Religião Cristã

Deus é o criador de tudo o que existe e, por isso mesmo, é o único que sabe como as coisas e as pessoas devem ser; o certo e o errado. Há cerca de dois mil anos atrás este mesmo Deus, que sabe como todas as coisas devem ser, enviou seu filho ao mundo para nos ensinar o caminho da salvação, para nos libertar da escravidão do pecado e nos conduzir à verdadeira felicidade, aquela que dura para sempre. Como esta missão implicava na Sua morte e, depois da Sua ressurreição, Sua subida aos Céus, Ele deixou a Igreja Católica encarregada de continuar Sua missão.

Ouvindo o que a igreja diz através do Papa e daqueles bispos que são fiéis a ele todos nós tomamos conhecimento desta verdadeira felicidade e do caminho ensinado por Nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, para alcançá-la. Mas mesmo assim existem muitos problemas e dúvidas alegados por muitas pessoas para não aceitarem a orientação e o governo da Igreja Católica. E hoje, mesmo pessoas que se dizem católicas renegam, por vergonha ou rebeldia, mesmo aquelas coisas básicas que constituem sua identidade, mesmo o mínimo necessário para que mereçam ser chamadas de cristãs.

As causas disso são a ignorância e a má vontade, pois é necessário deixar de considerar algumas coisas e fingir não ver outras para que a escolha de recusar a tutela da Igreja pareça legítima. Nesta sessão do Campo de Batalha, procurarei chamar a atenção para estes pontos que muitos ignoram ou rejeitam indevidamente, solucionando dúvidas, explicando conceitos complicados ou trazendo à tona informações pouco divulgadas. Assim, livres dos fantasmas da dúvida e da rebeldia, todos poderemos aceitar o pastoreio da Igreja Católica rumo à verdadeira felicidade.

A existência de Deus

Deus existe. Mas muitos ainda têm dificuldade de aceitar esse fato. Alguns não aceitam a existência de Deus por causa do fato de Ele não poder ser visto ou percebido, e dizem que por isso Sua Existência seria mero objeto de crença pessoal. Outros alegam que, devido à existência do mal no mundo, é impossível que Deus exista, ou que pelo menos seja do jeito que Ele é descrito pela Igreja Católica (sendo infinitamente bom e poderoso). Outros objetam que as divergências em pontos fundamentais entre as doutrinas das diversas religiões são um problema, pois ao contrário de se reforçarem mutuamente, as diversas doutrinas que buscam fazer Deus conhecido dos homens se contradizem e se excluem. Eis a questão fundamental! Pois se todos estes não aceitam a existência de Deus, não irão aceitar a orientação da Igreja que fala em Seu nome.

É verdade que Deus não pode ser visto, nem percebido por qualquer dos nossos cinco sentidos. Alguns dizem que podem “senti-Lo” através de certas emoções ligadas à prática da religião ou à leitura da Bíblia Sagrada, mas esta idéia é extremamente perigosa, pois as emoções são inconstantes e freqüentemente contraditórias. Sobram então apenas dois modos de conhecermos a Deus: a razão e a fé. Mas como nem todos têm fé, ou pelo menos não têm a mesma fé, apenas a razão – que todos os homens possuem – sobra como critério objetivo para provarmos a existência de Deus. De fato, a razão prova a existência de Deus. Quando eu falo de razão aqui, não me refiro à inteligência e capacidade de raciocínio de cada pessoa individualmente, e sim ao conjunto de raciocínios logicamente coerentes e fundados na observação atenta da realidade, acumulados ao longo da história – conjunto este que chamamos de filosofia. Também é verdade que sempre escutamos dizer que nos últimos séculos, os desenvolvimentos da ciência filosófica têm contribuído mais para negar do que para afirmar a existência de Deus. Isso é simples de explicar: acontece que estes não são verdadeiros “desenvolvimentos”. Por exemplo: com Kant temos o abandono da metafísica, que é a parte da filosofia que estuda “o ser em si mesmo”. Ora a essência de Deus é o próprio ser, então o abandono desta parte da filosofia causaria uma dificuldade para provarmos a existência de Deus. Porém, como eu disse, este abandono da metafísica realizado por Kant não constitui um verdadeiro desenvolvimento da metafísica, e sim um modo muito particular de Kant de pensar a realidade, modo este cheio de problemas, como demonstram as críticas do tomismo pós-kantiano e as inúmeras revisões que os próprios continuadores de sua obra fizeram de várias de suas idéias. Assim, devemos ter muito cuidado com estes supostos “desenvolvimentos”, e visto que ainda não são seguros, devemos admitir com a tradição filosófica que a razão demonstra a existência de Deus. O caminho clássico pelo qual a filosofia fez isso durante séculos é o composto pelos chamados “argumentos ontológicos”, que muito chamam hoje impropriamente de “argumentos cosmológicos”.

Outra dificuldade mencionada acima, levantada por aqueles que não acreditam na existência de Deus é a existência do mal: se o mal existe, haveria uma contradição lógica em admitir a existência de um Deus todo-poderoso e infinitamente bom, pois: ou Deus seria todo-poderoso e, apesar de poder, não iria querer impedir o mal, não sendo então infinitamente bom; ou Deus seria infinitamente bom e, apesar de querer, não poderia impedir o mal, não sendo então todo-poderoso. Se o mal existe, de qualquer modo não poderia existir um Deus que fosse ao mesmo tempo infinitamente bom e todo-poderoso. Mas a doutrina católica diz que Deus sabe tirar dos males que acontecem um bem maior. Ela não diz isso por mero triunfalismo ingênuo. O erro daqueles que dizem que um Deus infinitamente bom e poderoso não poderia coexistir com o mal é o de “superdimensionar” o mal, fazendo dele um fato absoluto ao lado de Deus. Mas o mal, sendo a ausência dos bens que existem em Deus, não é um fato absoluto ao lado de Deus, mas é um fato relativo e que está abaixo de Deus e, logo, sob seu poder. E como o bem que Deus tira do mal é sempre maior que o próprio mal a bondade de Deus também não é diminuída pela existência do mal.

Finalmente, como dito acima, há o problema da divergência entre as doutrinas religiosas. A questão é, se todas as religiões devem ser respeitadas, todas estão certas de alguma forma e, então, elas não são necessárias, pois basta alguém formular sua própria doutrina religiosa para ser digno do respeito das outras religiões. Ou então, todas estão erradas, e não há ninguém que possa nos dizer algo certo sobre Deus, impossibilitando conhecê-lo. Já de cara, o grande problema aí é o vício do pensamento contemporâneo que não admite que haja apenas uma doutrina religiosa que está correta: ou todas estão corretas, ou nenhuma está, pois seria muita pretensão, fruto de preconceito e de um triunfalismo anacrônico dizer que uma está certa e todas as outras estão erradas. Mas, como foi dito, isto é um vício do pensamento contemporâneo, que procura fugir das grandes dificuldades que o debate acalorado em busca da verdade traz. Fala-se que não existe idéia, religião ou cultura melhor que as outras, e que todos devem ser incluídos e respeitados, ninguém deve ser discriminado. Porém essa é uma maquiagem ideológica para esconder a fuga a pouco mencionada, fruto da preguiça intelectual. Admitido que só pode haver uma verdade, embora seja algo muito menos atrativo, o dilema lógico se desfaz, e a mente se torna livre para buscar a verdade sem as amarras de um relativismo disfarçado de pluralismo. O princípio lógico da não contradição exige que a verdade seja uma só.

Já que retiramos estas dificuldades e indicamos as provas alcançadas pela razão, temos que admitir a existência de Deus. E como é de Deus criador que estamos falando, devemos admitir que todas as coisas foram criadas por Deus.

A doutrina cristã ensina que Deus é um criador sábio ao extremo e, por causa desta sabedoria, Ele determinou que todas as criaturas deveriam manifestar ao seu modo as perfeições divinas, colocadas por Deus nas criaturas. Dar glória a Deus é exatamente isso: manifestar as perfeições de Deus que Ele próprio colocou em suas criaturas. Isto é sábio da parte de Deus porque foi o melhor modo que Deus enxergou para criar o Universo. Ele é livre, poderia ter escolhido qualquer modo. Mas escolheu o melhor deles.

O homem é criatura de natureza racional e livre, deve cumprir este dever de manifestar as perfeições divinas de um modo coerente com sua natureza: com atos livres de sua vontade, conhecendo, amando e servindo a Deus. É isto que chamamos dever de religião. Hoje em dia a religião não é vista como um dever. Ela é vista como um consolo emocional, um clube onde se reúnem pessoas que acreditam nas mesmas histórias ou que direcionam sua vida pelos mesmos valores, ou como um modo de as pessoas se associarem para fazer caridade. Mas isso é apenas a sanha contemporânea de fugir de tudo que implica dever e compromisso. A realidade é que a religião é um dever: devemos refletir de volta para Deus as perfeições d’Ele, que Ele mesmo colocou em nós ao nos criar.

Enfim: a existência de Deus é algo razoável e provado! Basta um pouco de boa vontade para encararmos este problema com seriedade e sem sentimentalismos, e chegarmos enfim à conclusão que dará total sentido à nossa existência.

O Homem como sumário da criação, sua queda pelo Pecado Original e a Salvação trazida por Jesus Cristo

A Criação de Deus engloba dois mundos: o mundo espiritual e o mundo material, céus e terra. No mundo material, a criatura mais importante criada por Deus é o homem. O homem foi criado perfeito e, inclusive, era plenamente capaz de não cometer nenhum mal. Porém, com o pecado de nossos primeiros pais a natureza do homem ficou manchada e ele agora é inclinado ao mal, isto é, é fácil para ele fazer o que é moralmente errado, mas ele precisa se esforçar para ter uma vida moralmente digna.

Esta fragilidade habitual nos acarreta problemas que exigem solução imediata, sob o risco de incorrermos na condenação eterna, seguida dos castigos eternos, pois o principal problema acarretado pela fragilidade habitual é que ou estamos nos tornando pessoas cada vez melhores, ou estamos nos tornando pessoas cada vez piores: não existe um ponto de equilíbrio; não existe um estado da alma em que permaneçamos sempre do mesmo jeito: ou pioramos ou melhoramos. Ou estamos em movimento ascendente, ou em movimento descendente.

As conseqüências visíveis de quando desrespeitamos algum dos Mandamentos da Lei de Deus, nos ajudam a ver que apesar da facilidade que temos em pecar, a conseqüência imediata é a destruição da ordem que deveria haver na realidade: se eu roubo algum objeto, a conseqüência imediata é que eu gero uma dificuldade para uma pessoa real, que era a proprietária daquele objeto, e que não devia sofrer com essa dificuldade; se desrespeito os meus pais, corro um risco, do qual às vezes não consigo calcular a gravidade, de sofrer as conseqüências naturais e desagradáveis previstas por eles, e assim por diante.

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A Igreja explica como o homem adquiriu sua fragilidade habitual para fazer o bem e, conseqüentemente, a necessidade de ser salvo na Doutrina do Pecado Original, que pode ser resumida assim: Adão e Eva, nossos primeiros pais, foram criados perfeitos e com uma natural bondade moral. Mas por causa de sua soberba, desobedeceram a Deus de tal modo que sua falta deformou a própria natureza humana que eles transmitiram a todos os homens, tornando todos tendentes ao mal.

A Igreja, então, explica que é necessário que o homem seja salvo e que só Deus pode realizar essa obra. A Doutrina da Redenção nos ensina como exatamente Deus realizou a obra da salvação do homem, a saber, Se revelando progressivamente ao povo de Israel e, na plenitude dos tempos, enviando seu próprio Filho para morrer na Cruz em pagamento pelos pecados da humanidade.

Encontramos a explicação de maneira excelente destas duas doutrinas no Catecismo de São Pio X e no Catecismo Romano, nas partes reservadas a explicar o 1º Artigo do Credo.

A Religião Cristã: A Igreja Católica Romana

Como dissemos acima, a religião é um dever. Ao cumprir este dever merecemos a recompensa. Mas Deus, em sua infinita bondade, preparou para o homem uma recompensa muito acima do que qualquer coisa que o homem poderia imaginar ou desejar. Assim, Como nos ensina São Tomás e São Pio X, os deveres que o homem pode conhecer apenas com a capacidade natural da sua razão, cujo conjunto se chama religião natural, não eram mais suficientes para a recompensa preparada por Deus. São Tomás ainda vai mais longe, e ensina que mesmo aquelas coisas que podemos conhecer só com a nossa capacidade natural, só conseguimos conhecer depois de empregar muito tempo e muito esforço e, por isso, é conveniente que mesmo essas coisas sejam reveladas por Deus, para que todos os homens, independente de sua capacidade intelectual, possam conhecer seguramente o caminho para a verdadeira felicidade. Então Deus mesmo deveria revelar os deveres que, se cumpridos pelo homem, lhe mereceriam a recompensa altíssima preparada por Deus, e o homem deveria transmitir esta religião revelada de geração em geração.

E foi assim que Deus revelou a Religião a Adão e aos Patriarcas dos Hebreus. Estes Patriarcas tiveram, pela providência divina, uma vida bem longa e conviveram bastante tempo com seus descendentes e, assim, puderam transmitir a religião facilmente a eles. Essa religião foi transmitida, preservada e vivida até que Deus formou um povo que pudesse guarda-la até a vinda do Messias prometido. Quando Nosso Senhor Jesus Cristo veio ele não a aboliu, apenas a cumpriu, aperfeiçoou e confiou sua guarda à Igreja Católica, por todos os séculos. Como o Catecismo nos ensina, a Igreja Católica foi fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, e constituída por Ele mestra infalível de todos os homens. Por meio dos Apóstolos, Ele confiou a Ela a doutrina que Ele nos ensinou para nos mostrar o caminho da Salvação.

Esta autoridade que Nosso Senhor legou à Igreja chamamos Sagrado Magistério. E esta Doutrina que Ele ensinou a encontramos nas duas fontes deste Magistério: A Bíblia Sagrada e a Sagrada Tradição. A função do Magistério é guardar inalterada e explicar ao longo do tempo a Doutrina contida nestas fontes. Além do fato de o próprio Cristo Deus ter investido a Igreja, por meio dos Apóstolos, com esta autoridade, outros fatos nos dão segurança da verdade desta Doutrina: a graça de Deus que recebemos no sacramento batismo é um auxílio interno para crermos, e existem também auxílios externos que provém do próprio Deus, chamados de “motivos de credibilidade”, como os milagres de Cristo e dos santos, as profecias, a propagação e a santidade da Igreja, sua fecundidade e estabilidade, a heróica fortaleza dos mártires, a plena conservação da Doutrina Cristã apesar de tantos séculos de muitas e contínuas lutas contra os hereges que pretendiam adulterá-la, etc.

Recentemente, a imagem visível do Magistério está um tanto obscurecida. Isto acontece porque muitos representantes da Igreja aderiram em maior ou menor grau à heresia do Modernismo, ou a alguns de seus elementos como o liberalismo moral, a hermenêutica agnóstica da Bíblia e as filosofias modernas. Esta adesão causou e ainda causa muitos danos à imagem e à própria vida interna da Igreja. A solução imediata é uma restauração dos modos de pensar e agir tradicionais da Igreja. Além disso, o abandono dos mestres, a rebelião contra a autoridade, faz com que deixemos de lado referências sólidas. O resultado é que, sem referências sólidas, estamos muito mais sujeitos a erros e imprecisões, que empobrecem nosso pensamento e nossa atitude.

Textos de aprofundamento:

  • O Dogma e a Linguagem de nossos dias: Porque nós precisamos do Magistério dos Bispos e da Igreja? E Porque a Doutrina Cristã precisa ser expressa com palavras tão complicadas?

O Magistério da Igreja existe para nos ensinar a Doutrina Cristã, que é necessária a nossa salvação. Esta doutrina está resumida em quatro partes principais: O Credo, O Pai-Nosso, Os Mandamentos e os Sacramentos.

O Credo – No que devemos acreditar?

Sem a verdadeira Fé é impossível agradar a Deus. Para entender o que é a verdadeira Fé temos que saber que a palavra “Fé” tem duas acepções: uma subjetiva, que diz que uma pessoa submete sua inteligência a certas verdades; e uma objetiva, que diz exatamente no que aquela pessoa crê. A Igreja é guardiã da Fé em sua acepção objetiva, ou seja, ela deve proteger e propor aquilo em que devemos crer. O Magistério da Igreja faz isso através de sentenças que expressam aquelas realidades que devemos considerar verdade absoluta. Estas sentenças estão compendiadas no Símbolo Apostólico, vulgarmente conhecido como a Profissão de Fé que fazemos todas as Missas, ou simplesmente Credo. Assim, baseado no Credo, temos abaixo um resumo de todas coisa nas quais todos os cristãos crêem:

  • Cremos que o único Deus que existe é pai por essência, que pode fazer tudo o que quiser e que fez do nada todas as coisas visíveis e invisíveis.
  • Cremos que Jesus Cristo é o único Filho de Deus segundo a essência e que é nosso Senhor.
  • Cremos que Jesus Cristo foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nascendo verdadeiro homem da Virgem Maria.
  • Cremos que, em pagamento pelos nossos pecados, Ele sofreu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado.
  • Cremos que Sua Alma desceu até o Limbo, onde estavam as almas dos justos do Antigo Testamento, que não podiam ir para o Céu enquanto o Salvador não viesse, para levá-los ao Céu, e que no terceiro dia em que estava morto Ele ressurgiu dos mortos.
  • Cremos que Ele subiu ao Céu diante dos olhos de seus discípulos, onde está acima de todas as criaturas mesmo enquanto homem e onde tem a posse inabalável de Seu Reino.
  • Cremos que um dia Ele virá do Céu para julgar toda a humanidade pelos seus atos, mandando os justos ressuscitados no corpo definitivamente para o Céu e os ímpios ressuscitados no corpo definitivamente para o Inferno.
  • Cremos que o Espírito Santo também é o mesmo Deus, e que ele é o Senhor que dá a vida e a santidade.
  • Cremos na autoridade da única Igreja de Jesus Cristo, que é Una, Santa, Católica e Apostólica, e tem a sua sede em Roma, e que todos os que fazem parte d’Ela se aproveitam dos bens espirituais comuns que Ela guarda e administra.
  • Cremos na remissão dos pecados, que é efeito da misericórdia de Deus e dos Méritos Infinitos que o Cristo conquistou na Cruz, e que se dá através do Sacramento da Penitência.
  • Cremos que, no Dia do Julgamento, Deus ressuscitará em seus corpos a todos os homens de todos os tempos, uns para a vida eterna e outros para o castigo eterno.
  • E cremos que os homens podem viver uma vida eterna e feliz, servindo a Deus no Céu, se perseverarem na verdadeira Religião.

O Pai-Nosso – O que devemos esperar de Deus?

Se devemos submeter nossa inteligência o Reino dos Céus, pela verdadeira Fé, também devemos submeter nossa vontade, já que estas são as duas faculdades mais nobres que possuímos e são as faculdades que governam todas as outras. Assim devemos considerar um grande bem que Deus faça valer Seu Domínio sobre o universo. Devemos querer em primeiro lugar que Deus faça brilhar a Sua Glória. Tudo aquilo que devemos esperar de Deus, neste sentido, está indicado na Oração do Pai-Nosso, ensinada pelo próprio Cristo Senhor:

  • Devemos considerar um bem inegociável que o Nome de Deus seja santificado, principalmente através da piedade e da caridade dos Cristãos, e da prestação de um culto público e digno a Deus, que são as Missas bem celebradas.
  • Devemos considerar um bem inegociável que o Reino de Deus seja estabelecido no mundo, isto é, que autoridade da Igreja seja obedecida, que todos os perseverem na posse da Graça Santificante e que, finalmente, o Cristo Senhor venha novamente e estabeleça em definitivo o Seu Reino.
  • Devemos considerar um bem inegociável que a Vontade de Deus se cumpra sempre, por mais que isto implique eventos desagradáveis para nós.

Além disso, não devemos esperar que Deus nos conceda mais do que está indicado abaixo:

  • O nosso alimento de cada dia: sejam os bens materiais de que necessitamos para viver, e que devemos nos esforçar para dividir com aqueles que têm menos; seja o alimento da alma, que é a Eucaristia.
  • O perdão das nossas ofensas, desde que perdoemos de coração aqueles que nos ofendem e que recebamos o Sacramento da Penitência.
  • A força para enfrentarmos as tentações, que vêm através das Graças Atuais.
  • E a libertação dos ataques do demônio, sejam eles físicos ou espirituais.

Não devemos esperar que Deus nos dê mais do que estas coisas. Porém é possível e quase certo que ele dê muito mais, ao que devemos ser imensamente gratos a Ele.

Os Mandamentos – As leis do Reino dos Céus

Além dos atos internos – da inteligência e da vontade – devemos honrar a Deus com atos externos. Além disso, como qualquer reino, o Reino dos Céus também tem suas leis. Os cristãos são cidadãos do Reino dos Céus e estão submetidos a estas leis. As leis do Reino dos Céus são Os Dez Mandamentos da Lei de Deus.

Todos os Mandamentos têm uma parte positiva, que são as coisas que devemos fazer, e a parte negativa, que são as coisas que nos são proibidas. Além disso, cada parte se desdobra em alguns preceitos particulares. Devemos cumprir todos os preceitos contidos nos Mandamentos para conseguirmos nossa salvação e, em geral, só conseguimos perdão pela transgressão de algum mandamento pelo Sacramento da Penitência.

Os Sacramentos – Os modos como a bênção de Deus chega até nós

Se, como vimos acima, temos uma inclinação habitual para o pecado, seria impossível conseguir a vida eterna sem a ajuda da Graça de Deus. E sendo a graça de Deus algo invisível, devemos ter alguma garantia de recebermos as graças necessárias à nossa salvação. Quando recebemos graças atuais, podemos adivinhar com dúvida ao observar certos eventos que nos acontecem. Mas em relação às graças necessárias – as habituais – não podemos ter dúvidas. Por essa razão, o Cristo senhor instituiu os Sacramentos, que são sinais sensíveis e eficazes da graça habitual que estamos recebendo pelas mãos da Igreja.

Os Sacramentos são os maiores bens espirituais que foram dados pelo Senhor à Igreja. Eles nos integram à Igreja, nos santificam, nos fortalecem em nossas enfermidades e nos garantem as graças necessárias ao nosso estado. São os verdadeiros tesouros do Reino dos Céus.

Identidade Cristã – Quem é realmente digno de carregar o nome de cristão?

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