Mais sobre “homofobia”

No meu outro artigo sobre “homofobia” demonstrei que o uso desta palavra, apesar de bem difundido principalmente pela imprensa e pelo show business (novelas, cinema, etc.), era uma grande estupidez que poderia esconder, além disso, má fé e terrorismo político. As questões continuam sem resposta: Como é que uma classe que se diz intelectual pode se sujeitar a uma estratégia política tão obscura quanto o movimento gay? Como podem se valer de uma palavra tão vaga e ambígua para julgar e condenar pessoas? Como podem apoiar o uso deste termo que é totalmente contra a liberdade de expressão e pensamento, sem contar a liberdade religiosa, grantida pela constituição?

Parece não ter sido o bastante demonstrar com provas racionais bem simples essa denúncia. Então eu trago aqui três artigos de pensadores bem mais robustos do que eu, com argumentos bem mais pesados e complexos, para reforçar minha denúncia que parece ainda não ter penetrado em alguns corações de pedra!

O primeiro é o texto do Reinaldo Azevedo Não somos homofóbicos, em que o Tio Rei mostra com segurança que o único argumento que o movimento gay tem para mostrar que “o Brasil é um país ‘homofóbico'” é… a reclamação do próprio movimento gay de que “o Brasil é um país ‘homofóbico'”! Acompanhem o relato do texto e o raciocínio do Reinaldo Azevedo e vocês verão que, descontadas as aparências, o único fundamento que resta é a reclamação da militância gay.

O segundo texto é o do Sidney Silveira O ‘pecado’ de homofobia: a sociedade cristã em decúbito ventral, que está totalmente de acordo com vários argumentos que eu utilizei no meu outro artigo sobre “homofobia”, mas com a vantagem de que estes argumentos são precedidos de uma exposição científica sobre a questão do pecado do homossexualismo. O texto reforça a meu argumento de que fobia não pode ser crime, e de que taxar de “homofobia” qualquer crítica ao modo de vida homossexual é um ataque a liberdade de expressão mesma.

O terceiro texto é A farsa da propaganda homofóbica e o risco da apologia pedófila, publicado no site do movimento #EuSouHetero – que tem sido um dos bastiões do Brasil na luta contra a ditadura gayretirado do Jornal Correio de Sergipe. Neste artigo há um exemplo das fraudes cometidas para justificar a aplicação de verbas públicas em programas de assistência aos homossexuais, além de um alerta ao risco de se estar apoiando a apologia à pedofilia ao se apoiar o movimento gay. A denúncia está fundamentada justamente em um texto de autoria de Luiz Mott, um dos maiores (se não o maior!) ativistas gays do Brasil.

Para terminar fica aqui um apelo: Essa história de “homofobia” não existe! Propaganda mentirosa, terrorismo ideológico, chantagem emocional e fraude política não fazem a verdade! Aceitar debater “homofobia” é uma burrice, é jogar o jogo pelas regras inventadas por quem quer vencê-lo injustamente!

Não dêem munição ao adversário!!!

Anúncios

Preconceito contra o homossexualismo

Qualquer um que tenha um pouco de bom senso verá que esta estória de preconceito, quando não é pura e simplesmente desonestidade, é uma paranóia doentia: o sujeito não só quer fazer suas escolhas sem ser criticado, ele quer ser aplaudido, como se o simples fato de ele ter feito uma escolha o tornasse alguém especial. É notório, muitos homossexuais querem ser bajulados pela escolha que fizeram e agir diferente disto é considerado por estes um “crime de ódio”. É como se eu – que gosto de jogos de computador – dissesse que é um “crime de ódio” alguém não me elogiar ou apoiar por este meu gosto pessoal.

O discurso “anti-preconceito”, usado principalmente pelas militâncias feminista, gayzista e racial, está eivado de erros lógicos que contrariam até o bom senso mais básico. O primeiro deles – algo muito bem colocado pelo meu amigo Júnior Pereira nesta edição do vlog Submundo Intelectual – é dizer que todo preconceito é ruim. Isso mesmo: é um erro! Nem todo preconceito é ruim. Quando eu procuro ficar longe de um sujeito estranho numa rua deserta à noite, estou me valendo de um preconceito, pois não conheço o sujeito. Mas esse preconceito diminui as possibilidades de eu ser assaltado, ou sofrer qualquer outro tipo de violência. Dizer que todo preconceito é ruim é uma estratégia francamente política, pois o único efeito dessa mentira é gerar desconfiança naqueles que não são objetos do tal preconceito, e gerar ressentimento naqueles que eventualmente são objetos do preconceito, como o cara estranho na rua deserta. A propaganda e a arte, ao mostrarem pessoas se valendo de preconceitos para justificar suas atitudes detestáveis, incutem na massa a idéia de que todo o preconceito é ruim. E isso com os bobos aplaudindo alegremente a manipulação que sofrem sem nem se darem conta. Mas como é que se convence a massa de que tal e tal atitude é preconceituosa, sem ela o ser de verdade? Vou tratar disso mais à frente.

O segundo erro do discurso “anti-preconceito” é dizer que é preconceito, o que na verdade não é. É chamar de “preconceito” o que na verdade é apenas atitude ou pensamento crítico. Porque o preconceito é um juízo emitido antes do exame racional. É quando alguém emite um juízo sobre uma coisa sem antes pensar atentamente nesta coisa – portanto sem conhecer direito esta coisa. Ora, é bem ridículo insinuar que hoje as pessoas não conheçam direito o modo de vida homossexual – quando há até mesmo um programa infantil do canal Nickelodeon que mostra um recepcionista francamente homossexual – assim como o papel da mulher na sociedade contemporânea, ou mesmo as pessoas de pele escura. É perfeitamente possível – e de fato é o que acontece na maioria das vezes! – que as pessoas sejam críticas ao modo de vida homossexual ou ao discurso feminista mesmo depois de uma reflexão séria. Portanto, identificar todo pensamento crítico com o preconceito é uma estratégia muito desonesta, que é explicada de modo excelente neste artigo do Luciano Ayan:

Vamos ao modus operandi do esquerdista padrão dos “movimentos sociais”.

Geralmente ele se alia a uma causa de uma alegada minoria. Em seguida, idealiza um mundo no qual essa minoria será salva de uma série de “discriminações e preconceitos”. O tal “novo mundo”.

Na verdade, todas essas “discriminações e preconceitos” na verdade não existem (ou, nos raríssimos casos em que existem, são supervalorizadas), sendo no máximo um reflexo do gregarismo.

Uma pessoa normal, por exemplo, entenderia o fato de estar em uma minoria, e que os adeptos da maioria muitas vezes não considerem o comportamento dessa minoria um padrão.

Por exemplo, eu gosto de trip hop. Quase ninguém gosta. Mas a maioria gosta de pagode. E estes podem criticar o meu gosto. E eu convivo bem com isso.

Não preciso ficar alimentando rancores em minha mente por pertencer a qualquer tipo de minoria.

Já os esquerdistas agem de forma contrária. Eles geralmente usam o fato desta minoria não ter seu comportamento aceito pela maioria e usam isso para criar movimentos de ódio. Com isso, eles criam “cinturões de rancor”.

É por isso que temos militantes ateus com rancor dos cristãos. Militantes gays com rancor dos heterossexuais. Militantes petralhas com rancor de quem é conservador.

Notem que é sempre o mesmo padrão: a criação do rancor em um grupo minoritário, que ficará ruminando sentimentos de ódio em relação aos grupos majoritários o dia inteiro.

Estabelecido este sentimento, criam-se então os “movimentos militantes”.

Alguém perguntaria: onde é que entra a esquerda nisso tudo?

Simples. A criação desses “cinturões de rancor” é um princípio para criar seres que viverão alimentados por ódio e rancor (é o combustível para ação), e depois de um tempo encontrarão seus heróis naqueles líderes desses movimentos que alegarão ter a missão de libertá-los dessa “opressão”.

Mas o grande ganho para os arquitetos da esquerda é realmente o fato disso tudo funcionar como um pretexto para mais intervenção do estado e consequentemente mais inchaço do mesmo.

E todos esses grupos militantes obedecem ao mesmo padrão de atuação, que envolve a simulação dessa falsa opressão, mas principalmente um disciplinado patrulhamento ideológico. Ou seja, aqueles que não pensam iguais a eles serão vítimas de intimidação, ameaças, ofensas e tudo o mais.

E os militantes do grupo estão motivados a fazer esse patrulhamento, pois vivem sua vida para ODIAR não só os grupos maioritários, como também aqueles que na cabeça deles deveriam ter se juntado à sua militância.

Como o Luciano indica muito bem, a ligação da esquerda com essa “indústria do preconceito enlatado” não é fortuita: ela está na base filosófica de todos os movimentos da chamada new left, principalmente norte-americana (a fina ironia disso tudo é que os movimentos sociais de esquerda, tão avessos aos produtos dos EUA, não percebem que sua própria ideologia é mais um produto enlatado daquele país), que é fortemente inspirada no marxista alemão Herbert Marcuse. A ligação das idéias de Marcuse com a explicação do Luciano Ayan é evidente neste trecho do ensaio Repressive Tolerance (publicado no livro A Critique of Pure Tolerance, em 1969, de autoria de Marcuse e mais dois pensadores):

“Surely, no government can be expected to foster its own subversion, but in a democracy such a right is vested in the people (i.e. in the majority of the people). This means that the ways should not be blocked on which a subversive majority could develop, and if they are blocked by organized repression and indoctrination, their reopening may require apparently undemocratic means. They would include the withdrawal of toleration of speech and assembly from groups and movements which promote aggressive policies, armament, chauvinism, discrimination on the grounds of race and religion, or which oppose the extension of public services, social security, medical care, etc”

[“Certamente, não se pode esperar que nenhum governo fomente sua própria subversão. Mas numa democracia tal direito está investido no povo (i.e. na maioria do povo). Isto significa que não deveriam ser bloqueados os caminhos nos quais uma maioria subversiva poderia se desenvolver, e se eles estão bloqueados pela repressão organizada e pela doutrinação, sua reabertura poderia requerer meios aparentemente não-democráticos. Eles incluiriam a suspensão da tolerância aos discurso e assembléia de grupos e movimentos que promovem políticas agressivas, armamento, chauvinismo, discriminação nos campos de raça e religião, ou que se opõem à extensão de serviços públicos, segurança social, assistência médica, etc”]

Reparem que Marcuse trata a suspensão da liberdade de discurso e de organização como um meio legítimo em certas condições, que ele admite que isto é um meio “não-democrático”, mas que deve ser usado em nome do povo. Ou seja, toda essa história de preconceito é algo meramente político. Não se trata de uma realidade histórica, mas de uma idéia, uma impressão enxertada artificialmente na opinião pública!

Mas como é que se consegue enxertar artificialmente uma idéia tão obviamente subversiva na mente da população? É simples, todo o exército do que hoje se convencionou chamar intelectuais está ideologicamente comprometido e engajado nesta tarefa. Por exemplo:

  • Os cineastas, dramaturgos, músicos e várias outras classes de artistas se encarregam de tocar o coração da população, sensibilizando-a para o suposto drama vivido pelos gays discriminados. Quem não se lembra da cena de Eu os declaro marido e Larry, onde os pobres gays choram desconsolados quando são ofendidos pelos cristãos fundamentalistas? Ou da recente novela Ti-Ti-Ti, onde o namorado gay do filho de uma (adivinhem!) cristã fundamentalista é rejeitado, durante um bom tempo, de forma tão desumana e irracional por esta? Ou da música Maurício, do Legião Urbana, em que o personagem clama por ouvir “uma canção de amor que fale de pessoas como ele que deixaram a segurança do seu mundo por amor”?
  • Os jornalistas se encarregam de moldar a opinião e a linguagem pública – taxando de homofobia qualquer atitude que seja desconfortável para os gays (como se pode ver aqui), dando repercussão excessiva a qualquer agressão aos gays (como neste caso), usando os termos cunhados pela militância, como “homofobia” e “direitos dos homossexuais”, como se fossem termos isentos de ideologia – enquanto escondem fatos que depõem contra a militância gay – como o absurdo do “kit-gay” (que pode ser visto aqui), as ofensas sofridas por heterossexuais em paradas gays (aqui), etc.
  • Os cientistas sociais se encarregam de manipular a imagem que temos da realidade, publicando números exagerados, sem indicação de metodologia ou até mesmo falsos, seja em relação às agressões aos homossexuais, seja para tentar mostrar o homossexualismo como algo natural (aqui, aqui e aqui)
  • E, finalmente, surgem os políticos oportunistas propondo leis totalitárias e inconstitucionais para agradar esse lobby político tão barulhento – como pudemos ver no caso da aprovação do STF da união gay e no caso do PLC 122, sobre o qual se pode saber mais aqui, aqui e aqui.

Mentiras, desinformação, totalitarismo, chantagem emocional, terrorismo político: É tudo isso que é defendido e incentivado quando alguém diz que está lutando contra o preconceito, quando alguém afirma que de fato há todo esse preconceito contra os homossexuais, quando alguém usa a palavra estúpida e mentirosa “homofobia”. O mais triste é ver pessoas que se dizem cristãs dizerem que são contra o preconceito contra os homossexuais, como se este fosse um fato incontestável. Pessoas que acham que pensam por conta própria, mas que na verdade apenas são idiotas úteis nas mãos de um estratégia política tão suja, quanto bem planejada.

Quando o que está em jogo é a liberdade de dizer a verdade e de pensar dentro da normalidade e da moralidade, mesmo a simples omissão destes que se dizem cristãos é um crime que clama aos céus por vingança!

Viva a discriminação e a desigualdade!!!

Continuando com a minha cruzada para desmascarar as fumaças intelectuais, aquelas idéias e preconceitos vindos do mundo das trevas que nos impedem de pensar com clareza, trago à baila um dos slogans mais estúpidos do nosso tempo, que é um dos principais cavalos-de-batalha do discurso politicamente correto. Hoje em dia é muito comum vermos pessoas – principalmente se estão concorrendo a cargo público – falarem que “devemos acabar com a discriminação e a desigualdade”. Neste ponto, alguma pessoa de “bom coração” e de miolo mole poderia me perguntar: “Mas onde está a estupidez nisso aí?”, ao que eu respondo “Tenha calma, pequenino, que a verdade será revelada diante dos seus olhos!”.

Acabar com a discriminação? Ora, imaginem que a discriminação acabasse na face da Terra. Imaginem o ser humano sem a capacidade de discriminar. Imaginem que uma pessoa, tendo diante de si um punhado de comida e um punhado de fezes, não fosse capaz de discriminar uma coisa da outra… Aposto que boa parte das nossas refeições seria um tanto desagradável – e nada nutritiva! Imaginem que não nos fosse possível distinguir a cor clara da cor escura. Não seria possível ler nada, pois só conseguimos ler porque o contraste claro/escuro nos permite discriminar os símbolos que chamamos de letras, que formam palavras, que formam frases, que expressam idéias.

Acabar com a desigualdade? Ora, imaginem como seria bonita uma sociedade que tratasse de maneira igual o Alexandre Nardoni e a Zilda Arns! Por que um assassino é tão discriminado numa sociedade que honra pessoas bondosas, não é mesmo? Imaginem que tivéssemos que tratar igualmente os competentes e os incompetentes. Aposto que seria muito seguro ir ao médico!

Discriminação é apenas a capacidade que temos de diferenciar uma coisa da outra. Como vimos, ela é necessária até para a nossa sobrevivência. É estúpido querermos acabar com a discriminação. É preciso discriminar remédios de venenos, bandidos de cidadãos honestos, o certo do errado! Se alguma coisa deve acabar é o preconceito na hora de discriminar, e o ato de discriminar por razões falsas ou injustas. A questão das cotas raciais nas universidades é um belo exemplo de como é irracional esse discurso de acabar com a discriminação. Pois na tentativa de igualar artificialmente a todos, é gerada uma dupla injustiça: com aqueles que não têm direito às cotas, que passam a não poder mais competir em pé de igualdade com aqueles que têm o direito; e com os que têm o direito a elas, pois se insinua que eles sejam intelectualmente incapazes de entrar na Universidade. Por outro lado existem discriminações legítimas que, apesar disso, estão na mira do discurso politicamente correto, como é o caso da discriminação religiosa. Afinal: não devo aceitar que se toque música protestante na minha paróquia, pois se o protestantismo surgiu de erros de interpretação da Doutrina Cristã, é óbvio que suas músicas carregam estes erros, por mais que os protestantes tenham boas intenções de louvar a Deus, etc.

Igualmente estúpido é querer acabar com a desigualdade, mesmo que seja a desigualdade social. Pois é apenas numa sociedade desigual é que é possível que uma pessoa tenha ascensão social, que ela possa – na linguagem popular – subir na vida. Afinal, numa sociedade em que tudo é igual e nivelado não tem para onde ascender. Também não é legítimo tratar de modo igual uma cultura primitiva antropofágica e cultura que recebemos dos europeus, racional e humanizada. A desigualdade existe na natureza e na sociedade e é preciso aprender a respeitá-la mesmo que os gritinhos histéricos do “homens de boa vontade” digam que não. Do mesmo modo que no caso da discriminação, devemos acabar apenas com as desigualdades injustas.

Alguém poderia argumentar que estes slogans servem para motivar a acabar com a discriminação e a desigualdade justamente por elas serem injustas. Mas aí é que está o erro, pois o slogan não faz discriminação entre o que é justo e o que é injusto, e é precisamente nisto que reside a sua eficácia: em transformar palavras em símbolos, para que as pessoas tenham a ilusão de que sabem exatamente “quem é o seu inimigo”. Alguns poucos exemplos desfavoráveis de discriminação e desigualdade, então, bastam para convencê-los a renegar tudo o que esteja ligado a estas palavras, pois elas passam a ser vistas como más por si só. E através deste preconceito é que são excluídos estes dois termos, que são apenas neutros, do terreno dos conceitos ou situações válidos. Como podemos pensar claramente se mutilamos a nossa capacidade de raciocinar, excluindo sem refletir duas idéias importantes só porque um slogan estúpido nos diz que devemos acabar com elas?

A clareza de pensamento consiste justamente em termos cuidado para não jogarmos o bebê fora junto com a água do banho. Afinal, sabemos muito bem discriminar o bebê da água suja e tratar ambos de forma apropriadamente desigual.

Aborto e Eutanásia na Série Sagrado da Globo

Quando eu vi as chamadas da série Sagrado da Rede Globo, eu comentei com a minha esposa que eu tinha medo dela. Toda vez que alguma iniciativa do show business se diz pautado na “diversidade religiosa”, me dá um calafrio na espinha, do cóxi até a nuca. Isto se dá porque eu sei que além de o verdadeiro mediador de toda esta pluralidade (brrr!) ser o demoníaco relativismo religioso, os produtores escolherão sempre os exemplares – reparem que eu não disse representantes, mas exemplares – mais progressistas de cada confissão religiosa. O show business simplesmente não pode agir de outra forma, pois o progressismo está autoritariamente infiltrado em todos os cantinhos e frestas da mídia – televisiva, radiofônica, impressa ou internética. Mas os espectadores têm que ser muito retardados para engolir toda essa propaganda ideológica fantasiada de “diversidade”.

Durante a semana passada, foram exibidos pedaços do vídeo em que o pastor protestante Israel Belo de Azevedo faz comentários sobre o momento em que começa e termina a vida humana. No vídeo, o locutor pergunta: “E para a Religião? Quando se dá o início e o fim da vida?”. Curiosamente, a única opinião a ser expressa é a do pastor. Mas, por quê? A resposta podemos deduzir da própria opinião dele. No vídeo, diz o pastor que “podemos pensar, então, que o início da vida se dá quando o embrião gruda no útero. Até então temos uma expectativa de vida (!). E a partir daí temos a vida propriamente dita. Quanto ao final da vida, podemos pensar que ela termina quando a pessoa, o ser humano pára de pensar, pára de ter consciência de si. Esse é o fim da vida”. Quanta convicção! Mas, afinal, baseado em quê o pastor afirma tudo isso? No exame de sola scriptura?

Parece que não, pois num artigo que ele escreveu para uma revista protestante ele mesmo disse que: “A Bíblia não estabelece quando a vida termina, como não explicita quando ela começa”. E mais adiante na mesma revista ele diz que “escolhe, com tremor” ter as opiniões que tem. Escolhe, baseado em quê? Ele nunca diz. Eu também não vou especular. Mas a convicção que ele parecia ter sobre o tema já foi para o espaço.

Nessa hora as coisas começam a não fazer sentido nenhum. Pois, afinal, por que a produção da série escolhe como único comentarista do tema logo alguém que parece não estar convicto de suas próprias opiniões sobre ele? Creio que o único caminho que resta seria perguntar a quem interessa que apenas a opinião do Belo de Azevedo seja tomada como amostra representativa da opinião “da religião”? Cui Prodest? A resposta é simples: Defender que a vida começa na nidação interessa aos defensores da destruição de bebês em estado embrionário para pesquisa de células tronco e àqueles que insistem contra o parecer dos médicos que a chamada pílula do dia seguinte não é abortiva. Defender que a vida termina com a cessação da consciência interessa aos defensores da eutanásia. Seria uma coincidência estas coisas estarem na agenda progressista?

A propaganda da própria série mente quando diz que ela é pautada na diversidade religiosa. Pois, por que sobre esse assunto não foram consultados outros religiosos, como por exemplo Dom José Cardoso? Ou o Pe. Lodi da Cruz? Ou mesmo a dra. Lenise Garcia, que além de cristã é médica? Eles não “tremeriam” em nenhum momento ao expôr seu pensamento sobre o assunto! Por que, ao invés deles e em nome dadiversidade religiosa, chamar alguém que apóia críticas sem fundamento à postura de Dom José Cardoso no caso da menina que foi estuprada pelo padrasto, como podemos ler aqui e aqui? E por que, em nome da diversidade religiosa, chamar alguém que aproveita um assunto em comum a Igreja Católica para atacá-la baseado em mentiras, como se pode ver aqui?

Eis a seriedade e o respeito às religiões com os quais a Globo trata os assuntos que dizem respeito a elas. É o velho papo furado progressista da “diversidade religiosa”, que esconde ataques velados à Igreja Católica e aos verdadeiros defensores da vida.

Ainda sobre a possibilidade de um mundo sem violência

Ainda com relação à postagem do dia 06/10/2009, sobre a possibilidade de não mais existir violência no mundo, tinha dito lá que pessoas autoritárias sempre existiriam, e por sua própria natureza, sempre conseguiriam ter algum sucesso em sua busca por poder e controle. Disse também que com essas pessoas o diálogo é impossível, pois eles podem transformá-lo num mero instrumento para ganhar tempo.

Um exemplo bem concreto é o do Movimento dos Sem Terra. Há alguns dias a Rede Globo tem mostrado um vídeo de um trator destruindo pés-de-laranja em uma fazenda. Na reportagem, a coordenadora do MST fala – com um ar de quem acredita estar fazendo um bem – que os pés de laranja só foram destruídos para que fosse plantado feijão no lugar. E ainda sublinha: “ninguém vive só de laranja”.

Alguns comentários se fazem pertinentes antes de seguirmos adiante. Primeiro, ninguém vive só de laranja. Mas ninguém também vive só de feijão! Além do mais, o vice-presidente da federação paulista de agricultura afirma, no mesmo vídeo, que a destruição dos pés-de-laranja não era necessária, e que poderia haver uma alternância de culturas. Acontece que o feijão evoca muito mais facilmente a idéia de comida, de alimento, do que a laranja. Assim, fica aquela impressão ligeira de que eles estão destruindo algo que não serve para matar a fome, para plantar algo que serve para matar a fome. É uma estratégia para influenciar o pensamento dos menos atentos. É o primeiro sinal do autoritarismo dessa gente. Mas não para por aí!

Havia outras opções mais produtivas do que simplesmente destruir o trabalho da Cutrale. E menos violentas do que expulsar famílias tão pobres e que dependem tanto da produção agrária quanto as famílias do MST. As laranjas poderiam ser vendidas para comprar feijão. Haveria também a cultura alternada já citada. Mas, reparem, se foi feita a escolha totalmente deliberada de destruir desnecessariamente mais de cinco mil(!!!) pés-de-laranja, e ainda se dá como “justificativa” um argumento que se pretende humanitário sem dizê-lo às claras, é óbvio que foi uma ação de terrorismo. Por falar nisso, alguém reparou os caminhões, que são propriedade da empresa, que foram marcados com as iniciais “MST”, o que indicam que foram apropriados pelo movimento? No meu mundo peculiar, isto se chama roubo. Como a invasão de uma fazenda, que ainda por cima de improdutiva não tem nada.

Vejam bem: que argumentos usar contra pessoas que não têm escrúpulos de roubar caminhões, expulsar famílias pobres que não têm condições de se defender e destruir muita comida, com o ar beato de que está apenas lutando por uma melhor distribuição de terras? Além do mais, que em outras frentes usa argumentos totalmente diferentes, procurando sempre adaptar o seu discurso ao destinatário, não importando a verdade objetiva, importando apenas que o ouvinte seja convencido? Podemos ver isto que eu acabei de falar nesta entrevista concedida pelo sr. João Pedro Stedile à Folha de São Paulo, e “clipada” no Blog do Reinaldo Azevedo.

O mais irônico de toda esta situação é ver uma entidade que se diz pacifista, como a CNBB, ter em seu seio a Comissão Pastoral da Terra, que defende a destruição da plantação. O Jorge do blog Deus lo Vult mandou uma carta à CNBB a respeito disto tudo. Vamos ver se vai ter resposta…

Como se pode ver de tudo o que foi dito acima, apesar de ter opções pacíficas, um movimento que diz ter um propósito bom (a melhor distribuição de terras para a cultura agrária), preferiu usar a violência e outros meios baixos e cruéis para conseguir seus objetivos. E preferiu, justamente porque acredita que seus alegados objetivos, sua alegada causa, justifica qualquer ato de terrorismo.

Com o MST à solta, alguém ainda acredita que um mundo sem violência seja possível?

É possível um mundo sem violência???

Por estes dias, tem sido exibida na TV uma convocação para a Marcha Mundial Pela Paz e Pela Não-Violência. No anúncio, vários artistas, alguns bem carismáticos, outros nem tanto assim, convocam o telespectador a participar. Mensagens bonitinhas e simpáticas. Não despertaria nenhuma objeção especial minha não fosse por um fato: a marcha usa como argumento uma mentira flagrante, que é dita claramente no anúncio – a de que é possível um mundo sem violência.

Não sou pacifista. Os que me conhecem bem sabem que nunca fui. A violência não me assusta, apesar de eu já ter sido vítima dela algumas vezes. Já apanhei durante um assalto e já me envolvi em briga de rua que começou por motivo bobo. E já corri de tiroteio. E eu não me assusto com ela, porque meu bom senso me diz que de vez em quando eu vou sofrer com ela, e que antecipar este sofrimento com o medo é uma estupidez. Não tenho nada contra quem faz militância contra a violência porque acredita que conflitos podem ser resolvidos apenas com o diálogo. Tentar diminuir a violência, tentar incutir uma “cultura de não-violência” chega a ser uma causa nobre às vezes. O que não pode é contar mentira, iludir o povo, para que este objetivo seja alcançado!

Um mundo sem violência não é possível. Simplesmente não é. E não é, porque sempre existirão pessoas autoritárias e egocêntricas. E, eventualmente, algumas delas conseguirão adquirir certo poder sobre outras pessoas. Não há diálogo com estas pessoas! Elas têm que ser combatidas! Pois o autoritarismo não admite diálogo, principalmente quando ele está combinado com o egocentrismo. Não há negociação com o terrorismo, como não há negociação com o revolucionário que está convencido de que está “fazendo a história acontecer como deve acontecer”. Você tentaria negociar com o crime organizado, tentando convencer um traficante de drogas de que o que ele faz é errado? Pessoas assim acreditam que mesmo quando fazem coisas consideradas erradas, como mentir, estão fazendo algo de bom, pois seu referencial ético é o compromisso com a causa. Quando você tenta convencê-los de que o que fazem é errado, é você que está cometendo o “supremo pecado” de tentar tirar sua lealdade pela “causa”. E quando eles mentem, fingindo que concordam com algum ponto posto por um pacifista, está apenas fazendo o que é necessário pela “causa”. Seja essa causa a utopia, ou simplesmente o lucro pelo tráfico.

É por isso que toda sociedade deve ter uma polícia e um exército, e estas forças não podem ser substituídas por embaixadores e diplomatas. Contra os autoritários internos, polícia. Contra os autoritários externos, exército. É a violência injusta, dos bandidos e dos tiranos, que deve acabar, e ela não acaba com negociações. Contra eles, é justo certa dose de violência. É justo tirar a liberdade de um bandido. É justo arrancar o poder das mãos de um governante que quer impor sua vontade ao povo. Logo existe uma violência que é justa e necessária.

As pessoas mais sentimentais tendem a acreditar que todos os conflitos podem ser resolvidos pelo diálogo. Ninguém deve desistir de seus sonhos. Mas o que ninguém pode fazer é abdicar do bom senso. Um pacifista pode até abdicar de seus direitos básicos, como sua liberdade pessoal, liberdade de expressão, e até mesmo sua integridade e sua vida, a fim de evitar um conflito que pode descambar para a violência. Mas não pode iludir outras pessoas para que façam o mesmo. Não podem repetir um slogan mentiroso. Se querem ignorar um dado da realidade, o de que infelizmente a violência às vezes é necessária, têm a liberdade para fazê-lo. Mas tentar esconder a realidade de outras pessoas, aí já é demais.

Eu apoiarei qualquer marcha pela paz, passeata, show de circo ou o que quer que seja, no dia em que convencerem o Fernandinho Beira-Mar, as FARC, o Hugo Chávez, o Fidel Castro e o Ahmadinejad a participar dos mesmos eventos. E claro, eles também têm que desistir de seu autoritarismo. Até lá, a única coisa que eu apoiarei, para eles é no mínimo a cadeia. No mínimo. E ainda vai ser justo.

Homofobia

O uso de expressões como homofobia e homoafetivo, é estúpido. Não são expressões feitas para serem levadas a sério, pois se o fossem, seríamos forçados a considerar que uma “mistura homogênea” é aquela composta por elementos… gays! Imaginem: o hélio tendo que usar uma roupa “su-per lu-xu-o-sa” por ser um “gás nobre”. O prefixo homo usado para designar simplesmente “homossexuais” é uma generalização tão grosseira que só pode ser aceito num meio onde a liberdade para pensar e raciocinar está, cada dia, mais prejudicada.

O termo homofobia, como é usado hoje em dia, implica numa grande e descarada mentira: a de que qualquer oposição feita ao modo de vida gay é movida pelo “medo do que é diferente”. Essa também é uma generalização estúpida, mas com certeza é muito mais perigosa.

Acontece que estão tentando enfiar goela abaixo da população a tal da “Lei da Homofobia”. Pior: ela fará parte do código penal, mandando prender os sacerdotes que não estarão fazendo mais que repetir o que está na Bíblia Sagrada! O conceito de homofobia é mentiroso, mas se fosse uma verdade, uma lei que a punisse não deixaria de ser uma atrocidade da mesma forma. Ou então, para sermos justos, teríamos que ter uma lei para punir a claustrofobia, pois os acometidos deste mal podem atacar pessoas dentro de elevadores ou até morrer disto; devíamos ter uma lei contra a aracnofobia, pois por causa dela milhões de aranhas são assassinadas todos os dias. Além do assassinato isto pode causar um grande desequilíbrio ecológico! Que faremos? Vamos proibir que se fale do veneno das aranhas? Vamos tirar suas imagens das latas de inseticida? Vamos fazer de tudo para não magoá-las?

Ironias à parte, ninguém precisa acreditar em mim. É só conferir os projetos na Câmara Federal e no Senado, respectivamente aqui e aqui. Há também algumas polêmicas envolvendo os mesmos aqui, aqui e aqui. E são só algumas delas…

Fobia é um termo médico, usado para identificar medos crônicos. Por mais que a tal da homofobia fosse realidade, além de ter um nome estúpido, ela deveria ser tratada como uma doença e não um crime. Não se manda para a cadeia que tem T.O.C. ou depressão, estas pessoas são tratadas. A intenção, como se vê, não é proteger os homossexuais, pois agressão e homicídio ainda são crimes, mesmo sem lei da homofobia. A intenção é e sempre foi censurar e acabar, aí sim, com aqueles que pensam de modo diferente.

Generalizações grosseiras, terminologia irracional, mentiras, intolerância a quem pensa de modo diferente: é tudo isso que quem defende e apóia a luta contra a homofobia está defendendo e apoiando; e nos forçando a engolir, calados, sem direito de resposta, por que aí nós já teríamos democracia demais, não é?

Os cristãos principalmente, que serão os mais perseguidos, não devem de modo algum compactuar com esta castração que os ativistas estão tentando nos impor. Não devemos, em hipótese nenhuma usar este vocabulário feito justamente para nos amordaçar, devemos chamar as coisas pelo nome que têm, sem eufemismos irracionais. Ou simplesmente aceitar uma caça às bruxas, que nós nunca fizemos, mas que farão conosco.

E que venham as pedradas…