idiota”, o blogueiro Felipe Moura Brasil, bem como o Lobão e mesmo o Roger da “Ultraje a Rigor” serviriam como os comunicadores que chamariam a atenção para esse novo conteúdo artístico conservador a ser criado, despertando de imediato o interesse (ainda que pela desqualificação) até mesmo dos nossos adversários culturais.

Segunda pergunta: Quanto tempo levaremos, e como faremos, para que esta hegemonia seja quebrada no clero, especialmente no episcopado brasileiro?

Essa parte é um pouquinho mais complicada de se responder, pois não há um único fator responsável por esta hegemonia em meio ao clero.

O primeiro fator, o mais evidente e de longe o único que não devia interferir na independência de pensamento do clero, é que o pensamento do clero também é influenciado pelo quadro cultural e político do país, por pior que ele seja. Assim, se essa hegemonia for quebrada fora da Igreja, os membros da Hierarquia que apenas refletem esse quadro imaginando que a opinião da maioria é a mesma coisa que o bom senso, também refletiriam essa quebra de hegemonia, passando a aceitar a possibilidade da validade das idéias de direita e até mesmo tomar para si algumas destas ideias. Nós não saberíamos quanto tempo levaria para se efetuar essa mudança, mas seguindo a opinião dos estudiosos, no caso a do Olavo de Carvalho que é um dos principais estudiosos do assunto em questão, o intervalo de tempo entre o lançamento de idéias no meio intelectual e a sua adoção pela sociedade, inclusive como sugestão de ação política, é em torno de 30 anos. Foi mais ou menos esse tempo que levou desde a ocupação dos meios intelectuais pela esquerda no Brasil até as ondas de movimentos esquerdistas que preparam a ascensão da esquerda ao poder. Alguns de nós são até um pouco mais pessimistas que o Olavo de Carvalho: São trinta anos pra brotarem as ideias, tome mais vinte ou trinta para ser um projeto de poder viável, mas há uma série de fatores que podem ser catalisadores. Todos esses fatores são sangrentos…

Outros dois fatores quase tão decisivos quanto o primeiro, e que estão muito ligados entre si, são a qualidade da educação religiosa que se recebe nas paróquias e a qualidade da educação religiosa que se recebe no seminário, dado que o clero foi educado nas paróquias e nos seminários. Esses dois fatores são mais fáceis de mudar “de cima” do que “de baixo”. Se as ordens de mudança nestes dois lugares de ensino viessem de Roma e com pulso firme, em alguns anos elas já estariam se refletindo nas declarações públicas do clero. Mas se ela tiver que ser feita com uma mudança gradual da mentalidade do católico médio, causada pelas estratégias dos católicos conservadores e seus apostolados, poderia levar várias décadas e até séculos pra que isso acontecesse. Acontece que dentro da Igreja as mudanças são mais lentas, porque faz parte da natureza do católico ser resistente a mudanças. Aliás, graças a Deus que é assim! Esse é um dos mecanismos sociais de preservação da fé e da moral. Novamente, devemos olhar como a esquerda foi se tornando hegemônica dentro da Igreja, para ter uma idéia de como seria o processo inverso. Ora, desde os primeiros relatos de infiltrados dentro da Igreja com essa finalidade – os escritos do Cônego Roca, a Permanent Instruction of the Alta Vendita, etc. – até a atual hegemonia passaram-se dois séculos.

Aqui também deve ser feita outra menção honrosa: a dos padres que, como nós, leigos engajados, lutam por uma Igreja mais comprometida com seus reais valores. Esses caras serão a nossa esperança para a próxima geração de seminaristas. Só citando de passagem, temos o Pe. Paulo Ricardo, que inclusive é reitor de seminário, e o Pe. Demétrio, que também está na mídia. E nós, leigos engajados, não ficamos para trás, assumimos corajosamente o nosso papel de “chatos” apontando insistentemente para a tradição, mesmo contra a “jujubice” reinante.

Existem, é claro, outros fatores que influenciam o pensamento do clero, como sua educação familiar ou os rumos que seus estudos acadêmicos acabam tomando quando feitos sem cuidado, mas creio que o Frei não se refere a nenhum deles, por serem casos individuais.

Terceira – e a mais capciosa – pergunta: Como o atual pontificado pode ajudar ou atrapalhar o desenvolvimento deste pensamento no pais?

Por si mesmo, o pontificado do Papa Francisco não deve nem atrapalhar nem ajudar, simplesmente porque o foco do Papa atual não é a Guerra Cultural, como foi em boa parte o foco de Bento XVI e do final do pontificado de João Paulo II.

O problema é que os esquerdistas ainda gostam muito desse Papa, e algumas de suas declaração são ocasiões seriíssimas de os esquerdistas encherem o saco dos conservadores dizendo que “eles não pensam ou não agem de acordo com o Papa atual”, etc. Isso pode atrapalhar bastante o desenvolvimento deste pensamento no país, principalmente porque ao ver essas acusações dos esquerdistas, possíveis novos adeptos do pensamento conservador podem se sentir “melindrados”, temendo ficar contra o Papa. Um leitor d’O Catequista, se referindo à visão que os ateus têm do Papa Francisco, deu uma resposta ótima: “É o papa de quem eles adoram colocar palavras na boca”. O Papa Francisco é um gigante bondoso – um Gentle Giant… e os fdp’s vão colocar palavras na boca dele como fizeram com São Felipe Néri, São Tomás de Aquino e São Pio.

Contudo existe uma oportunidade a ser explorada, na medida que o Papa tem aberto de mansinho, mais portas para o pensamento católico. Ainda que na base da estética (só estética!) “jujuba”. É um belo início para a reversão do preconceito dos mais jovens contra todos os pensamentos que vem da Igreja.

Esperamos que este breve artigo tenha respondido à altura as questões do Frei Rojão. Se restar alguma dúvida, basta ele postar em seu próprio blog e ter certeza de que estaremos de olho.

Este artigo é uma produção coletiva da Liga dos Blogueiros Católicos.

Pe. Fábio de Melo: Entre heresias e desculpas esfarrapadas


E quem diria que revmo. Pe. Fábio de Melo aprontaria mais uma das suas?! Um belo dia, ao acordar, enquanto estava se barbeando e antes de vestir suas caríssimas roupas de grife, o padre devia estar se admirando no espelho e pensando: “Poxa! Estou me sentindo abandonado pela mídia atualmente. Não sei mais o que fazer para aparecer… Ah! Já sei, sim! Vou ali na Gabi rapidinho dar uma entrevista e causar mais uns escândalozinhos!” Pois, não é possível! O cara precisa de muito planejamento (ou ser muito burro, apesar dos mestrados que o dito-cujo ostenta a seu favor!) para fazer uma patacoada tão grande com tão poucas palavras!

Me refiro – é claro! – à entrevista que o muito revdo. Padre concedeu à jornalista já há muito passada do ponto Marília Gabriela. Muitos católicos de verdade já se manifestaram sobre o petardo. Comento e recomendo brevemente, abaixo, aqueles que são mais próximos a mim.

Da Liga, como não podia deixa de ser, temos o post Padre Fábio de Melo: “foi sem querer querendo!” no blog O Catequista, escrito pela Viviane Varela. Inteligente, bem humorado e minucioso como sempre, este post contém as considerações básicas que todo católico mediano deve fazer nestas situações. Se é possível fazer apenas uma correçãozinha, é que a Viviane em certo momento, ao se referir à seguinte frase do pe. Favo de Mel: “Qual é a nossa fonte? É Jesus, a experiência dele. Teologicamente nós estamos fundamentados no Verbo que se torna carne, que passa por nós, que faz discípulos e que deixa uma Igreja”, diz que “[e]stá claro que o padre crê e afirma a origem divina da Igreja”. Viviane cumpriu com seu dever de ser caridosa com o padre, mas infelizmente não está tão claro assim, não! Acontece que o escorregadio sacerdote do Altíssimo usa – também nesta frase! – expressões típicas da heresia modernista – no caso, a experiência de Jesus”. Ora, se fosse um pessoa que já não tivesse nos brindado com tantas afirmações escandalosas, poderíamos presumir que não era o sentido modernista o empregado pelo padre nesta afirmação. Mas, justamente pelo contexto, é fácil presumir que ele tem em mente o sentido modernista destes termos. E no sentido modernista não é o “Jesus Cristo verdadeiro” (que eles chamam de “Jesus histórico”) que fundou a Igreja como sociedade visível e sim o “Jesus teológico” (o “Jesus fábula”, fruto das distorções e acréscimos feitos pelas reflexões “teológicas” acerca dos episódios da vida do “Jesus histórico”). Sim, o quando ele fala que “teologicamente estamos fundamentados no Verbo”, o termo “teologia” não está aí à toa. Outro indício de que é precisamente o sentido modernista das palavras que ele tem em mente é que em sua pseudo-retratação ele fala que “A expressão que usei no programa de ‘De frente com Gabi’, ‘Jesus queria o Reino de Deus, mas nós demos a Ele a Igreja’ é uma expressão muito usada nos bastidores acadêmicos que frequentei em minha vida, e está distante da proposta herética que ela já representou em outros tempos. O significado evoluiu. Como eu freqüento estes mesmos “bastidores acadêmicos” dos quais o padre fala, sei muito bem que ele está se referindo à tentativa reabilitação do modernismo iniciada pelos teólogos da Nouvelle Théologie e que hoje muitos professores de teologia consideram como um desenvolvimento legítimo que teria sido incorporado à teologia “oficial”. Eles só se esquecem – ou fingem se esquecer! – que o Papa Pio XII condenou esta tentativa de reabilitação na Encíclica Humani Generis. Não é porque ainda tem muito Zé-Corneta que compra essa ideia atualmente que ela deixa de ser herética…

Também da LIGA, temos o texto Quanto mal fazem à Igreja os padres untuosos!” – sobre o pe. Fábio de Melo e suas más colocações do Jorge Ferraz no blog Deus lo Vult. O Jorge, em seu texto, esclarece que não foi só uma heresia, mas três, contidas na declaração original. A saber: Igreja não é da vontade de Deus, há oposição entre “Igreja” e “Reino de Deus” e Igreja é criação humana. Com maestria, o Jorge mostra, através de passagens do Catecismo da Igreja Católica, como estas afirmações contrariam a Doutrina Católica. A saber: §§ 541, 567 e 766 do CIC e ainda o nº 52 do Decreto Lamentabili Sane Exitu. Outro destaque do texto do Jorge são as palavras do Papa Francisco falando contra padres como o pe. Fábio de Melo. Palavras que caem como uma luva e que eu reproduzo abaixo:

[Q]uanto mal fazem à Igreja os padres untuosos! Aqueles que colocam a sua força nas coisas artificiais, na vaidade.

Quantas vezes se ouve dizer, com dor: “Este é um padre-borboleta, porque há sempre vaidade nele”.

Se nos afastamos de Jesus Cristo, devemos compensar isto com outras atitudes… mundanas. E assim, há todas estas figuras… também o padre de negócios, o padre empreendedor…

[…]

É belo encontrar padres que deram a sua vida como sacerdotes, verdadeiramente, de quem as pessoas dizem: “Sim, tem esta característica, tem aquela… mas é um padre”. E as pessoas têm a intuição.

Em vez disso, quando as pessoas vêem os padres – para dizer uma palavra – idólatras, que em vez de terem Jesus têm os pequenos ídolos… pequenos… alguns até devotos do “deus Narciso”… Quando as pessoas vêem isto, dizem: “Coitado!”

“Padres-Borboleta”! Hehehe. Boa, Santo Padre! O vídeo está na postagem do Jorge.

Ainda de membros da Liga, temos o texto Católico: legalista ou jujuba? Escolha seu caminho do André Brandalise, com palavras muito pertinentes sobre a necessidade de os católicos verdadeiros – diante de palavras escandalosas como as do padre narcisista – assumirem corajosamente as pechas de “legalistas”, “bitolados”, “caçadores de hereges”, etc. Outro membro da Liga que “falou pouco, mas falou bonito” foi o Everth Oliveira, no Ecclesia Una, com o texto Um artista e suas artes em que ele coloca muito bem que “favo de mel é professor, escritor, cantor, compositor, apresentador de televisão e, por último, padre.

Há também uma quadrilogia de textos de uma pessoa que não é membro da Liga, mas que é ilustre na blogosfera católica. São os textos “Lembrança” é o c…, Fábio de Melo diz: “PEIDEI MAS NÃO FUI EU” ou “É HERESIA, MAS NÃO SIGNIFICA MAIS HERESIA”, Se eu pego pesado com os padres, vocês não viram ainda como Deus pega pesado… e O problema sou eu então? ou BANDOS DE FABETES HIPÓCRITAS!!! do Frei Clemente Rojão. Nestes textos, os destaques são a conclusão muito acertada de quer não cabe dizer que as palavras do pe. Melo foram “descontextualizadas”, pois no “conjunto da obra” é o tipo de coisa errada que ele fala sempre mesmo; e também para as imagens e ironias do Frei nos textos que expõem claramente o quanto a pífia tentativa de retratação do padre é falsa e ridícula.

Todas as coisas indicadas nos textos acima me fazem cada vez mais desconfiar que não há inocência nem ignorância nenhuma no pe. Melo: não é possível alguém ser tão avisado de seus erros e fazer questão de permanecer neles, tentando sempre embelezá-los sobre a maquiagem das palavras doces! Parece que ele faz de propósito, apostando que seus erros vão dar em nada, e depois arranja desculpinhas para tentar sair pela tangente. É um sacerdote que mancha a imagem do Sacerdote do Altíssimo, que foi ilustrada tantas vezes por gigantes como Santo Agostinho, São Tomás de Aquino, São João Maria Vianney, São João Bosco e São Pedro Canísio.

Lamentável que, apesar da celeuma que as declarações deste indivíduo causaram outras vezes, ele insista neste mesmo erro…

Captare recomenda: Ramos de Cultura

Liga dos Blogueiros CatólicosHoje em dia é essencial termos na blogosfera católica sites que tratem de assuntos não só estritamente católicos, mas que falem de assuntos que normalmente vemos na blogosfera e na mídia secular sob um ponto-de-vista católico. Neste contexto, blogs que tratem de assuntos gerais, com uma ênfase declarada na cultura, mas que sejam tocados por católicos de verdade são fundamentais. É isso que o blog Ramos de Cultura, do Cristiano Ramos nos traz.

Com uma gama de assuntos que vai de Rosa de Saron a George Orwell, de Bento XVI (Cristiano é ratzingeriano, o que já conta vários pontos a seu favor!) a tapetes de sal de Corpus Christi, o blog procura oferecer o ponto-de-vista católico sobre as manifestações culturais a que o cidadão médio tem acesso no dia-a-dia. Tudo isso com a preocupação com a ortodoxia que não pode faltar a uma membro da Liga de Blogueiros Católicos, como podemos ver nas postagens Horizonte Distante… distante… e Ó Pátria Amada, Salve Salve o Reino dos Céus.

Além do blog, o Cristiano tem uma proposta de confecção de camisetas com estampas católicas – a São Camisas. Os interessados devem conferir as estampas disponíveis e entrar em contato com ele pela fanpage do Facebook.

Cultura e opinião sobre assuntos gerais do ponto-de-vista católico: é isso que o Ramos de Cultura nos oferece! Não percam tempo e acessem! E vejam a variedade de conteúdo que a blogosfera católica tem a nos oferecer.

Captare Recomenda: O Catequista


Imagina se você pudesse ter assuntos e informações relevantes, linguagem leve e textos divertidos, material feito por gente com experiência em catequese, artigos sobre história da Igreja que contam a história como ela realmente aconteceu e a preocupação constante com a verdadeira ortodoxia católica tudo num mesmo lugar? Pois pode parar de imaginar. Este lugar existe: é o site O Catequista.

Há quase três anos no ar, o site O Catequista é um dos sites mais acessados da blogosfera católica brasileira. Sua equipe é formada pelo casal Alexandre Varela (o Catequista) e Viviane Varela (a Catequista), mais o historiador Paulo Ricardo Costa e o webdisgner Ricardo. Só para termos idéia de com quem estamos lidando, o Alexandre foi o responsável pelo Media Center da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro. Esses caras não são amadores!

Os artigos do site são feitos com uma linguagem voltada principalmente para os jovens e são cheios de referências divertidíssimas ao mundo nerd e aos conteúdos que fazem sucesso na internet. Mas isso não impede que os artigos sejam feitos com profundidade e correção doutrinária. Como vocês devem imaginar, juntar todas essas coisas no mesmo lugar é a receita da polêmica: as discussões rolam soltas nos comentários, e os leitores podem crescer muito com o debate. A postagem sobre tatuagens já está com 184 comentários! E isso, fora os que foram excluídos por serem impróprios.

Os destaques ficam para os textos de apologética (como o mencionado sobre tatuagens) e para os textos de História da Igreja escritos pelo Paulo, como os da série Os Papas. Outro destaque fica para última ideia genial dessa galera foi juntar vários blogueiros em um programa ao vivo pela internet que foi chamado de Liga dos Blogueiros Católicos.

Este projeto foi, na verdade, uma digievolução do Catecast, podcast feito pela equipe do blog falando dos assuntos mais polêmicos tratados no blog. Depois das primeiras edições do Catecast, eles começaram a convidar outros blogueiros católicos pra participar e como era difícil reunir o pessoal no mesmo lugar para gravar o podcast, a coisa começou a ser feita por audioconferência via Skype. Quando eles fizeram os Catecasts – Plantão da JMJ, o Bruno Linhares me indicou para participar. Depois destas participações, não sei por que cargas d’água eles nunca me expulsaram, e eu fui incluído no chat dos participantes do Catecast. O desenvolvimento natural foi colocar o pessoal em vídeo conferência num programa ao vivo. Para assistir os programas passados da Liga, basta visitar o Canal da Liga no Youtube.

Este é o primeiro artigo de uma série de artigos que serão escritos para divulgar os blogs e as fanpages participantes da liga. O Campo de Batalha procurará ser a referência quando alguém quiser saber de que trata cada participante da liga, a qual deles recorrer quando alguém tiver alguma dúvida. Basta clicar na tag Liga dos Blogueiros Católicoslogo abaixo para ver quais participantes já foram recomendados e comentados.

Divirta-se e informe-se com O Catequista e a Liga dos Blogueiros Católicos!

PLC 122, Papa “personalidade gay” do ano e adoção

No blog Fratres in Unum há duas postagem que tratam de assuntos abordados no último programa da Liga dos Blogueiros Católicos. A primeira (leia aqui), postada ontem, fala da, por assim dizer, “extinção” do PLC 122, projeto de lei que tinha o objetivo de criminalizar a homofobia, por mais vago e subjetivo que isso fosse. No programa da Liga procuramos explicar todas as impiedades e armadilhas contidas neste projeto. No blog O Catequistaum alerta quanto a essa questão: o projeto foi extinto enquanto projeto solto, por que os responsáveis acreditam que podem inserir o conteúdo do projeto na reforma do Código Penal, que já está em andamento. Ou seja, faço minhas as palavras da Viviane Varela (destaques meus):

“E mesmo que sejamos muito vigilantes ainda existe uma outra estratégia possível: deixar o texto do Código Penal genérico o suficiente para conseguirem reinterpretações no STF, como foi feito com o Aborto e a União Civil Homossexual.

Antes era guerra… agora virou guerrilha!”

A segunda postagem (leia aqui) do Fratres fala da escolha pela revista Advocate (revista do lobby gay) do Papa Francisco como pessoa mais influente de 2013, único na vida das pessoas LGBT. Este assunto se relaciona com a escolha do Papa, pela revista Time, como personalidade do ano. No programa explicamos que a mídia está bajulando o Papa porque está iludida, achando que o Papa irá fazer uma revolução na Igreja, tornando-A um mero clube de pessoas sentimentais, sem regras morais, onde reina o mais absoluto relativismo. Agora, o movimento gayzista bajula o papa também. Meu comentário a respeito disso é: é óbvio que a mídia liberal e o movimento gayzista estão enganados em relação à postura do Papa. Mas é uma grande pedra de tropeço que o Papa seja elogiado por inimigos declarados da Cruz de Cristo. Os papas do passado se preocupavam muito mais com essa questão. Infelizmente, desde João XXIII, parece absurdo sugerir que a Igreja tenha inimigos e que, se eles estão gostando da ação das autoridades eclesiásticas, isso não é um bom, mas um péssimo sinal. Não custa lembrar que o quando o Papa Paulo VI morreu, ele foi elogiado pela maçonaria, que sempre teve entre seus planos destruir a Santa Liturgia da Igreja. De fato, um dos principais problemas que a Igreja enfrenta hoje em dia são os abusos litúrgicos, que ofendem a Deus e enfeiam o culto público da Santa Mãe Igreja, e os que cometem esses abusos o fazem alegando estar realizando a reforma litúrgica idealizada e iniciada por Paulo VI.

***

Ainda falando sobre temas tratados no programa da liga, lá foi comentado que a União Européia rejeitou definir o aborto como um direito humano. Uma das acusações dos abortistas é que nós que somos contra o aborto não pensamos no sofrimento da mãe, que seria obrigada a criar uma criança que ela não quer, e da criança, que cresceria num ambiente que a rejeita. Mas, como quase tudo o que os abortistas dizem, isso é mentira! Nós que somos contra o aborto, propomos como alternativa a adoção de crianças, mesmo por casais com filhos biológicos. O meu irmão Bruno Linhareso Andarilho – e sua esposa estão passando pelo processo de habilitação para a adoção. A última postagem no blog O legado do Andarilho trata desse assunto. Leiam e reflitam sobre isso.

Quem sabe você não se convence a salvar uma ou mais crianças do aborto?

Todos os cristãos deveriam estar revoltados!!!

O Andarilho me indicou pelo Twitter uma nota que saiu no portal de notícias do G1. A nota dá conta da indicação a prêmio de um filme que, entre outras blasfêmias e ataques criminosos contra a Igreja Católica, exibe uma horrível cena de masturbação utilizando um crucifixo (!!!). As implicações de tal notícia deveriam ser óbvias: ela deveria causar a revolta extrema de qualquer pessoa que se ousa chamar de cristã, essas pessoas deveriam exigir que seus párocos falassem mal deste filme para avisar a seus fiéis de todo o mal que ele traz e deveriam permanecer vigilantes para, caso esta aberração ameaçasse aparecer por aqui, fazer um barulho terrível pela proibição de sua exibição em todo o país.

Contudo, eu não quero apenas deixar essa mensagem, pois normalmente é isso o que acontece: os apologistas católicos da internet falam exatamente o que vai acima e nada, ou quase nada, efetivamente acontece. Muitos que se dizem cristãos não são tocados pelo fato e, pior, não entendem nem o motivo da revolta. Se encontram motivo para se revoltarem, estes motivos são superficiais e não duram tempo suficiente para uma reação organizada e de grande porte. E mesmo aqueles que são profundamente tocados pelo fato acabam não conseguindo explicar pros que estão fora da Igreja o porquê da revolta, sem parecerem eles mesmos tão fanáticos quanto a personagem do horrível filme, pois aprenderam através da metodologia moderna de formação católica os motivos errados e sem fundamentação racional para se revoltar com coisas deste tipo. Vou tentar dar uma contribuição maior do que o procedimento padrão.

Por que os cristãos devem se revoltar com esse filme?

Eu tinha dito que uma pessoa que protestasse sua revolta contra o filme dificilmente deixaria de parecer uma pessoa fanática perante os outros. Isso acontece porque hoje está difundida a idéia de que “brincadeiras com as coisas religiosas” são coisas inofensivas e de que só uma pessoa fanática se revoltaria com uma brincadeira. E pra piorar, devido à repetição insistente desta idéia as pessoas já acomodaram seu pensamento a ela, e passam a considerar “mera brincadeira” até os ataques mais descarados e maliciosos como é o caso desse filme. Não se trata de uma brincadeira, pois o diretor alega que está “denunciando o fanatismo religioso” e isto é coisa séria. Por mais que ele use de “ironia”, não é só porque uma coisa é irônica que passa automaticamente a ser uma brincadeira. Portanto, se é sério, os cristãos têm que levar a sério! E se alguém escarnece da Igreja em matéria tão séria, isto deve causar indignação!

Além do mais, com algumas coisas não se pode brincar. A masturbação, quando feita com consciência de que ofende a Deus, é um pecado mortal! Pode levar a pessoa, se não se arrepender, para o inferno! Se uma imagem de Nosso Senhor é usada para cometer esse pecado ainda fica pior, pois aí é um sacrilégio! Já seria horrível se isso acontecesse com uma pessoa real, mas não seria tanto motivo de revolta. O revoltante é que isso não é uma história real, e sim uma ficção, ou seja, é algo que o autor colocou na história porque quis. Se alguém deliberadamente usa o nome dos católicos e liga esse nome a pecados terríveis como a impureza e o sacrilégio e, pior ainda, apenas para se promover às custas do choque causado por tal decisão, é evidente que ele comete com isso uma ofensa terrível que exige grande reparação e que devia causar grande indignação entre os cristãos! Se não causa, é por causa da falsa noção de que hoje em dia a Igreja não ensina mais sobre coisas como “pecado”, “sacrilégio” e inferno. Só que essa noção é uma grande burrice! Não foi a Doutrina da igreja que mudou. Algumas pessoas é que, por culpa da sua insensatez, deixam de levá-la a sério. Hoje os brasileiros reclamam bastante que a impunidade é um grande incentivo para bandidos e políticos corruptos. Mas não se dão conta que repetem as mesmas idéias do mundo porque têm a sensação de uma “impunidade eterna”, isto é, a atitude de não levar a sério a Doutrina da Igreja sobre castigo divino, inferno e coisas semelhantes. O respeito pelas coisas sagradas é um valor que perdemos e que precisamos muito recuperar!

É por essas coisas, e não por um pudor exagerado, por falso moralismo, ou por outros motivos sentimentais e irracionais que esta obra blasfema deve causar grande revolta entre os cristãos.

O que fazer quanto a isso?

Pra começar, não adianta encher a caixa de comentários dos lugares onde isso for noticiado, se os comentários parecerem apenas uma enxurrada de gente revoltadinha. Os comentários que forem feitos, devem procurar ser inteligentes e firmes, sem histeria ou raiva excessiva. Perder o controle emocional na frente dos inimigos de cristo só atrapalha a defesa da fé. Aqueles que costumam ficar muito nervosos com essas coisas não devem nem falar nada, ou devem apenas apoiar e divulgar aqueles que conseguem manter o controle.

Outra coisa que dá pra fazer é uma divulgação insistente de todos os católicos que falarem desta notícia e de coisas parecidas. Pode-se, por exemplo, divulgar esta postagem aqui por e-mail, Facebook, Twitter, Orkut, SMS, etc. Por e-mail é melhor apenas convidar os conhecidos para lerem postagens como essa, ao invés de simplesmente copiar e colar, pois aí os destinatários se sentem abordados pessoalmente e se evita aquela impressão terrível de que se trata de uma correntinha. Outros apologistas católicos, como o Jorge Ferraz, o Carlos Eduardo e os autores do Igreja Militante foram convocados a se manifestar

E, é claro, pode-se falar sobre isso nos círculos de convivência. A proposta pode parecer estranha, pois é difícil se ver amigos conversando sobre esses temas sérios em momentos de descontração. Mas isto é um problema! Se uma pessoa “ama a Deus sobre todas as coisas”, por que as coisas de Deus não fazem parte do interesse de suas conversações? Se uma pessoa leva sua religião pelo menos um pouco a sério, por que não sente necessidade de conversar sobre ela espontaneamente?

O objetivo aqui, tanto dessa postagem, quanto das ações sugeridas por ela, não é “transformar e conscientizar o mundo”, pois não é assim que as coisas funcionam. O objetivo é fazer com que essas questões ganhem visibilidade: as pessoas precisam saber que com as coisas de Deus não se zomba, que é revoltante que alguém cuspa no nome dos católicos por causa de um motivo mesquinho como a auto-promoção e que os católicos levam Deus tão a sério a ponto de se importarem com estas coisas.