Campos de Batalha deste site

Religião Cristã

O resumo da História da Religião e da Doutrina Cristã, além do trabalho apologético que eu faço para defendê-la. Deus o quer!!!

Clareza de Pensamento

Aqui, a batalha para livrar a mente das trevas da ignorância e do erro.

Libertação

A batalha de cada um de nós para sermos homens livres e fazermos grandes obras pelo bem.

Avisos

Caríssimos no Cristo, Viva Cristo Rei!

Como vocês perceberam, não consegui cumprir minha promessa. Passei mais de um ano afastado do site, resumindo minha atuação na internet a publicações no Twitter e, mais tarde neste ano que passou, no Facebook. Muitas coisas me mantiveram afastado daqui: trabalho, faculdade, atividades domésticas. Mas a principal delas é que eu amadureci as idéias que me motivaram a criar e, numa outra ocasião, retomar este site. E para acompanhar este amadurecimento, o site estava merecendo uma nova reformulação, principalmente em suas principais três páginas: O Reino (que agora ganhou o nome mais abrangente e mais claro de Religião Cristã), Libertação e Clareza de pensamento.

Minhas participações no Catecast e o meu ingresso recente na Liga de Blogueiros Católicos me incentivou a fazer um esforço e levar a cabo esta nova reforma. Agradeço ao pessoal da equipe do site O Catequista por esse empurrãozinho.

Renovo minhas promessas: pretendo postar mais vezes utilizando este quadro de avisos e a categoria comentando o que há em outros sites. Com a reformulação, espero que as novas fórmulas usadas nas três páginas principais, mais adequadas à atual etapa dos meus estudos teológicos e filosóficos, me estimulem a aprofundar o que vai naquela páginas, originando mais posts.

Enfim, estou de volta. Há muito pelo que batalhar.

Captare

Não esqueçam de conferir as novas postagens abaixo:

Este blog é Anti-Comunista!Este blog é contra o assassinato de bebês com requintes de crueldade!CNB do B

Ed. Sétimo Selo

#RezemPelaVenezuela


Atualmente está acontecendo uma verdadeira guerra civil na Venezuela. O regime socialista que governa o país está usando meios desproporcionalmente violentos contra a população para reprimir os protestos que estouram em vários locais do país, levando centenas de milhares às ruas para se manifestar contra a situação de inflação galopante, crise econômica e desabastecimento que atinge o povo Venezuelano. As parcas notícias que saem por aqui dão conta de três mortos, mas a julgar pelas fotos que aparecem aqui e ali nas redes sociais, e pelo fato deu que as comunicações estão cortadas, e de que os veículos da mídia e as autoridades do país são levadas em rédias curtas pelo regime Maduro, é possível que este números de mortes seja maior.

Como era de se esperar da mídia brasileira vendida, quase nada sai nos jornais por aqui. Quem quiser se informar tem que recorrer às redes sociais (Facebook, Twitter…), ou a alguns veículos da mídia qua ainda conservam sua independência jornalística. Neste álbum do Facebook podemos ver fotos do que está acontecendo por lá. O álbum está sendo atualizado freqüentemente. A cobertura mais completa e confiável está sendo feito pela jornalista Graça Salgueiro, principalmente em seu programa Observatório Latino pela Rádio Vox. Ela também é responsável pelo blog Notalatina. Um exemplo dos pouquíssimos jornais que está dando uma cobertura decente aos fatos é a Gazeta do Povo.

Nós cristãos temos o dever de ajudar como pudermos. O regime Maduro é socialista e o socialismo foi condenado pelos últimos 10 papas. Além disso, o socialismo é um dos principais erros que da Rússia que Nossa Senhora alertou, quando apareceu em Fátima no começo do século passado, que se espalhariam pelo mundo a não ser que a Rússia fosse consagrada ao Seu Imaculado Coração. Nós cristãos estamos envolvidos na luta contra o socialismo onde quer que ele se encontre.

Como podemos ajudar? Em primeiro lugar rezando. Neste link há uma proposta de rezarmos um terço por dia pela queda do regime Maduro. Eu já adicionei esta intenção ao terço que eu rezo todos os dias. Neste outro link, temos a proposta de fazermos jejum na Sexta-Feira pelo mesmo motivo. Sempre é possível propôr outras ocasiões para rezarmos pela Venezuela como Adorações Eucarísticas, Grupos de Orações, etc. Podemos também protestar. Neste link há a proposta de uma manifestação em frente ao consulado da Venezuela que será realizada no Rio de Janeiro. Manifestações similares podem acontecer em outros lugares do país. Além disso há esta petição online para que a OEA aplique a carta democrática na Venezuela, da qual a própria Venezuela é signatária. E, finalmente, podemos divulgar pelos meios a nosso alcance, para que mais pessoas se unam a esta causa.

Que Cristo Rei reine em todas as nações! #PrayForVenezuela

Captare recomenda: Apostolado Tradição em Foco com Roma

Liga dos Blogueiros Católicos

Não é segredo para ninguém que apesar de eu não ser tradicionalista, eu me considero um amigo dos tradicionalistas – um conservador filotradicionalista”. E até mesmo entre os tradicionalistas mais radicais eu tenho bons amigos.

Mas existem aqueles que podem ser considerados tradicionalistas por darem prioridade ou exclusividade a frequentar a Missa na Forma Extraordinária (Rito Antigo), por defenderem a precisão nas fórmulas doutrinárias, por preferirem os métodos catequéticos tradicionais, por serem mais rígidos que a maioria dos católicos em matéria de moral e disciplina, etc., mas que não podem ser considerados radicais, por não considerarem o magistério Conciliar e pós-Conciliar errôneo. Entre estes tradicionalistas está o pessoal do Apostolado Tradição em Foco com Roma.

O David Conceição é um dos escritores mais assíduos do Apostolado, e faz parte da Liga dos Blogueiros Católicos desde o seu surgimento. O Apostolado Tradição em Foco com Roma pode ser considerado o único representante da banda tradicionalista da blogosfera católica na Liga.

Os artigos do Apostolado são sobre assuntos bem variados: notícias católicas, castidade, questões filosóficas, direito canônico, cinema, etc., sempre com um vocabulário muito católico e tradicional e citendo sempre legítimas fontes católicas. A lista não acaba mais. Há duas sessões no site do apostolado dedicadas a refutar os argumentos dos tradicionalistas mais radicais: Summa Adversus Sine Roma e Collectio Adversus Sine Roma. Mas hoje eu gostaria de recomendar dois artigos, do David, em especial: De onde vem o ódio contra a SSPX?, no qual o David explica de onde vem tanto ódio injustificado, até mesmo da parte dos católicos comuns, contra os grupos tradicionalistas, em especial a Fraternidade Sacerdotal São Pio X; e A pena da excomunhão, tratando deste assunto polêmico que, inclusive, deu muito que falar no último programa da Liga.

A Liga dos Blogueiros Católicos é uma iniciativa que congrega católicos de muitas mentalidades e espiritualidades diferentes. Os tradicionalistas não estão excluídos deste seleto grupo. Portanto, leiam e acompanhem o Apostolado Tradição em Foco com Roma.

Resposta às perguntas Frei Clemente Rojão

Liga dos Blogueiros Católicos


O Frei Clemente Rojão ainda tem dúvidas de que os membros da Liga de Blogueiros Católicos o lêem. Não só o lemos, como a Viviane gostou muito do título de um dos artigos dele sobre a polêmica com o padre Fábio de Melo (“Peidei, mas não fui eu…”) e o Diogo citou seus quatro artigos no artigo em que resumia e comentava esta mesma polêmica.

Agora, o Frei faz à Liga uma série de perguntas sobre o cenário cultural e político do país. Perguntas deveras pertinentes! Só que nós da Liga tememos que, por tratar de assuntos que estão bem acima do nível de interesse geral dos brasileiros – católicos inclusos, infelizmente – responder de modo completo no programa, como as perguntas merecem, poderia tornar o episódio do programa muito prolixo, o que foge um pouco da proposta do hangout. A sugestão então foi responder em forma de artigo. No próximo programa a Liga fará referência ao artigo do Frei e ao artigo de resposta para que todos os espectadores tenham acesso ao que foi dito pelos dois lados. As perguntas do Frei são as seguintes (em “Roxo Quaresma” como ele postou em seu blog):

O ano de 2013 foi marcado pela quebra da espiral do silêncio do pensamento político conservador no Brasil, com o lançamento (e sucesso) dos livros de Lobão (Manifesto), Olavo de Carvalho (O Mínimo), Rodrigo Constantino (Esquerda Caviar) e Villa (Década Perdida). Ainda que seja muito pouco comparado à hegemonia cultural e política esquerdista, toda jornada começa com o primeiro passo. Sabendo que a criação da hegemonia cultural precede a hegemonia política, e a que setores da Igreja foram historicamente fundamentais na construção deste hegemonia esquerdista, por mais contrafação que possa parecer.

A primeira pergunta é: Como, na prática, o pensamento católico conservador pode ajudar este esforço de quebra da hegemonia esquerdista no país?

O advento das obras políticas conservadoras citadas veio em muito boa hora para lembrar a todos os simpáticos ao conservadorismo que ainda temos intelectuais atentos ao cenário político. Todas contribuem excelentemente para fortalecer o nosso discurso, aperfeiçoando nossa retórica e nos munindo com dados para combater as falácias dos esquerdistas de todas as tribos. Entretanto, para virar o jogo, não basta ser hábil em estapear os adversários porque o público da luta – os cidadãos comuns, que não militam – está de tal modo entorpecido por décadas de marxismo cultural que se encontra num estado de obtusidade mental desfavorável à apreciação da nossa argumentação. Urge, portanto, que o encanto seja quebrado; foi pela (má) cultura que o povo foi estragado e por ela deve ser conduzido à reeducação.

Nosso potencial intelectual precisa, portanto, voltar-se à produção cultural: literatura, dramaturgia, música, etc. Foi nesses campos onde os inimigos da moral cristã foram mais pródigos, está aí o exemplo recente do grupo “Porta dos fundos”. O elenco de artistas em plena atividade hoje, no Brasil, é composto por homens e mulheres que aprenderam a produzir material de propaganda ideológica anticristã desde o início dos seus estudos. Ocorre que eles aprenderam a fazê-lo com um nível razoável de qualidade – devemos atentar para isso também.

Precisamos produzir romances que, de forma atraente, apresentem os nossos valores! Por exemplo, uma aventura fantástica que instigasse nos adolescentes um sentimento de admiração pelo heroísmo pró-vida, com feminazis vilãs. Peças de teatro onde aconteça reversão do homossexualismo (se possível à força de interferência sacramental) ou a vitória de planos políticos conservadores contra políticos corruptos/esquerdistas. Promover grifes de vestimenta como a comercializada pelo “Veste Sacra” (vestesacra.com) e “São Camisas” (do membro da Liga Cristiano Ramos). Confeccionar artes plásticas embebidas da beleza sacra e dar-lhes visibilidade, etc.

Cabe fazer aqui uma “menção honrosa” ao novo diretor da Ed. Record, que teve a coragem de desafiar o mainstream editorial e apostar em um segmento ultra-patrulhado pelos “guerrilheiros de Facebook”. E esta aposta foi enormemente acertada, dado que todos os livros dessa linha estão esgotados em quase todas as livrarias físicas. O Alexandre mesmo, quando procurava pelo livro do Lobão recebia sempre a mesma resposta: “acabou. Estão todos atrás desse livro!”.

Na primeira metade do século XX, o pensamento católico foi não só influente como o motor do pensamento político católico conservador do país. Era a época gloriosa do Cardeal Leme, do Instituto Dom Vital, de Alceu Amoroso Lima, Gustavo Corção e tantos outros. É uma tal profusão de conteúdo cultural como essa que precisa ser revivida. Traduzir mais e mais Chesterton… Enfim, oferecer alternativas de qualidade, no nosso padrão de qualidade (mas que satisfaça o do público em geral) às lambanças publicadas aqui. Se conseguíssemos reproduzir esse movimento intelectual católico que já existiu, poderíamos contribuir e muito com essa quebra de hegemonia.

Um dos escritores mais presentes do blog Oficina de Valores vem estudando o pensamento social católico brasileiro, o que inclusive é o tema do doutorado dele na UFRJ. Ele manda bem demais da conta: Alceu, Corção, Sobral, Leme entre outros. Dois anos atrás o pessoal deste blog teve um Encontro de Intelectuais católicos. Teve palestra sobre vários desses, até sobre Pe. Penido entre outros. O Movimento de Vida Cristã que organizou.

Já conseguimos estabelecer uma posição de visibilidade com os nobres conservadores supracitados. O organizador de “Idiota”, o blogueiro Felipe Moura Brasil, bem como o Lobão e mesmo o Roger da “Ultraje a Rigor” serviriam como os comunicadores que chamariam a atenção para esse novo conteúdo artístico conservador a ser criado, despertando de imediato o interesse (ainda que pela desqualificação) até mesmo dos nossos adversários culturais.

Segunda pergunta: Quanto tempo levaremos, e como faremos, para que esta hegemonia seja quebrada no clero, especialmente no episcopado brasileiro?

Essa parte é um pouquinho mais complicada de se responder, pois não há um único fator responsável por esta hegemonia em meio ao clero.

O primeiro fator, o mais evidente e de longe o único que não devia interferir na independência de pensamento do clero, é que o pensamento do clero também é influenciado pelo quadro cultural e político do país, por pior que ele seja. Assim, se essa hegemonia for quebrada fora da Igreja, os membros da Hierarquia que apenas refletem esse quadro imaginando que a opinião da maioria é a mesma coisa que o bom senso, também refletiriam essa quebra de hegemonia, passando a aceitar a possibilidade da validade das idéias de direita e até mesmo tomar para si algumas destas ideias. Nós não saberíamos quanto tempo levaria para se efetuar essa mudança, mas seguindo a opinião dos estudiosos, no caso a do Olavo de Carvalho que é um dos principais estudiosos do assunto em questão, o intervalo de tempo entre o lançamento de idéias no meio intelectual e a sua adoção pela sociedade, inclusive como sugestão de ação política, é em torno de 30 anos. Foi mais ou menos esse tempo que levou desde a ocupação dos meios intelectuais pela esquerda no Brasil até as ondas de movimentos esquerdistas que preparam a ascensão da esquerda ao poder. Alguns de nós são até um pouco mais pessimistas que o Olavo de Carvalho: São trinta anos pra brotarem as ideias, tome mais vinte ou trinta para ser um projeto de poder viável, mas há uma série de fatores que podem ser catalisadores. Todos esses fatores são sangrentos…

Outros dois fatores quase tão decisivos quanto o primeiro, e que estão muito ligados entre si, são a qualidade da educação religiosa que se recebe nas paróquias e a qualidade da educação religiosa que se recebe no seminário, dado que o clero foi educado nas paróquias e nos seminários. Esses dois fatores são mais fáceis de mudar “de cima” do que “de baixo”. Se as ordens de mudança nestes dois lugares de ensino viessem de Roma e com pulso firme, em alguns anos elas já estariam se refletindo nas declarações públicas do clero. Mas se ela tiver que ser feita com uma mudança gradual da mentalidade do católico médio, causada pelas estratégias dos católicos conservadores e seus apostolados, poderia levar várias décadas e até séculos pra que isso acontecesse. Acontece que dentro da Igreja as mudanças são mais lentas, porque faz parte da natureza do católico ser resistente a mudanças. Aliás, graças a Deus que é assim! Esse é um dos mecanismos sociais de preservação da fé e da moral. Novamente, devemos olhar como a esquerda foi se tornando hegemônica dentro da Igreja, para ter uma idéia de como seria o processo inverso. Ora, desde os primeiros relatos de infiltrados dentro da Igreja com essa finalidade – os escritos do Cônego Roca, a Permanent Instruction of the Alta Vendita, etc. – até a atual hegemonia passaram-se dois séculos.

Aqui também deve ser feita outra menção honrosa: a dos padres que, como nós, leigos engajados, lutam por uma Igreja mais comprometida com seus reais valores. Esses caras serão a nossa esperança para a próxima geração de seminaristas. Só citando de passagem, temos o Pe. Paulo Ricardo, que inclusive é reitor de seminário, e o Pe. Demétrio, que também está na mídia. E nós, leigos engajados, não ficamos para trás, assumimos corajosamente o nosso papel de “chatos” apontando insistentemente para a tradição, mesmo contra a “jujubice” reinante.

Existem, é claro, outros fatores que influenciam o pensamento do clero, como sua educação familiar ou os rumos que seus estudos acadêmicos acabam tomando quando feitos sem cuidado, mas creio que o Frei não se refere a nenhum deles, por serem casos individuais.

Terceira – e a mais capciosa – pergunta: Como o atual pontificado pode ajudar ou atrapalhar o desenvolvimento deste pensamento no pais?

Por si mesmo, o pontificado do Papa Francisco não deve nem atrapalhar nem ajudar, simplesmente porque o foco do Papa atual não é a Guerra Cultural, como foi em boa parte o foco de Bento XVI e do final do pontificado de João Paulo II.

O problema é que os esquerdistas ainda gostam muito desse Papa, e algumas de suas declaração são ocasiões seriíssimas de os esquerdistas encherem o saco dos conservadores dizendo que “eles não pensam ou não agem de acordo com o Papa atual”, etc. Isso pode atrapalhar bastante o desenvolvimento deste pensamento no país, principalmente porque ao ver essas acusações dos esquerdistas, possíveis novos adeptos do pensamento conservador podem se sentir “melindrados”, temendo ficar contra o Papa. Um leitor d’O Catequista, se referindo à visão que os ateus têm do Papa Francisco, deu uma resposta ótima: “É o papa de quem eles adoram colocar palavras na boca”. O Papa Francisco é um gigante bondoso – um Gentle Giant… e os fdp’s vão colocar palavras na boca dele como fizeram com São Felipe Néri, São Tomás de Aquino e São Pio.

Contudo existe uma oportunidade a ser explorada, na medida que o Papa tem aberto de mansinho, mais portas para o pensamento católico. Ainda que na base da estética (só estética!) “jujuba”. É um belo início para a reversão do preconceito dos mais jovens contra todos os pensamentos que vem da Igreja.

Esperamos que este breve artigo tenha respondido à altura as questões do Frei Rojão. Se restar alguma dúvida, basta ele postar em seu próprio blog e ter certeza de que estaremos de olho.

Este artigo é uma produção coletiva da Liga dos Blogueiros Católicos.

Pe. Fábio de Melo: Entre heresias e desculpas esfarrapadas


E quem diria que revmo. Pe. Fábio de Melo aprontaria mais uma das suas?! Um belo dia, ao acordar, enquanto estava se barbeando e antes de vestir suas caríssimas roupas de grife, o padre devia estar se admirando no espelho e pensando: “Poxa! Estou me sentindo abandonado pela mídia atualmente. Não sei mais o que fazer para aparecer… Ah! Já sei, sim! Vou ali na Gabi rapidinho dar uma entrevista e causar mais uns escândalozinhos!” Pois, não é possível! O cara precisa de muito planejamento (ou ser muito burro, apesar dos mestrados que o dito-cujo ostenta a seu favor!) para fazer uma patacoada tão grande com tão poucas palavras!

Me refiro – é claro! – à entrevista que o muito revdo. Padre concedeu à jornalista já há muito passada do ponto Marília Gabriela. Muitos católicos de verdade já se manifestaram sobre o petardo. Comento e recomendo brevemente, abaixo, aqueles que são mais próximos a mim.

Da Liga, como não podia deixa de ser, temos o post Padre Fábio de Melo: “foi sem querer querendo!” no blog O Catequista, escrito pela Viviane Varela. Inteligente, bem humorado e minucioso como sempre, este post contém as considerações básicas que todo católico mediano deve fazer nestas situações. Se é possível fazer apenas uma correçãozinha, é que a Viviane em certo momento, ao se referir à seguinte frase do pe. Favo de Mel: “Qual é a nossa fonte? É Jesus, a experiência dele. Teologicamente nós estamos fundamentados no Verbo que se torna carne, que passa por nós, que faz discípulos e que deixa uma Igreja”, diz que “[e]stá claro que o padre crê e afirma a origem divina da Igreja”. Viviane cumpriu com seu dever de ser caridosa com o padre, mas infelizmente não está tão claro assim, não! Acontece que o escorregadio sacerdote do Altíssimo usa – também nesta frase! – expressões típicas da heresia modernista – no caso, a experiência de Jesus”. Ora, se fosse um pessoa que já não tivesse nos brindado com tantas afirmações escandalosas, poderíamos presumir que não era o sentido modernista o empregado pelo padre nesta afirmação. Mas, justamente pelo contexto, é fácil presumir que ele tem em mente o sentido modernista destes termos. E no sentido modernista não é o “Jesus Cristo verdadeiro” (que eles chamam de “Jesus histórico”) que fundou a Igreja como sociedade visível e sim o “Jesus teológico” (o “Jesus fábula”, fruto das distorções e acréscimos feitos pelas reflexões “teológicas” acerca dos episódios da vida do “Jesus histórico”). Sim, o quando ele fala que “teologicamente estamos fundamentados no Verbo”, o termo “teologia” não está aí à toa. Outro indício de que é precisamente o sentido modernista das palavras que ele tem em mente é que em sua pseudo-retratação ele fala que “A expressão que usei no programa de ‘De frente com Gabi’, ‘Jesus queria o Reino de Deus, mas nós demos a Ele a Igreja’ é uma expressão muito usada nos bastidores acadêmicos que frequentei em minha vida, e está distante da proposta herética que ela já representou em outros tempos. O significado evoluiu. Como eu freqüento estes mesmos “bastidores acadêmicos” dos quais o padre fala, sei muito bem que ele está se referindo à tentativa reabilitação do modernismo iniciada pelos teólogos da Nouvelle Théologie e que hoje muitos professores de teologia consideram como um desenvolvimento legítimo que teria sido incorporado à teologia “oficial”. Eles só se esquecem – ou fingem se esquecer! – que o Papa Pio XII condenou esta tentativa de reabilitação na Encíclica Humani Generis. Não é porque ainda tem muito Zé-Corneta que compra essa ideia atualmente que ela deixa de ser herética…

Também da LIGA, temos o texto Quanto mal fazem à Igreja os padres untuosos!” – sobre o pe. Fábio de Melo e suas más colocações do Jorge Ferraz no blog Deus lo Vult. O Jorge, em seu texto, esclarece que não foi só uma heresia, mas três, contidas na declaração original. A saber: Igreja não é da vontade de Deus, há oposição entre “Igreja” e “Reino de Deus” e Igreja é criação humana. Com maestria, o Jorge mostra, através de passagens do Catecismo da Igreja Católica, como estas afirmações contrariam a Doutrina Católica. A saber: §§ 541, 567 e 766 do CIC e ainda o nº 52 do Decreto Lamentabili Sane Exitu. Outro destaque do texto do Jorge são as palavras do Papa Francisco falando contra padres como o pe. Fábio de Melo. Palavras que caem como uma luva e que eu reproduzo abaixo:

[Q]uanto mal fazem à Igreja os padres untuosos! Aqueles que colocam a sua força nas coisas artificiais, na vaidade.

Quantas vezes se ouve dizer, com dor: “Este é um padre-borboleta, porque há sempre vaidade nele”.

Se nos afastamos de Jesus Cristo, devemos compensar isto com outras atitudes… mundanas. E assim, há todas estas figuras… também o padre de negócios, o padre empreendedor…

[…]

É belo encontrar padres que deram a sua vida como sacerdotes, verdadeiramente, de quem as pessoas dizem: “Sim, tem esta característica, tem aquela… mas é um padre”. E as pessoas têm a intuição.

Em vez disso, quando as pessoas vêem os padres – para dizer uma palavra – idólatras, que em vez de terem Jesus têm os pequenos ídolos… pequenos… alguns até devotos do “deus Narciso”… Quando as pessoas vêem isto, dizem: “Coitado!”

“Padres-Borboleta”! Hehehe. Boa, Santo Padre! O vídeo está na postagem do Jorge.

Ainda de membros da Liga, temos o texto Católico: legalista ou jujuba? Escolha seu caminho do André Brandalise, com palavras muito pertinentes sobre a necessidade de os católicos verdadeiros – diante de palavras escandalosas como as do padre narcisista – assumirem corajosamente as pechas de “legalistas”, “bitolados”, “caçadores de hereges”, etc. Outro membro da Liga que “falou pouco, mas falou bonito” foi o Everth Oliveira, no Ecclesia Una, com o texto Um artista e suas artes em que ele coloca muito bem que “favo de mel é professor, escritor, cantor, compositor, apresentador de televisão e, por último, padre.

Há também uma quadrilogia de textos de uma pessoa que não é membro da Liga, mas que é ilustre na blogosfera católica. São os textos “Lembrança” é o c…, Fábio de Melo diz: “PEIDEI MAS NÃO FUI EU” ou “É HERESIA, MAS NÃO SIGNIFICA MAIS HERESIA”, Se eu pego pesado com os padres, vocês não viram ainda como Deus pega pesado… e O problema sou eu então? ou BANDOS DE FABETES HIPÓCRITAS!!! do Frei Clemente Rojão. Nestes textos, os destaques são a conclusão muito acertada de quer não cabe dizer que as palavras do pe. Melo foram “descontextualizadas”, pois no “conjunto da obra” é o tipo de coisa errada que ele fala sempre mesmo; e também para as imagens e ironias do Frei nos textos que expõem claramente o quanto a pífia tentativa de retratação do padre é falsa e ridícula.

Todas as coisas indicadas nos textos acima me fazem cada vez mais desconfiar que não há inocência nem ignorância nenhuma no pe. Melo: não é possível alguém ser tão avisado de seus erros e fazer questão de permanecer neles, tentando sempre embelezá-los sobre a maquiagem das palavras doces! Parece que ele faz de propósito, apostando que seus erros vão dar em nada, e depois arranja desculpinhas para tentar sair pela tangente. É um sacerdote que mancha a imagem do Sacerdote do Altíssimo, que foi ilustrada tantas vezes por gigantes como Santo Agostinho, São Tomás de Aquino, São João Maria Vianney, São João Bosco e São Pedro Canísio.

Lamentável que, apesar da celeuma que as declarações deste indivíduo causaram outras vezes, ele insista neste mesmo erro…

Identidade Católica 2 – Por que preferir o Catecismo de São Pio X

piox

Na primeira postagem desta série eu havia dito que quando eu falo de Identidade Católica, me refiro especialmente a duas definições, expostas naquela postagem, e que uma delas – “Verdadeiro cristão é aquele que é batizado, crê e professa a doutrina cristã e obedece aos legítimos pastores da Igreja” – é tirada do Catecismo de São Pio X. Na página Religião Cristã pode-se ver também que eu dou preferência a definições e explicações contidas neste Catecismo. Alguém poderia se perguntar por que, afinal, eu prefiro usar o Catecismo de São Pio X se existe um catecismo mais atualizado – o Catecismo da Igreja Católica. Quando eu escrevia para o Apostolado Digitus Dei eu cheguei a iniciar uma série de artigos de comparação entre os dois catecismos e lá eu expus algumas razões pelas quais eu prefiro o de São Pio X. Nesta postagem eu vou colocar as razões novamente, pois estas razões são o fundamento da minha preferência pela definição de “verdadeiro cristão” que encontramos no Catecismo de São Pio X.

Primeiramente, o Catecismo de São Pio X é mais conciso. Ele consegue dizer em poucas palavras o que o Catecismo da Igreja Católica diz com muitos rodeios, muitas explicações que na maior parte das vezes estão acima do nível cultural e acadêmico do público-alvo geral e muitas repetições desnecessárias. Compare-se, por exemplo, o que o Catecismo de São Pio X fala sobre a Sagrada Escritura (Quinta Parte, Capítulo I, §4) e o que diz o Catecismo da Igreja Católica (Primeira Parte, Primeira Seção, Capítulo Segundo, Artigo 3). O poder de síntese do Catecismo de São Pio X fica evidente.

Em segundo lugar, o estilo dialético em que o Catecismo de São Pio X é escrito facilita o entendimento e a memorização. Ele desenvolve a doutrina cristã através de perguntas e respostas, que é o modo pelo qual a mente humana naturalmente trabalha, principalmente porque é comum uma resposta levar a novas perguntas. E é mais fácil lembrarmos respostas a perguntas específicas do que um ponto específico de um longo texto expositivo

Uma vantagem do Catecismo de São Pio X especialmente útil nos dias de hoje é que as fórmulas usadas por ele são pensadas de modo a evitar ambigüidades e praticamente cada palavra dessas fórmulas é um conceito que é desenvolvido em questões posteriores do próprio catecismo, ou são conceitos tão conhecidos da Tradição Católica que basta olhar outros escritos católicos para encontrar a explicação para o uso de tal ou qual palavra das fórmulas mencionadas. Nesse ponto o estilo do Catecismo de São Pio X é bem escolástico. E a maior vantagem que o pensamento escolástico tem em relação ao pensamento moderno é justamente essa unidade lógica, em que nenhuma das partes da explicação fica solta. O pensamento moderno é fragmentado, o que dá brecha pra que erros doutrinários sejam inseridos sutilmente em explicações que podem até parecer ser corretas. A unidade lógica do pensamento escolástico é uma proteção firme contra essas armadilhas do pensamento moderno.

Mas a principal vantagem do Catecismo de São Pio X é que ele não busca ser “diplomático”. Suas expressões são diretas e não dão espaço para dúvidas, parecendo até mesmo um pouco duras demais para os ouvidos sensíveis dos “católicos jujuba” de hoje em dia. O Catecismo atual parece ter sido redigido com essa preocupação de “não ofender ninguém”, como se fosse possível agradar a Deus e ao mundo. Nele não se encontram expressões como “verdadeiro cristão”, “obrigação de aprender a doutrina cristã”, “única Igreja de Jesus Cristo”, não é feita a identificação da doutrina católica com o próprio ensinamento de Nosso Senhor Jesus Cristo, etc. Estas coisas fazem parte das coisas básicas que devemos saber e professar para podermos dizer que temos fé e, se o Catecismo atual esconde essas coisas é por causa da ilusão bem disseminada hoje em dia de que esconder as palavras mais duras da doutrina católica é “mudar apenas o modo de expressar a mesma doutrina” e não mudar a mesma doutrina para agradar os inimigos da Igreja.

Uma curiosidade: ao ser perguntado em 2003 por um repórter da Zenit se o Catecismo de São Pio X seria definitivamente superado quando o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica fosse lançado, o então Cardeal Ratzinger disse: “A fé, como tal, é sempre a mesma. Logo o catecismo de S. Pio X sempre retém seu valor”. Além disso, ele disse: “O texto foi fruto da experiência catequética pessoal de Giuseppe Sarto (o Papa São Pio X), cujas características eram a simplicidade da exposição e a profundidade do conteúdo. Também por causa disso, o catecismo de S. Pio X terá amigos no futuro”.

Por estas razões, eu prefiro o Catecismo de São Pio X ao Catecismo da Igreja Católica, e sempre que eu preciso mostrar a alguém qual é a doutrina católica sobre determinado ponto, a primeira fonte a que eu recorro é ele.

Captare recomenda: Ramos de Cultura

Liga dos Blogueiros CatólicosHoje em dia é essencial termos na blogosfera católica sites que tratem de assuntos não só estritamente católicos, mas que falem de assuntos que normalmente vemos na blogosfera e na mídia secular sob um ponto-de-vista católico. Neste contexto, blogs que tratem de assuntos gerais, com uma ênfase declarada na cultura, mas que sejam tocados por católicos de verdade são fundamentais. É isso que o blog Ramos de Cultura, do Cristiano Ramos nos traz.

Com uma gama de assuntos que vai de Rosa de Saron a George Orwell, de Bento XVI (Cristiano é ratzingeriano, o que já conta vários pontos a seu favor!) a tapetes de sal de Corpus Christi, o blog procura oferecer o ponto-de-vista católico sobre as manifestações culturais a que o cidadão médio tem acesso no dia-a-dia. Tudo isso com a preocupação com a ortodoxia que não pode faltar a uma membro da Liga de Blogueiros Católicos, como podemos ver nas postagens Horizonte Distante… distante… e Ó Pátria Amada, Salve Salve o Reino dos Céus.

Além do blog, o Cristiano tem uma proposta de confecção de camisetas com estampas católicas – a São Camisas. Os interessados devem conferir as estampas disponíveis e entrar em contato com ele pela fanpage do Facebook.

Cultura e opinião sobre assuntos gerais do ponto-de-vista católico: é isso que o Ramos de Cultura nos oferece! Não percam tempo e acessem! E vejam a variedade de conteúdo que a blogosfera católica tem a nos oferecer.

Identidade Católica 1 – A defesa da Identidade Católica


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Eu fico feliz em ver a quantidade de apostolados católicos, de matiz mais conservadora, que têm surgido ultimamente, especialmente na internet (blogs e fanpages no Facebook). É somente em vista dessa realidade que foi possível reunir a Liga dos Blogueiros Católicos. Mas esse despontar de apostolados católicos também serviu para pôr em evidência as divergências que naturalmente acontecem quando se trata de grupos de matiz conservadora. Para efeito deste artigo incluo grosseiramente os tradicionalistas e os neocons no grupo dos conservadores.

O conservadorismo implica uma prontidão, que às vezes parece até exagerada, de defender firmemente o que é certo contra o que é errado. É típico da mentalidade conservadora se preocupar com o que é correto, mais do que com o que é agradável. O conservador é aquele que deve defender o que é certo contra o que é fácil e cômodo. Este tipo de atitude, que parece exagerada e ultrapassada nos dias de hoje, é necessária como um mecanismo de defesa: é comum que o erro se insinue como uma aparentemente inocente tentativa de apaziguar conflitos entre idéias e atitudes que seriam igualmente legítimas. O conservador defende que é necessário sustentar o lado mais correto, mesmo pagando o preço do conflito e de rejeitar uma idéia que às vezes nem é danosa em si, mas que pode dar margem a outras idéias e atitudes danosas no futuro.

Com isso é comum que os conservadores estejam em conflito não só com os progressistas, mas também entre eles mesmos. Eu sou daqueles que defende que, apesar de estes conflitos serem inevitáveis, por serem parte da essência do conservadorismo, os conservadores devem se esforçar continuamente em não deixar que eles atrapalhem a ação conjunta e coordenada que eles devem empreender na atual guerra cultural contra os inimigos de Deus e da Igreja.  E o único modo de não deixar que os conflitos entre os conservadores não atrapalhe esta ação conjunta e coordenada é ordenar esta ação em torno do conceito de Identidade Católica.

Minhas definições favoritas de identidade católica, isto é, do que é ser um católico de verdade, daquilo que é verdadeiramente essencial para alguém poder se chamar católico são, primeiro, a definição do Catecismo de São Pio X: “Verdadeiro Cristão é aquele que é batizado, crê e professa a doutrina cristã e obedece aos legítimos pastores da Igreja”; segundo, a definição baseada nos três “C’s”: o católico é aquele que busca preservar o Credo, o Código e o Culto. Pretendo me aprofundar análise destas definições a as razões da minha preferência em outro artigo. Por agora, basta observar que, se conseguirmos dar mais importância ao que vai nestas definições, e dar menos importância ao que não está nelas, conseguiremos liberdade o suficiente para coordenarmos as diversas convicções dos conservadores. E por quer deveríamos fazer este esforço? Há duas razões principais.

A primeira é que uma opinião ganha força pela quantidade de pessoas que a divulga e pela homogeneidade destes testemunhos. Não estou dizendo aqui que a quantidade seja critério de veracidade. A veracidade da opinião deve ser apurada de outro modo. Mas é fato que quanto mais pessoas difundirem determinada opinião, mais conhecida ela será. Não adianta apenas estarmos certos. Nossas opiniões têm que ser conhecidas.

A segunda razão é que, pelo fato de as divergências fazerem parte da natureza dos grupos conservadores, buscar se concentrar em questões mais centrais e fundamentais, como o que significa de verdade ser cristão, é uma boa estratégia para fazer surgir pistas para a futura solução destas divergências. É ridículo dizer, como os “católicos” delicadinhos de hoje em dia vivem dizendo, que devemos simplesmente esquecer as divergências. Não devemos, não! Até porque as razões pelas quais os conservadores divergem são coisas importantes, que não podem simplesmente ser jogadas para debaixo do tapete. O que devemos fazer é adiar a solução definitiva destas divergências (elas terão que ser resolvidas algum dia, não restam dúvidas) para um momento em que estivermos recebendo relativamente poucos ataques dos inimigos da Igreja. Além disso, focar no essencial, de ajudar a expôr quem são os verdadeiros inimigos em quem todos devem concentrar os ataques nos momentos mais críticos (como os pronunciamentos complicados do Papa Francisco, que acabam sendo distorcidos antes que a maioria dos católicos tomem conhecimento deles).

Devemos dar cada vez mais atenção a esta questão. Se eu pelo menos conseguir convencer os católicos que eu conheço da importância desta mudança de foco poderei considerar que dei a minha contribuição pessoal à defesa da fé.