Testemunho: Primeira Missa Tridentina do Leandro Salvagnane

NOTA: Recebi este texto por e-mail há alguns dias e o publico na íntegra. Ele é o testemunho do Leandro Salvagnane Correia, leitor do Battle Site, cuja primeira contribuição para este espaço aconteceu na postagem Captare recomenda: In Prælio e que motivou a redação da postagem Esclarecimentos sobre mim e sobre o tradicionalismo. Este testemunho é como que um eco do testemunho que eu mesmo dei em situação semelhante e que vocês podem conferir na postagem Experiências religiosas. Fico muito feliz quando vejo católicos que conseguem romper as muitas barreiras de preconceitos do, por assim dizer, “catolicismo moderno” e conseguem descobrir os magníficos tesouros de nossa Tradição bimilenar!

Pessoal, boa noite.

Gostaria hoje de, na simplicidade de coração, compartir com vocês um pouco da experiência que tivemos domingo último (23/10/2011) na participação pela primeira vez em nossas vidas de uma Missa no rito Tridentino (que tem este nome por ter sido estabelecido pelo Papa São Pio V seguindo o mandato que recebeu no Concílio de Trento, séc XVI, mas cuja forma existe na Igreja Católica desde o século II, conforme atestado por S. Justino, mártir no ano 165 d.C.). Pudemos conhecer mais de perto uma parte da Tradição Católica que não conhecíamos antes.

A Missa Tridentina tem uma estrutura um pouco diferente, há várias orações que não existem na Missa nova que conhecemos (promulgada pelo Papa Paulo VI em 1969), em especial nas partes dedicadas à Oferta, ao Sacrifício (mais conhecido como Consagração) e à Comunhão, onde há algumas orações diferentes das modernas. Mas mais superficialmente notáveis são três diferenças:

Idioma litúrgico: a utilização do latim como a língua da oração da Igreja, e o motivo é que uma vez que o latim é uma língua “morta”, isto é, não sofre mais alterações semânticas e ortográficas como ocorrem nas línguas vernáculas, preserva-se o rito imune de erros litúrgicos ou doutrinais que podem ocorrer por regionalismos ou alteração de significado. As partes que não são orantes (ex. intenções da Missa, leituras e homilia) são feitas em língua vernácula. Nesta Missa que participamos foi assim, em latim,  no folheto havia, lado a lado, as orações em latim e em português, o que nos auxiliou na compreensão.

Posição do sacerdote: o sacerdote faz todo o ritual de Ofertório e Sacrifício versus Deum (vulgarmente conhecido como “de costas ao povo”) onde toda a assembleia em conjunto com o celebrante estão em um mesmo sentido ante o altar, dirigindo orações ao Deus Filho, guardado no Sacrário sob as espécies consagradas. Nesta Missa que participamos foi assim, com o sacerdote versus Deum.

Música: Talvez o ponto que chame mais a atenção é a ausência total de instrumentos musicais, então em todas as partes da Missa que são destinadas à música são usados cantos gregorianos, em latim. Nesta Missa que participamos foi assim, onde um coral de cerca de oito homens entoaram, em geral em uníssono, belos cantos com voz serena e sem estridência.

Minha “turma” nesta aventura do domingo foram nossos amigos (casal) Suzana e Henrique, minha esposa Karina, minha filha de 18 meses Maria Gabriela (a Gabi) e eu.

MAS AO FINAL DAS CONTAS, QUAL O SENTIDO DO RITO TRIDENTINO HOJE QUANDO TEMOS O RITO DE PAULO VI, MAIS MODERNO E – É IMPORTANTE RESSALTAR – NUMA LÍNGUA QUE TODOS COMPREENDEM? Quando recebi o convite do amigo Edwin para participar desta Missa, talvez a primeira imagem que me veio à cabeça é que estaríamos numa igreja cheia de velhas senhoras que resistem à modernidade, e que gostam de ficar em seu “gueto”. Puro engano!

A visão que me surpreendeu no momento da Missa foi a quantidade de jovens, assim como a maioria de nós: casais jovens, menos de 30 anos de idade, com ou sem filhos, além dos solteiros, estes jovens compunham pelo menos 80% da assembleia. Havia crianças também, e muitas. Até tive a graça de presenciar, no decorrer desta mesma Missa, a Primeira Eucaristia de um rapazinho de 8 anos, Rafael, que Deus o abençoe. Quanto aos adolescentes, devo confessar que só vi uma, acompanhada dos pais. No total éramos cerca de 60 pessoas na capela.

Mas voltando um pouco para alguns minutos antes do início da Missa, os jovens lá estavam fazendo um grupo de estudos católicos (talvez seja mais comum ao nosso vocabulário se dissermos “grupo de jovens”) onde foram debatidos temas atuais e o testemunho cristão de vida na sociedade – esta reunião estava acontecendo ao lado da capela no momento em que eu cheguei, havia cerca de vinte jovens reunidos, enquanto seus filhos, umas dez crianças de 0 a 4 anos, brincavam na quadra ao lado. Coloquei a Gabi para brincar com eles… ela se enturmou rapidinho… hehehe.

“Nos reunimos sempre e estudamos porque nos dias atuais o mundo perdeu a referência do que é ser católico”, disse-me o Edwin em outro momento.

Enquanto isso nossos amigos Suzana e Henrique e minha esposa Karina, dentro da capela, recebiam a acolhida e boas-vindas do pessoal que cuida da celebração, juntamente com uma explicaçãozinha rápida de como acompanhar a Missa com o folheto.

Quando a Missa finalmente começou, foi aí que entendemos o porque de haver tantos jovens dentro da igreja: nesta Missa, o que presenciamos foi, ao contrário de muitas Missas que temos visto recentemente, onde ao invés de se educar os jovens para a santidade e valores cristãos, ao contrário, tenta-se imitar o que há lá fora, no mundo, na esperança de agradar ao mundo – o sentimento que tivemos é que a Missa da Igreja, este colosso espiritual que existe há dois milênios e tem em seu centro Jesus Cristo cuja celebração é atualizada todos os Domingos, independe da criatividade do celebrante ou do instinto competitivo das equipes de liturgia (cada uma querendo fazer mais “bonito” e chamar mais a atenção para si que a outra), onde teatros, cartazes e solos de guitarra tentam se colocar no centro da Celebração Eucarística ao invés de apontar para Cristo.

Em uma época em que vivemos num relativismo que tenta contagiar todos os âmbitos de nossa vida, onde a concepção geral é que “tudo é bom e belo desde que alguém consiga assimilar”, foi uma excelente experiência para mim e minha família presenciar o que é belo de verdade, lembrando-se sempre que Deus deixou uma ordem objetiva para as coisas; o “belo” ou “feio” não são questões subjetivas a serem avaliadas independentemente de seu contexto e consequências morais. Muitos católicos ou até padres hoje não fazem questão de lembrar que fazem parte da Igreja Una de Cristo, mas o fato de não se lembrarem não reduz esta verdade objetiva. Sei que há não-católicos lendo isto, mas mesmo assim não posso fugir desta realidade, vocês devem tentar entender o que estou tentando dizer sem apelar para o irenismo.

Foi bom para nós saber que, apesar de haver muitas Missas prejudicadas pela falta de obediência ou de fé de alguns sacerdotes e Bispos (especialmente naquelas Missas transmitidas pela televisão), que mudam deliberadamente as orações da Missa e desobedecem as rubricas do Missal, ainda assim podemos estar em comunhão plena com a Igreja que Cristo, o Filho de Deus, nos deixou e da qual é a Cabeça. E nem foi necessário ir à Praça de São Pedro no Vaticano para perceber isto, não foi necessário ir a uma reunião do Opus Dei, nem mesmo entrar num Mosteiro beneditino. Pudemos conhecer esta Comunhão Eterna (Eterna porque está em todos os lugares e em todas as épocas) ali, numa capela anexa a uma creche de uma esquina da Avenida Campos Sales, da cidade de Americana, e nem precisamos pagar pedágio para isto!

Enfim, nós não tivemos nenhum êxtase durante a santa Missa, não foi aquilo que acontece em uma reunião de espiritualidade onde dizem “foi uma bênção porque eu senti Deus”, mas sim: foi uma bênção para nossas vidas conhecer este âmbito do Catolicismo que nunca deveria ter saído do foco.

Sinceramente, eu ainda não sei responder à pergunta que eu mesmo formulei nove parágrafos acima (está em negrito); gente mais gabaritada do que eu diz que é porque a Missa Tridentina é mais tradicional, ou porque as partes da Missa são mais claramente distinguidas, que a sacralidade é maior, agrada mais a Deus… tudo isso é verdade, mas confesso que ainda não sei a resposta exata.

Só sei que, se for pela graça de Deus, no próximo domingo, dia 30, estarei lá novamente, se Deus quiser, para buscar aprender mais. A Missa acontecerá às 18h, mas vou aproveitar a viagem para participar do início da Novena de Natal que se iniciará uma hora antes, às 17h, na mesma capela. Convido a quem desejar participar conosco, que venha, se desejar fale comigo para saber mais detalhes.

Assim como o Edwin conseguiu me convencer e, por que não dizer, me venceu pela curiosidade até, estou tentando despertar em vocês, caros amigos, quem sabe, uma pequena semente. Não que seja um convite derradeiro (“é agora ou nunca”) e muito menos uma pretensão de exclusividade (“esta Missa está certa e as outras estão erradas”), mas a mensagem que tenho é que vocês não podem passar desta vida sem ter conhecido, ao menos uma vez na vida, uma Missa Tridentina. O fervor com o qual o padre celebra. O ambiente orante no qual se dá todo o processo.

Para completar, sabemos bem que devemos julgar uma árvore pelos frutos, e fiquei sabendo hoje que entre aquelas pessoas que frequentam a Missa Tridentina há três vocacionados: dois rapazes que irão para o Instituto Bom Pastor na França, e uma moça que está ingressando no Carmelo Eremítico de Atibaia. Rezemos, pois, por eles.

A Missa Tridentina acontece todo domingo em Americana, rua Casemiro de Abreu, esquina com a avenida Campos Sales, a partir das 18 horas, na capela São Vicente de Paulo. Eu também não sei chegar lá exatamente, mas o GPS sabe.

Paz e bem.

10 opiniões sobre “Testemunho: Primeira Missa Tridentina do Leandro Salvagnane

  1. Olá, Diogo, salve Maria.

    Mais uma vez a sua acolhida é inspiração para mim e para os demais cristãos de bem.

    Realmente, eu até havia me esquecido que foram você e o Jefferson do In Praelio que lançaram as primeiras sementes tradicionalistas em mim, o que me ajudou a vencer o preconceito que eu tinha com relação ao tradicionalismo.

    Não tenho mais muitas palavras, tudo o que eu queria dizer já está acima, eu só gostaria de pedir para aqueles que participam da Missa Nova assiduamente e amam a Cristo, apesar do que alguns padres costumam dizer sobre a Missa Tridentina no sentido de convencê-los a permanecer na Missa Nova, que dessem uma chance à Missa Tridentina. Afinal, somos todos católicos, vocês não estariam em um ambiente profano (é diferente de visitar um templo de outra denominação, por exemplo), ao contrário: é a Missa dos santos, dos mártires. Seguem alguns exemplos de pessoas que celebravam/participavam da Missa Tridentina: São Francisco de Assis, Santo Padre Pio, São Luís Maria Grignion de Montfort, Santa Clara de Assis, São João Bosco, São Domingos Sávio…

    Se alguém tiver a vontade de conhecer e não souber onde encontrar uma Missa Tridentina, escreva aqui nos comentários o nome de sua cidade e eu tentarei ajudar, se eu não souber, com certeza alguém ajudará.

    Fiquem com Deus.

    • Caríssimo Leandro, Laudetur Dominus!

      Só um comentário: quando mencionei a “muralha de preconceitos”, não necessariamente eu estava me referindo a você pessoalmente, e sim falando de um modo geral: os preconceitos encontram-se por toda a volta.

      Parabéns pela experiência e que Deus te mantenha neste caminho!

      Pax et Salutis

  2. Pessoal, boa noite, salve Maria!

    Acrescento mais um detalhe de minha vida para todos os leitores do Battle Site, ontem, dia de Todos os Santos, descobrimos que minha esposa está grávida novamente, estamos esperando agora o irmãozinho da Gabi que virá, se for pela graça de Deus, em junho/julho de 2012.

    Isso é que eu chamo de uma enxurrada de bênçãos.

    Fiquem com Deus.

  3. Leandro,

    Salve Maria!

    Não imaginas a felicidade com que li seu relato, ainda mais quando leio que o começo foi aquele “debate” (bastante proveitoso) que tivemos. É justamente isso, não é preciso ser um “tradicionalista” (até porque não me considero um) para amar a Missa Tridentina, é um tesouro de todos nós, é algo inspirador. Gostaria de recomendar-lhe duas obras que te levarão a despertar total amor pelo rito:

    As obras são “Voltados Para o Senhor” do grande liturgista Mons. Klaus Gamber e “A missa de Frente para Deus” de Jean Fournée.

    Já escrevi sobre ambas em meu blog:

    http://praelio.blogspot.com/2009/06/missa-de-frente-para-deus-ou-de-frente.html

    http://praelio.blogspot.com/2010/01/depois-de-muita-procrastinacao.html

    E tem também um texto de minha autoria: http://praelio.blogspot.com/2010/02/o-ultimo-olhar-dos-martires.html

    Se tiver interesse, tenhos os livros em PDF e posso enviá-lo.

    Diogo,

    Que São Pio V interceda por todos nós!

    Pax et bonvs!

  4. Porque as pessoas com mais idade naõ gostam da missa antiga? é facil responder,hoje podemos escolher qual rito,queremos participar.Antes naõ,a missa é era pura devoçaõ pessoal,nada de comunitária,fraterna,contrario ao verdadeiro sentido.

    • Prezado Gibas, Laudetur Dominus!

      Em primeiro lugar, peço desculpas pela demora em responder. Tenho esposa, trabalho e faculdade e por isso às vezes eu demoro a dar a atenção que eu gostaria ao site.

      A sua visão é de uma pessoa que não conheceu aqueles tempos, ou se o conheceu, pegou apenas o final.

      Você se engana se pensa que são todas as pessoas de mais idade que não gostam da “Missa Antiga”. Mas aqueles que não gostam, só não gostam porque tiveram sua cabeça preenchida de preconceitos quanto ao Rito Gregoriano. Quando as pessoas ouvem durante muito tempo, até mesmo padres falando de maneira debochada da “missa de costas pro povo”, “da missa de cara pra parede”, “da missa em latim que ninguém entende”, “das velinhas rezando o terço durante a missa”, é óbvio que em algum momento elas passarão a desprezar essa coisa. Mas repare que nenhuma dessas coisas é argumento sério. Sejamos francos: qualquer idiota pode repetir igual papagaio todas essas coisas. Quando passamos para os argumentos teológicos, ou mesmo os simplesmente racionais, a coisa fica bem complicada para a Missa Nova.

      Não sei o que você quer dizer quando fala em “verdadeiro sentido da Missa”. Para mim, o verdadeiro sentido da Missa é aquele exposto nos documentos do Magistério da Igreja: Concílio de Trento, Mediator Dei e até em umas partes da Sacrossanctum Concilium. E nessa Tradição o sentido comunitário está longe de ser o principal. As mesmas pessoas que espalharam os preconceitos acima descritos se encarregaram de tentar convencer todo mundo de que esse era o verdadeiro sentido da Missa, mas o que os papagaios não sabem é que essa idéia surgiu no protestantismo.

      Mas mesmo assim, é uma grande bobagem dizer que o Rito Antigo não oferece nenhuma experiência comunitária. Ele oferece exatamente a mesma experiência comunitária que o Rito Novo: o sacerdote oferece o Sacrifício pelo povo e o povo se une em oração com ele. Não tem como uma Missa ser mais comunitária do que isso e ser ortodoxa ao mesmo tempo.

      Vou te fazer umas perguntas: você por acaso já foi a uma Missa Tridentina? Já estudou a fundo os argumentos que usam para defendê-la? Já estudou os documentos do Magistério que eu citei? Se não, considere a possibilidade de lê-los com atenção, e você vai ver que as coisas não são exatamente assim como te fizeram acreditar.

      O Rito da Missa simplesmente não pode ser como uma roupa ou uma comida que você escolhe à vontade.

      Pax et Salutis

  5. Diogo, Salve Maria!

    Estava pouco antes lendo as palavras do então Card. Ratzinger, e elas me espantaram por parecerem dizer, justamente, o contrário do que você nesse último comentário disse.

    O trecho é este: “Occorre riconoscere, d’altra parte, che la celebrazione della vecchia liturgia aveva perduto molto, rifugiandosi nell’individualismo e nel privato, e che la comunione fra sacerdote e popolo era insufficiente.” («A dieci anni dal Motu proprio Ecclesia Dei»)
    http://www.internetica.it/neocatecumenali/Ratzinger-EcclesiaDei.htm

    Talvez seja só uma má interpretação minha.

    Abraços.

    • Caríssimo Nelson, Laudetur Dominus!
      Você não se enganou: de fato, neste pronunciamento, o então Cardeal Ratzinger, diz uma coisa totalmente oposta do que eu disse no comentário acima. Mas repare que, apesar de ser o Cardeal Ratzinger que fala, ele não dá nenhuma fundamentação para tal proposição. Só posso concluir, então, que ele diz o que diz devido ao preconceito, muito difundido naquela época (e ainda hoje!), de que a forma nova favorece mais a comunhão sacerdote-povo do que a forma antiga.
      Como eu disse, os elementos de comunhão da Missa Nova são os mesmos da Tradicional. A comunhão entre sacerdote e povo dentro da Santa Missa consiste na unidade de intenção, na unidade da doutrina católica (expressa pelo simbolismo da Missa) e na comunhão sacramental. Não há outros elementos que possam ser apresentados como elementos de comunhão e que sejam católicos.
      O que, de fato, há mais entre sacerdote e povo na Missa Nova é interação. Mas interação e comunhão são coisas completamente diferentes, embora os modernistas gostem de pensar, numa linha de pensamento tipicamente protestante e secular, que sejam exatamente a mesma coisa. Comunhão diz respeito à edificação do corpo de Cristo e existe totalmente independente do contato físico (mesmo que só visual). Interação é justamente este contato físico.
      Pax et Salutis

  6. Uma catequese ultrapassada e distante da vida eclesial, é nociva para à fé.Ensinar que o latim,o versus deum,a comunhão na boca e de joelhos,o uso do véu para mulheres, é o único modo de ser católico, é errado e herético,pois o magistério atual NÃO ensina isso.Inventam Perólas,como missa de sempre,doutrina de sempre….isso é pelagianismo puro,como lembra nosso Papa Francisco.

    • Gibas! Prezado! Viva Cristo Rei!

      Há quanto tempo você não vem ao meu blog fazer essas acusações sem provas que você sempre faz e dizer essas frases prontas pueris que você sempre diz! Fico feliz em saber que você está bem! Mesmo que não tenha adquirido nem um pingo de juízo todo esse tempo. Tsc, tsc…

      Vou tentar ser bastante didático, pois se eu bem me lembro, você não se esforçava nem pra ler direito o que eu escrevia. Só ficava repetindo essa sua conversa fiada da cartilha progressista, que tanto tem afastado as pessoas da Igreja. Então, sendo didático, vou postar o que você escreveu e responder devagarinho cada coisa:

      Você diz: Uma catequese ultrapassada e distante da vida eclesial, é nociva para à fé.

      Dizer que a catequese tradicional é ultrapassada e “distante da vida eclesial” é só uma frase pronta, que as pessoas que assistem muita televisão aprendem de tanto a mídia repetir isso. Há muitas pessoas que hoje mesmo recebem a catequese tradicional e têm uma vida eclesial bem movimentada. A menos que elas estejam mortas, dizer que a catequese tradicional é “distante da vida das pessoas” é uma bobagem sem tamanho. E você dizer que estas coisas são nocivas a fé é muito fácil. Falta provar isso. mas você não prova o que diz. Só repete, repete, repete…
      Além do mais “Catequese ultrapassada”, “catequese avançada”, são coisas que não existem. Existe só catequese, pois isto significa a transmissão que a Santa Mãe Igreja sempre fez da verdade revelada. Quer a prova? A prova está no Catecismo da Igreja Católica atual. E eu prefiro prestar atenção no que o Catecismo fala, do que no que você fala. Pois o Catecismo é doutrina do Magistério e você eu não sei de onde saiu. Diz o Catecismo:

      “426. No coração da catequese, encontramos essencialmente uma Pessoa: Jesus de Nazaré, Filho único do Pai […], que sofreu e morreu por nós e que agora, ressuscitado, vive conosco para sempre […]. Catequizar […] é revelar, na Pessoa de Cristo, todo o desígnio eterno de Deus […]. É procurar compreender o significado dos gestos e das palavras de Cristo e dos sinais por Ele realizados”. O fim da catequese é “pôr em comunhão com Jesus Cristo: somente Ele pode levar ao amor do Pai, no Espírito, e fazer-nos participar na vida da Santíssima Trindade”.

      Você diz: Ensinar que o latim,o versus deum,a comunhão na boca e de joelhos,o uso do véu para mulheres, é o único modo de ser católico, é errado e herético,pois o magistério atual NÃO ensina isso.

      A verdade é que o Magistério atual não ensina essas coisas porque têm muito padre e até bispos que estão acovardados e não querem contrariar o mundo. Não prestam atenção naquilo que Nosso Senhor disse: “Coragem! Eu venci o Mundo” (Jo 16,33) Mas além de você não provar o que diz, você é contraditório! Pois neste comentário aqui, você diz que os dogmas nada dizem. Ora, você acusa aqueles que defendem a catequese tradicional de serem heréticos. Mas só existe herege, se essa pessoa contraria um dogma. Sem dogmas não existem hereges! Como você pode chamar uma pessoa de herética se diz que dogmas “nada dizem”? Quanta contradição!

      Você diz: Inventam Perólas,como missa de sempre,doutrina de sempre….isso é pelagianismo puro,como lembra nosso Papa Francisco.

      É mais quem tá dizendo que o papa disse isso é você! Como sempre você não prova isso. O papa uma vez falou de pelagianismo, mas ele não estava se referindo a pessoas que dizem estas coisas acima. Pelagianismo não tem nada a ver com isso. você precisa começar a estudar um pouco…
      Volte sempre ao blog! Seus comentários são ocasião de muita diversão para mim!

      Pax et Bonum

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