Captare Recomenda: O Catequista


Imagina se você pudesse ter assuntos e informações relevantes, linguagem leve e textos divertidos, material feito por gente com experiência em catequese, artigos sobre história da Igreja que contam a história como ela realmente aconteceu e a preocupação constante com a verdadeira ortodoxia católica tudo num mesmo lugar? Pois pode parar de imaginar. Este lugar existe: é o site O Catequista.

Há quase três anos no ar, o site O Catequista é um dos sites mais acessados da blogosfera católica brasileira. Sua equipe é formada pelo casal Alexandre Varela (o Catequista) e Viviane Varela (a Catequista), mais o historiador Paulo Ricardo Costa e o webdisgner Ricardo. Só para termos idéia de com quem estamos lidando, o Alexandre foi o responsável pelo Media Center da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro. Esses caras não são amadores!

Os artigos do site são feitos com uma linguagem voltada principalmente para os jovens e são cheios de referências divertidíssimas ao mundo nerd e aos conteúdos que fazem sucesso na internet. Mas isso não impede que os artigos sejam feitos com profundidade e correção doutrinária. Como vocês devem imaginar, juntar todas essas coisas no mesmo lugar é a receita da polêmica: as discussões rolam soltas nos comentários, e os leitores podem crescer muito com o debate. A postagem sobre tatuagens já está com 184 comentários! E isso, fora os que foram excluídos por serem impróprios.

Os destaques ficam para os textos de apologética (como o mencionado sobre tatuagens) e para os textos de História da Igreja escritos pelo Paulo, como os da série Os Papas. Outro destaque fica para última ideia genial dessa galera foi juntar vários blogueiros em um programa ao vivo pela internet que foi chamado de Liga dos Blogueiros Católicos.

Este projeto foi, na verdade, uma digievolução do Catecast, podcast feito pela equipe do blog falando dos assuntos mais polêmicos tratados no blog. Depois das primeiras edições do Catecast, eles começaram a convidar outros blogueiros católicos pra participar e como era difícil reunir o pessoal no mesmo lugar para gravar o podcast, a coisa começou a ser feita por audioconferência via Skype. Quando eles fizeram os Catecasts – Plantão da JMJ, o Bruno Linhares me indicou para participar. Depois destas participações, não sei por que cargas d’água eles nunca me expulsaram, e eu fui incluído no chat dos participantes do Catecast. O desenvolvimento natural foi colocar o pessoal em vídeo conferência num programa ao vivo. Para assistir os programas passados da Liga, basta visitar o Canal da Liga no Youtube.

Este é o primeiro artigo de uma série de artigos que serão escritos para divulgar os blogs e as fanpages participantes da liga. O Campo de Batalha procurará ser a referência quando alguém quiser saber de que trata cada participante da liga, a qual deles recorrer quando alguém tiver alguma dúvida. Basta clicar na tag Liga dos Blogueiros Católicoslogo abaixo para ver quais participantes já foram recomendados e comentados.

Divirta-se e informe-se com O Catequista e a Liga dos Blogueiros Católicos!

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PLC 122, Papa “personalidade gay” do ano e adoção

No blog Fratres in Unum há duas postagem que tratam de assuntos abordados no último programa da Liga dos Blogueiros Católicos. A primeira (leia aqui), postada ontem, fala da, por assim dizer, “extinção” do PLC 122, projeto de lei que tinha o objetivo de criminalizar a homofobia, por mais vago e subjetivo que isso fosse. No programa da Liga procuramos explicar todas as impiedades e armadilhas contidas neste projeto. No blog O Catequistaum alerta quanto a essa questão: o projeto foi extinto enquanto projeto solto, por que os responsáveis acreditam que podem inserir o conteúdo do projeto na reforma do Código Penal, que já está em andamento. Ou seja, faço minhas as palavras da Viviane Varela (destaques meus):

“E mesmo que sejamos muito vigilantes ainda existe uma outra estratégia possível: deixar o texto do Código Penal genérico o suficiente para conseguirem reinterpretações no STF, como foi feito com o Aborto e a União Civil Homossexual.

Antes era guerra… agora virou guerrilha!”

A segunda postagem (leia aqui) do Fratres fala da escolha pela revista Advocate (revista do lobby gay) do Papa Francisco como pessoa mais influente de 2013, único na vida das pessoas LGBT. Este assunto se relaciona com a escolha do Papa, pela revista Time, como personalidade do ano. No programa explicamos que a mídia está bajulando o Papa porque está iludida, achando que o Papa irá fazer uma revolução na Igreja, tornando-A um mero clube de pessoas sentimentais, sem regras morais, onde reina o mais absoluto relativismo. Agora, o movimento gayzista bajula o papa também. Meu comentário a respeito disso é: é óbvio que a mídia liberal e o movimento gayzista estão enganados em relação à postura do Papa. Mas é uma grande pedra de tropeço que o Papa seja elogiado por inimigos declarados da Cruz de Cristo. Os papas do passado se preocupavam muito mais com essa questão. Infelizmente, desde João XXIII, parece absurdo sugerir que a Igreja tenha inimigos e que, se eles estão gostando da ação das autoridades eclesiásticas, isso não é um bom, mas um péssimo sinal. Não custa lembrar que o quando o Papa Paulo VI morreu, ele foi elogiado pela maçonaria, que sempre teve entre seus planos destruir a Santa Liturgia da Igreja. De fato, um dos principais problemas que a Igreja enfrenta hoje em dia são os abusos litúrgicos, que ofendem a Deus e enfeiam o culto público da Santa Mãe Igreja, e os que cometem esses abusos o fazem alegando estar realizando a reforma litúrgica idealizada e iniciada por Paulo VI.

***

Ainda falando sobre temas tratados no programa da liga, lá foi comentado que a União Européia rejeitou definir o aborto como um direito humano. Uma das acusações dos abortistas é que nós que somos contra o aborto não pensamos no sofrimento da mãe, que seria obrigada a criar uma criança que ela não quer, e da criança, que cresceria num ambiente que a rejeita. Mas, como quase tudo o que os abortistas dizem, isso é mentira! Nós que somos contra o aborto, propomos como alternativa a adoção de crianças, mesmo por casais com filhos biológicos. O meu irmão Bruno Linhareso Andarilho – e sua esposa estão passando pelo processo de habilitação para a adoção. A última postagem no blog O legado do Andarilho trata desse assunto. Leiam e reflitam sobre isso.

Quem sabe você não se convence a salvar uma ou mais crianças do aborto?

Campos de Batalha deste site

Religião Cristã

O resumo da História da Religião e da Doutrina Cristã, além do trabalho apologético que eu faço para defendê-la. Deus o quer!!!

Clareza de Pensamento

Aqui, a batalha para livrar a mente das trevas da ignorância e do erro.

Libertação

A batalha de cada um de nós para sermos homens livres e fazermos grandes obras pelo bem.

Avisos

Caríssimos no Cristo, Viva Cristo Rei!

Como vocês perceberam, não consegui cumprir minha promessa. Passei mais de um ano afastado do site, resumindo minha atuação na internet a publicações no Twitter e, mais tarde neste ano que passou, no Facebook. Muitas coisas me mantiveram afastado daqui: trabalho, faculdade, atividades domésticas. Mas a principal delas é que eu amadureci as idéias que me motivaram a criar e, numa outra ocasião, retomar este site. E para acompanhar este amadurecimento, o site estava merecendo uma nova reformulação, principalmente em suas principais três páginas: O Reino (que agora ganhou o nome mais abrangente e mais claro de Religião Cristã), Libertação e Clareza de pensamento.

Minhas participações no Catecast e o meu ingresso recente na Liga de Blogueiros Católicos me incentivou a fazer um esforço e levar a cabo esta nova reforma. Agradeço ao pessoal da equipe do site O Catequista por esse empurrãozinho.

Renovo minhas promessas: pretendo postar mais vezes utilizando este quadro de avisos e a categoria comentando o que há em outros sites. Com a reformulação, espero que as novas fórmulas usadas nas três páginas principais, mais adequadas à atual etapa dos meus estudos teológicos e filosóficos, me estimulem a aprofundar o que vai naquela páginas, originando mais posts.

Enfim, estou de volta. Há muito pelo que batalhar.

Captare

Não esqueçam de conferir as novas postagens abaixo:

Este blog é Anti-Comunista!Este blog é contra o assassinato de bebês com requintes de crueldade!CNB do B

Ed. Sétimo Selo

Indústria do preconceito enlatado


Esta postagem é uma introdução a uma série de artigos que pretendo redigir sobre toda a questão das relações homossexuais, o suposto preconceito que as pessoas homossexuais sofrem e a relação dessas coisas com a doutrina e a moral católicas. Praticamente cada uma das afirmações do chamado Movimento Gay é uma fraude bem construída com o intuito de angariar cada vez mais poder político para este grupo. Ao contrário do que eles alegam, eles não estão interessados nos “direitos” dos homossexuais, e sim num projeto de hegemonia, de acúmulo de poder e de erradicação dos seus opositores. Por isso, nunca é demais lembrar que os ataques que forem feitos neste site de modo algum se dirigem à pessoa dos homossexuais. Todo homossexual, como pessoa humana, merece ser tratado com respeito. Sou totalmente contra qualquer violência cometida contra homossexuais por motivo de seu desvio de comportamento sexual. Feita esta vênia, que infelizmente parece obrigatória nos nossos dias, prossigamos.

O título usado neste artigo foi escolhido para mostrar que toda essa questão do “preconceito” é fabricada: nem de longe a realidade do convívio das pessoas com o comportamento homossexual é tão ruim como o movimento gay procura pintar. Eles sabem disso. E por isso, ao longo das décadas, foi necessário fabricar esta visão da sociedade. Para isso não foram poupados meios injustos e até mesmo criminosos: engenharia social, fraude metodológica, desrespeito à ordem democrática, chantagem emocional e todo tipo de artimanhas foram usados para fabricar esta imagem da sociedade como um meio de opressão a esta “classe” de indivíduos.

A história desse mascaramento da realidade começa há muitas décadas atrás, com a marxista Escola de Frankfurt, que pregava que não mais o proletariado, mas os marginalizados socialmente deveriam ser os sujeitos da revolução. Para isso, a estratégia revolucionária deveria fomentar os mais diversos tipos de ressentimentos e criar uma sociedade dividida em vários departamentos, cada um acreditando que sua infelicidade era culpa do outro.

Foi quando as idéias desta escola encontraram acolhida pela esquerda Norte-Americana, principalmente a partir do governo Kennedy, é que elas passaram de simples idéias acadêmicas a diretrizes de ação política, no conjunto de medidas que a partir daí ficou conhecido como Affirmative Action. Basta ler os teóricos da Escola de Frakfurt para ver ali descritas todas as idéias políticas que inspiram e guiam a esquerda estadunidense até hoje, e basta olhar para o discurso e as ações dos movimentos de esquerda brasileiros ou em qualquer lugar do mundo para perceber que, ironicamente (pois os movimentos de esquerda brasileiros se jactam de lutar justamente contra o “imperialismo cultural americano”), estes movimentos seguem à risca a cartilha da esquerda Norte-Americana.

Mas em que consiste a Affirmative Action? Ela é um conjunto de ações feito sob medida para amordaçar os opositores, tenham eles razões legítimas ou não, dos mencionados movimentos de esquerda. O uso da palavra preconceito para taxar qualquer crítica ao comportamento homossexual, mesmo aquelas puramente verbais, é o primeiro exemplo. Pois ao taxar qualquer crítica como preconceito, qualquer explicação, por mais elaborada, que se dê não passa de uma racionalização para o dito preconceito enraizado e transforma o crítico imediatamente numa pessoa que não pode ser convencida racionalmente, que deve tão somente ser coagida. Mas nunca nenhuma razão legítima foi apresentada para essa taxação. Simplesmente se age assim, e a própria ação se torna o argumento. Essa é a Affirmative Action!

Outro belo exemplo de Affirmative Action, este mais atual e mais local, é a tentativa de introduzir o chamado Kit Gay no material didático das aulas de educação sexual das escolas públicas. O discurso diz que o material procura ensinar “apenas a tolerância”. Mas na prática seu efeito é uma sexualização precoce e o despertar nas crianças, que ainda não tem seu senso crítico formado e não podem se proteger de uma influência indevida dos seus educadores, de uma curiosidade que invariavelmente vai levá-las à práticas homossexuais. Se trata de Affirmative Action porque o discurso dos movimentos que buscam a inserção do Kit Gay nas escolas diz que se opôr a esta inserção é o mesmo que se opôr a que nas escolas se ensine a tolerância e a igualdade, transformando automaticamente pais preocupados com o que se ensina aos seus filhos em defensores da violência.

Nos próximos artigos desta série, vou procurar ir mais fundo em cada uma das estratégias sujas do movimento gay para fabricar a “sociedade opressora”           na medida certa para assustar os cidadãos, deixando-os dóceis a qualquer medida que prometa acabar com essa opressão. Mas o que essas coisas têm a ver com a moral cristã? É simples: a moral católica é o principal empecilho para a aplicação destas políticas, já que para ela o homossexualismo é pecado e já que ela defende que matrimônio é apenas aquele que acontece de acordo com a lei natural. Logo ela está no caminho dos grupos esquerdistas em sua busca por poder. Então, do ponto de vista cristão, a affirmative Action é uma tentativa de fazer os cristão se sentirem culpados e envergonhados de defenderem os mesmos valores que eles sempre defenderam e que construíram nossa civilização. Assim mostraremos que é a moral cristã que está com a razão quando previne seus seguidores contra o pecado e contra leis feitas para promover a iniqüidade.

Todos os cristãos deveriam estar revoltados!!!

O Andarilho me indicou pelo Twitter uma nota que saiu no portal de notícias do G1. A nota dá conta da indicação a prêmio de um filme que, entre outras blasfêmias e ataques criminosos contra a Igreja Católica, exibe uma horrível cena de masturbação utilizando um crucifixo (!!!). As implicações de tal notícia deveriam ser óbvias: ela deveria causar a revolta extrema de qualquer pessoa que se ousa chamar de cristã, essas pessoas deveriam exigir que seus párocos falassem mal deste filme para avisar a seus fiéis de todo o mal que ele traz e deveriam permanecer vigilantes para, caso esta aberração ameaçasse aparecer por aqui, fazer um barulho terrível pela proibição de sua exibição em todo o país.

Contudo, eu não quero apenas deixar essa mensagem, pois normalmente é isso o que acontece: os apologistas católicos da internet falam exatamente o que vai acima e nada, ou quase nada, efetivamente acontece. Muitos que se dizem cristãos não são tocados pelo fato e, pior, não entendem nem o motivo da revolta. Se encontram motivo para se revoltarem, estes motivos são superficiais e não duram tempo suficiente para uma reação organizada e de grande porte. E mesmo aqueles que são profundamente tocados pelo fato acabam não conseguindo explicar pros que estão fora da Igreja o porquê da revolta, sem parecerem eles mesmos tão fanáticos quanto a personagem do horrível filme, pois aprenderam através da metodologia moderna de formação católica os motivos errados e sem fundamentação racional para se revoltar com coisas deste tipo. Vou tentar dar uma contribuição maior do que o procedimento padrão.

Por que os cristãos devem se revoltar com esse filme?

Eu tinha dito que uma pessoa que protestasse sua revolta contra o filme dificilmente deixaria de parecer uma pessoa fanática perante os outros. Isso acontece porque hoje está difundida a idéia de que “brincadeiras com as coisas religiosas” são coisas inofensivas e de que só uma pessoa fanática se revoltaria com uma brincadeira. E pra piorar, devido à repetição insistente desta idéia as pessoas já acomodaram seu pensamento a ela, e passam a considerar “mera brincadeira” até os ataques mais descarados e maliciosos como é o caso desse filme. Não se trata de uma brincadeira, pois o diretor alega que está “denunciando o fanatismo religioso” e isto é coisa séria. Por mais que ele use de “ironia”, não é só porque uma coisa é irônica que passa automaticamente a ser uma brincadeira. Portanto, se é sério, os cristãos têm que levar a sério! E se alguém escarnece da Igreja em matéria tão séria, isto deve causar indignação!

Além do mais, com algumas coisas não se pode brincar. A masturbação, quando feita com consciência de que ofende a Deus, é um pecado mortal! Pode levar a pessoa, se não se arrepender, para o inferno! Se uma imagem de Nosso Senhor é usada para cometer esse pecado ainda fica pior, pois aí é um sacrilégio! Já seria horrível se isso acontecesse com uma pessoa real, mas não seria tanto motivo de revolta. O revoltante é que isso não é uma história real, e sim uma ficção, ou seja, é algo que o autor colocou na história porque quis. Se alguém deliberadamente usa o nome dos católicos e liga esse nome a pecados terríveis como a impureza e o sacrilégio e, pior ainda, apenas para se promover às custas do choque causado por tal decisão, é evidente que ele comete com isso uma ofensa terrível que exige grande reparação e que devia causar grande indignação entre os cristãos! Se não causa, é por causa da falsa noção de que hoje em dia a Igreja não ensina mais sobre coisas como “pecado”, “sacrilégio” e inferno. Só que essa noção é uma grande burrice! Não foi a Doutrina da igreja que mudou. Algumas pessoas é que, por culpa da sua insensatez, deixam de levá-la a sério. Hoje os brasileiros reclamam bastante que a impunidade é um grande incentivo para bandidos e políticos corruptos. Mas não se dão conta que repetem as mesmas idéias do mundo porque têm a sensação de uma “impunidade eterna”, isto é, a atitude de não levar a sério a Doutrina da Igreja sobre castigo divino, inferno e coisas semelhantes. O respeito pelas coisas sagradas é um valor que perdemos e que precisamos muito recuperar!

É por essas coisas, e não por um pudor exagerado, por falso moralismo, ou por outros motivos sentimentais e irracionais que esta obra blasfema deve causar grande revolta entre os cristãos.

O que fazer quanto a isso?

Pra começar, não adianta encher a caixa de comentários dos lugares onde isso for noticiado, se os comentários parecerem apenas uma enxurrada de gente revoltadinha. Os comentários que forem feitos, devem procurar ser inteligentes e firmes, sem histeria ou raiva excessiva. Perder o controle emocional na frente dos inimigos de cristo só atrapalha a defesa da fé. Aqueles que costumam ficar muito nervosos com essas coisas não devem nem falar nada, ou devem apenas apoiar e divulgar aqueles que conseguem manter o controle.

Outra coisa que dá pra fazer é uma divulgação insistente de todos os católicos que falarem desta notícia e de coisas parecidas. Pode-se, por exemplo, divulgar esta postagem aqui por e-mail, Facebook, Twitter, Orkut, SMS, etc. Por e-mail é melhor apenas convidar os conhecidos para lerem postagens como essa, ao invés de simplesmente copiar e colar, pois aí os destinatários se sentem abordados pessoalmente e se evita aquela impressão terrível de que se trata de uma correntinha. Outros apologistas católicos, como o Jorge Ferraz, o Carlos Eduardo e os autores do Igreja Militante foram convocados a se manifestar

E, é claro, pode-se falar sobre isso nos círculos de convivência. A proposta pode parecer estranha, pois é difícil se ver amigos conversando sobre esses temas sérios em momentos de descontração. Mas isto é um problema! Se uma pessoa “ama a Deus sobre todas as coisas”, por que as coisas de Deus não fazem parte do interesse de suas conversações? Se uma pessoa leva sua religião pelo menos um pouco a sério, por que não sente necessidade de conversar sobre ela espontaneamente?

O objetivo aqui, tanto dessa postagem, quanto das ações sugeridas por ela, não é “transformar e conscientizar o mundo”, pois não é assim que as coisas funcionam. O objetivo é fazer com que essas questões ganhem visibilidade: as pessoas precisam saber que com as coisas de Deus não se zomba, que é revoltante que alguém cuspa no nome dos católicos por causa de um motivo mesquinho como a auto-promoção e que os católicos levam Deus tão a sério a ponto de se importarem com estas coisas.

Limitar o número de filhos???

Caríssimos, o Leandro Salvagnane me enviou o texto abaixo por e-mail. O texto critica aquela idéia antinatural e anti-cristã de que os casais devem limitar o número de filhos que devem ter.

Jacques Leclercq foi um padre e teólogo belga que faleceu no início da década de 70. Como podemos ver, sua opinião continua atual, quarenta anos depois!

Quantos filhos?

por Jacques Leclercq

É pelos filhos que os esposos se superam a si mesmos e superam a sua felicidade. A condição da grandeza moral é superar-se. E são principalmente os filhos que estimulam os esposos a esta grandeza.

Os esposos sem filhos correm o risco de fechar-se num egoísmo a dois, por vezes muito mais perigoso que o egoísmo solitário, por mais subtil e mais facilmente colorido duma aparente dedicação pelo outro cônjuge. O filho introduz na comunidade um terceiro membro que obriga continuamente a renunciar a preferências. Introduz, pois, na vida conjugal o elemento de sacrifício que toda a pureza moral postula, mas introdu-lo com um tal potencial natural de afeição que o sacrifício pelo filho se torna um sacrifício amado. Esta é a razão por que muitos daqueles a quem repugna o sacrifício em qualquer outra matéria, o aceitam logo que se trata de um filho seu.

O filho é a escola do sacrifício para a imensa maioria da humanidade, a única capaz de a elevar a um certo nível de pureza.

Mas, para aprender a dar-se deste modo, um único filho é muitas vezes ineficaz. É-o quase sempre, quando é voluntariamente único, porque os pais que só querem um filho, só o querem para si próprios: o filho único é o filho do egoísmo.

Os pais que querem um filho, e não querem mais nenhum, desejam-no para satisfazer a sua vontade de continuar-se, para animar as suas vidas com uma presença jovem. E como estes sentimentos se satisfazem fundamentalmente com o primeiro filho, sem que este lhes imponha muitos sacrifícios, o filho, nestas condições, só oferece vantagens. E o mesmo se pode dizer do segundo. Há muitos esposos que quereriam ter um filho e uma filha, e procuram tê-los, dispostos, porém, a não continuar a experiência se o primeiro resultado não é satisfatório porque, se têm mais de dois filhos, arriscam-se a ter de se arrepender.

O filho único não revolve a vida dos pais; enxerta-se nela. Decora-a e anima-a. Desempenha, de uma maneira incomparavelmente superior, a função que o cão ou o gato desempenham nas casas das pessoas sem filhos, e dão, além disso, aos esposos a alegria de se perpetuarem. Sob o ponto de vista do egoísmo, o filho único, ou mesmo o filho e a filha, são a maior felicidade que o homem pode alcançar, e não obrigam ao esquecimento de si próprio a não ser na medida em que com isso se encontra uma nova fonte de prazeres mais refinados.

É geralmente com o terceiro filho que o peso da paternidade começa a fazer-se sentir, sem a compensação de um prazer proporcionado, porque esse prazer não aumenta apreciavelmente com três filhos em vez de dois, ao passo que o peso continua a aumentar. A alegria de uma família numerosa é uma alegria essencialmente moral, que só pode saborear-se quando se possui um certo nível de pureza. Aqueles que só pensam em si próprios e para quem a felicidade se reduz a prazeres materiais ou a satisfações de vaidade ou de orgulho, não apreciam a alegria generosa de ver multiplicar-se a vida à sua volta, e por meio deles.

Pode dizer-se que o filho só é moralmente útil aos pais na medida em que lhes impõe renúncias. E a vida dos pais de família numerosa pede inúmeras renúncias, a começar, para a mãe, pelos incômodos da gravidez e as dores de parto. Mesmo os pais suficientemente ricos para terem quem os sirva, precisam modificar o seu teor de vida quando têm numerosos filhos.

Certamente, conhecem-se pais que dão filhos ao mundo com prodigalidade e desinteressam-se deles, abandonando-os à rua e à escola, nas classes populares, ou a assalariados, nas classes aristocráticas. São, claro está, maus pais. Mas é impossível que os pais se ocupem dos seus filhos, mesmo que não tenham mais de três ou quatro, sem que sejam obrigados a viver de um modo diferente daquele em que viveriam se os não tivessem.

A família numerosa impõe, por isso, aos pais uma transformação da sua vida. São disso recompensados pelas alegrias que vêm depois, mas, de momento, essa transformação impõe-lhes renúncias, e na trama da existência quotidiana, o sacrifício de mil pequenas facilidades. Mas é isso precisamente o que os obriga a elevarem-se acima de si próprios.

Dizer que o valor moral da paternidade e da maternidade começa quando o filho impõe mais sacrifícios do que as alegrias sensíveis que dá, é apenas verificar que a regra moral habitual da purificação pelo sacrifício se aplica ao matrimônio como a todas as coisas. O filho único é ineficaz para este fim e levanta, como notamos mais de uma vez, difíceis problemas de educação.

Porque a família moralmente salutar para os pais, é-o também para os filhos. Numa família numerosa, se bem que moderadamente, cada um dos filhos tem de acertar o passo pelo passo dos outros e sacrificar os gostos pessoais em cada momento, tem de adaptar-se ao caráter dos seus irmãos e irmãs.

O filho único corre sempre o perigo de ser ao mesmo tempo mimado e asfixiado. Mimado, porque os pais, tendo-o só a ele, curvam-se perante os seus caprichos, e tudo o que fazem por ele fazem-no só para ele; asfixiado, porque vive de maneira demasiado exclusiva com os pais, os quais, desejando tê-lo consigo e podendo levá-lo a quase toda a parte sem se incomodarem, fazem dele o seu companheiro; e porque é prejudicial para a criança viver num ambiente preponderantemente constituído por pessoas crescidas. A educação do filho levanta, por isso, problemas difíceis.

Os que propositadamente não quiseram mais de um filho, raramente vencem estas dificuldades, porque são folgazões e egoístas e, por consequência, muito pouco dispostos a sacrificar-se. Para educar com êxito um filho único, é preciso ter a coragem de afastá-lo de si, de organizar-lhe uma vida entre crianças da sua idade, o que se não pode conseguir no lar. Pais que desejariam fundar uma família numerosa e só têm um ou dois filhos porque lhes foi impossível ter mais, podem, pelo contrário, ter a necessária generosidade; mas também eles terão de lutar contra a inclinação natural do coração, que os leva a desejar os filhos junto de si, a crer que são bons pais na medida em que se preocupam constantemente deles e lhes proporcionam tudo o que eles podem desejar.

O bom amor conjugal aspira à glória da fecundidade e põe nela o seu orgulho. Mas a glória da fecundidade não é uma fecundidade por conta-gotas. É uma fecundidade abundante, que aspira à abundância e pede razões, não para ter filhos, mas para limitar o seu número.

Queremos referir-nos àqueles esposos, tão numerosos nos nossos dias, que, mesmo antes do seu casamento se deixam assaltar pelo temor de vir a ter muitos filhos. É certo que inúmeras circunstâncias podem fazer com que se não tenham tantos filhos como se desejariam, que se deva mesmo em certas circunstâncias evitar tê-los; mas apenas se pode julgar de uma maneira sã acerca destes problemas quando se possui um desejo geral, vivo e generoso, de dar a vida o mais abundantemente possível. Prever com um cuidado excessivo todos os inconvenientes de um novo nascimento ou mesmo de nascimentos ainda afastados, que talvez nunca se venham a dar, é sintoma de uma alma estreita, vergada sobre si mesma, incapaz de generosidade.

Seria mais salutar o receio oposto, o de não ter bastantes filhos, o de não vir a tê-los em número suficiente para satisfazer a ambição de uma família abundante, rica de contato entre personalidades diferentes e desenvolvendo-se no mesmo lar. Porque há muitas causas – físicas, sociais, econômicas (doenças, extrema pobreza)-, que impedem de ter tantos filhos como o exigiria o total desenvolvimento familiar. Mas este mesmo receio leva a admitir nos esposos outras aspirações que não a do estrito cuidado da sua comodidade.

A família numerosa não é apenas fecunda em filhos, mas tambémem alegrias. Nãofalaremos agora da felicidade que é, para os filhos, uma família numerosa.

Para os pais, não há alegrias que se possam comparar à de ver crescer no seu lar filhos que são seus, que reproduzem os seus traços, os seus caracteres, que continuam a sua tradição, segundo os diversos modos de ser dos rapazes e das raparigas, com o contraste de caracteres que se observa a par das semelhanças pelas quais os laços de sangue se manifestam. Esta alegria é acompanhada – como todas as alegrias construtivas – de desgostos e de cuidados, mas não há beleza comparável à do ser humano que se desenvolve, nem orgulho comparável ao de ter sido o seu autor.

A atitude altiva neste domínio vem ligada a todo um estado de alma, misto de altivez e de entusiasmo perante a vida, a uma pureza da alma que deseja realizar neste mundo toda a obra de beleza de que é capaz. A mulher, em particular, que mais do que o homem está ligada ao lar, sente mais do que ele, na sua alma, a perda do orgulho da maternidade e da clara visão da sua grandeza.

Jacques Leclercq

Declarações políticas das conferências episcopais: Qual a desvantagem?

Caríssimos, o artigo a seguir estava linkado na página inicial do site NewAdvent.org. Na minha humilde opinião, o site NewAdvent.org é O Site católico na internet. Isto porque logo na página inicial estão relacionados vários artigos de formadores de opinião com posições católicas de verdade. Além disso, o site conta com a Enciclopédia Católica completa, a Suma Teológica de São Tomás de Aquino completa, os escritos dos Padres da Igreja, e uma biblioteca vastíssima, com muitíssimos documentos da Igreja sobre os mais variados assuntos. Pena – não pra mim, que leio bem inglês! – que está tudo em inglês.

O artigo fala sobre as desvantagens de a Conferência dos Bispos dos EUA emitir declarações tão freqüentes, sobre uma gama tão variada de assuntos políticos e que, além disso, são meramente prudenciais, não havendo nenhum ensinamento certo do Magistério sobre estas questões, isto é, elas podem ser objeto de livre debate. Mas apesar de ser direcionado para os bispos daquela conferência episcopal, este artigo cai como uma luva para a conferência episcopal de nosso próprio país!

A razão sinal-ruído na USCCB

Durante as várias últimas semanas os bispos dos EUA estiveram engajados numa batalha política crítica sobre o mandato de contracepção da HHS (Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA), e a USCCB (Conferência dos Bispos dos EUA) emitiu uma série de fortes declarações sobre este assunto. Bom.

Durante estas mesmas semanas, contudo, a USCCB também emitiu declarações sobre corte de taxas e benefícios de desemprego, o código de direitos do consumidor, a política dos EUA no Oriente Médio, armas nucleares, e agora política agrícola. Aqui eu estou incluindo apenas declarações lançadas pela conferência episcopal. Bispos individuais adicionaram suas próprias opiniões em matéria de políticas públicas, variando de imigração a mudança climática.

Não é óbvio por que os bispos se sentem obrigados a falar sobre todos estes assuntos. Há uma clara posição “Católica” sobre política agrícola? Não. Os bispos tem alguma autoridade especial de ensino em relação a política agrícola? Novamente, não.

Mas porque USCCB continua pondo em marcha recomendações sobre política, políticos podem “se ligar” ou “se desligar”, ouvindo aos bispos onde quer que convenha a seus interesses partidários. Um legislador pode dizer a seu bispo: “Eu posso ter desapontado você em relação ao mandato de contracepção, mas lembre-se, eu estava com você em relação aos benefícios de desemprego e ao código de direitos do consumidor. Então eu estava com você mais vezes do que eu estava contra você”.

As linhas-guias dos bispos para a chamada Faithfull Citizenship compõem o problema por encorajar tanto políticos quanto eleitores a considerar uma ampla gama de questões – algumas absolutamente críticas, outras relativamente menores; algumas, claros imperativos morais, outras, questões de juízo prudencial. Alguém que leia as declarações dos bispos cuidadosamente, honestamente buscando orientação, reconhecerá que algumas questões tomam precedência. Mas alguém que já tem sua opinião formada, e vasculha por Faithfull Citizenship procurando meios de justificar suas decisões, pode facilmente sacar citações para usar em defesa de suas escolhas.

Por falar tão freqüentemente, numa tal ampla variedade de questões públicas, os bispos Americanos estão jogando por água abaixo sua própria autoridade de ensino. Se eles emitissem declarações públicas menos freqüentemente e se confinassem a questões importantes sobre as quais eles poderiam falar com clareza e autoridade, eles teriam muito mais impacto. Com isso em vista, eu tenho duas sugestões:

1. Em questões morais importantes, quando o ensinamento da Igreja Católica é claro, uma declaração preparada pela USCCB deveria vir carimbada com uma mensagem em que se lê:

Nesta questão, bispos Católicos falam com autoridade e os fiéis estão obrigados em consciência a seguir sua orientação.

2. Se uma declaração preparada pelo pessoal da USCCB não se qualifica para este carimbo autoritativo, ela não deve ser publicada.

Update: Parece que eu escrevi muito rápido. Tão logo eu apontei que a USCCB emite opiniões em demasiadas questões políticas discutíveis, uma nova declaração da USCCB apareceu para nos dar as perspectivas dos bispos sobre orçamento federal, tributação, déficits, bem-estar, gastos com defesa, auxílio-moradia, ajuda externa, treinamento profissional, créditos de taxa, programa Pell Grant, e o Programa de Auxílio-Nutrição Suplementar. Ah, sim, e sobre escolha de escola para os filhos, que é uma questão sobre a qual a Igreja tem um ensinamento claro e distintivo. Mas a maioria dos fazedores-de-leis provavelmente não vão nem notar os comentários dos bispos sobre o Programa de Oportunidade de Bolsa-de-estudos do DC, porque eles estarão muito ocupados arando através do resto da retórica. Então outra oportunidade de levantar um ponto preciso, sobre uma questão em que a USCCB poderia possivelmente influenciar, foi sacrificada pelo intento de uma prolixa “abordagem de cesto-de-bugingangas”.

Q.E.D.
(Autor: Phill Lawler. Fonte: http://www.catholicculture.org/commentary/otn.cfm?id=896)

Aqui no Brasil nós ainda temos um agravante seriíssimo. Lá nos EUA o problema é apenas o desperdício de declarações de bispos sobre assuntos discutíveis. Aqui estas declarações não são só sobre assuntos inócuos, como quase sempre vêm acompanhadas de doutrinas anticristãs ou heréticas.

Os católicos do Brasil deveriam conhecer melhor coisas como estas que são veiculadas no NewAdvent.org!