Viva a discriminação e a desigualdade!!!

Continuando com a minha cruzada para desmascarar as fumaças intelectuais, aquelas idéias e preconceitos vindos do mundo das trevas que nos impedem de pensar com clareza, trago à baila um dos slogans mais estúpidos do nosso tempo, que é um dos principais cavalos-de-batalha do discurso politicamente correto. Hoje em dia é muito comum vermos pessoas – principalmente se estão concorrendo a cargo público – falarem que “devemos acabar com a discriminação e a desigualdade”. Neste ponto, alguma pessoa de “bom coração” e de miolo mole poderia me perguntar: “Mas onde está a estupidez nisso aí?”, ao que eu respondo “Tenha calma, pequenino, que a verdade será revelada diante dos seus olhos!”.

Acabar com a discriminação? Ora, imaginem que a discriminação acabasse na face da Terra. Imaginem o ser humano sem a capacidade de discriminar. Imaginem que uma pessoa, tendo diante de si um punhado de comida e um punhado de fezes, não fosse capaz de discriminar uma coisa da outra… Aposto que boa parte das nossas refeições seria um tanto desagradável – e nada nutritiva! Imaginem que não nos fosse possível distinguir a cor clara da cor escura. Não seria possível ler nada, pois só conseguimos ler porque o contraste claro/escuro nos permite discriminar os símbolos que chamamos de letras, que formam palavras, que formam frases, que expressam idéias.

Acabar com a desigualdade? Ora, imaginem como seria bonita uma sociedade que tratasse de maneira igual o Alexandre Nardoni e a Zilda Arns! Por que um assassino é tão discriminado numa sociedade que honra pessoas bondosas, não é mesmo? Imaginem que tivéssemos que tratar igualmente os competentes e os incompetentes. Aposto que seria muito seguro ir ao médico!

Discriminação é apenas a capacidade que temos de diferenciar uma coisa da outra. Como vimos, ela é necessária até para a nossa sobrevivência. É estúpido querermos acabar com a discriminação. É preciso discriminar remédios de venenos, bandidos de cidadãos honestos, o certo do errado! Se alguma coisa deve acabar é o preconceito na hora de discriminar, e o ato de discriminar por razões falsas ou injustas. A questão das cotas raciais nas universidades é um belo exemplo de como é irracional esse discurso de acabar com a discriminação. Pois na tentativa de igualar artificialmente a todos, é gerada uma dupla injustiça: com aqueles que não têm direito às cotas, que passam a não poder mais competir em pé de igualdade com aqueles que têm o direito; e com os que têm o direito a elas, pois se insinua que eles sejam intelectualmente incapazes de entrar na Universidade. Por outro lado existem discriminações legítimas que, apesar disso, estão na mira do discurso politicamente correto, como é o caso da discriminação religiosa. Afinal: não devo aceitar que se toque música protestante na minha paróquia, pois se o protestantismo surgiu de erros de interpretação da Doutrina Cristã, é óbvio que suas músicas carregam estes erros, por mais que os protestantes tenham boas intenções de louvar a Deus, etc.

Igualmente estúpido é querer acabar com a desigualdade, mesmo que seja a desigualdade social. Pois é apenas numa sociedade desigual é que é possível que uma pessoa tenha ascensão social, que ela possa – na linguagem popular – subir na vida. Afinal, numa sociedade em que tudo é igual e nivelado não tem para onde ascender. Também não é legítimo tratar de modo igual uma cultura primitiva antropofágica e cultura que recebemos dos europeus, racional e humanizada. A desigualdade existe na natureza e na sociedade e é preciso aprender a respeitá-la mesmo que os gritinhos histéricos do “homens de boa vontade” digam que não. Do mesmo modo que no caso da discriminação, devemos acabar apenas com as desigualdades injustas.

Alguém poderia argumentar que estes slogans servem para motivar a acabar com a discriminação e a desigualdade justamente por elas serem injustas. Mas aí é que está o erro, pois o slogan não faz discriminação entre o que é justo e o que é injusto, e é precisamente nisto que reside a sua eficácia: em transformar palavras em símbolos, para que as pessoas tenham a ilusão de que sabem exatamente “quem é o seu inimigo”. Alguns poucos exemplos desfavoráveis de discriminação e desigualdade, então, bastam para convencê-los a renegar tudo o que esteja ligado a estas palavras, pois elas passam a ser vistas como más por si só. E através deste preconceito é que são excluídos estes dois termos, que são apenas neutros, do terreno dos conceitos ou situações válidos. Como podemos pensar claramente se mutilamos a nossa capacidade de raciocinar, excluindo sem refletir duas idéias importantes só porque um slogan estúpido nos diz que devemos acabar com elas?

A clareza de pensamento consiste justamente em termos cuidado para não jogarmos o bebê fora junto com a água do banho. Afinal, sabemos muito bem discriminar o bebê da água suja e tratar ambos de forma apropriadamente desigual.

9 opiniões sobre “Viva a discriminação e a desigualdade!!!

  1. Ótimo! O melhor texto que já li para explicar a necessidade de saber discriminar sem condenar e entender a desigualdade sem aceitar a situação indigna e sub humana a que estão submetidos muitos de nossos irmãos cristãos que vivem quase como animais devidos a uma desigualdade extremamente injusta pela ambição da muitos que só veem o dinheiro e o poder.

  2. Prezado Captare, salve Maria!

    Ainda bem que o Senhor nos deu razão e consiência para podermos discriminar e julgar, né? Aí aparecem aqueles papinhos de ‘não julgueis’, o ‘importante é o amor’, ‘Deus não faz distinção de pessoas’, ‘somos todos iguais perante a Deus’, e coisas do tipo.

    Alguns casos de discriminação devem ser punidos. Racismo é uma discriminação? Certamente. Mas, acabar com a discriminação é querer acabar coma racionalidade, e não combater o que pessoas fazem de errado com ela.

    Não há muito o que acrescentar, o texto está bem estruturado.

    OFF – um convite: http://apologetica.ning.com/

    Acesse esse link, e faça seu cadastro. É a comunidade virtual de Católica de mais alto nível, onde assuntos podem ser tratados de maneira séria, sem termos que aturar ‘pitís’ da esfera juvenil do orkut.

    Ah, e vc ainda poderá acessar do seu trabalho, pois esse link não é bloqueado. [:D]

    Exste esse tópico sobre o Vaticano II, que eu criei: após ser aceito, não hesite em participar:

    http://apologetica.ning.com/forum/topics/examinando-o-valor-magisterial

    Paz e Bem!

  3. Enquanto você nos demonstra realmente a “clareza de pensamento”, nosso políticos trabalham pela obscuridade, querendo oficializar a “igualdade”.

    Eis o projeto da igualdade:http://praelio.blogspot.com/2009/12/alerta-pls-21303-e-racializacao-do.html

    Reproduzo seu comentário em meu blog que cabe muito bem aqui:

    Machado de Assis, em suas Memórias Póstumas de Brás Cubas mostra uma imagem emblemática do que é a “luta pela igualdade social” no Brasil: um negro que, alforriado, se torna ele mesmo senhor de um escravo, o qual castiga com tanto vigor quanto ele mesmo devia ser castigado quando escravo era.

    Pax et bonvs!

  4. Lamentável. lançando mão de uma linguagem pseudo-intelecutal, o autor do texto provou que não possui nenhum entedimento do assunto (ou finge não possuí-lo); tenho certeza que qualquer pessoa de inteligência mediana sabe a diferença entre “discriminar”, no sentido de diferenciar, e “discriminar” no sentido de préconceber, de jugar pessoas ou grupos, rotulando-os. Ao invés de lançar luz sobre o assunto, o pobre coitado do autor apenas reafirma a postura sectária (sectária quer dizer fanática), secularista e totalmente equivocada dos “pretensos” divulgadores da “fé cristã”; cristianismo de araque. provavelmente mais um vigarista querendo ser dar bem às custas do imbecis.

  5. Viva a discriminação e desigualdade é uma coisa “totalmente excelente”. Esse cretino imbecil deveria ser denunciado por fomentar a segregação. Com certeza alguém cheio de traumas não resovildos, de complexos, talvez até um criminoso se escondendo sob a máscara de “evangélico”. Uma coisa, porém, é certa: se continuar sofismando nesse nível, talvez o autor desse texto infame consiga fundar sua própria igreja e ficar tão rico quanto outros vigaristas notórios.

    • Prezado Ian Santos, Laudetur Dominus!

      Seja bem-vindo ao Battle Site!

      Seu único argumento para me julgar, me rotular e dizer que eu não tenho nenhum entendimento do assunto (coisa que você não sabe) é o fato de que “qualquer pessoa de inteligência mediana sabe a diferença entre “discriminar”, no sentido de diferenciar, e “discriminar” no sentido de préconceber, de jugar pessoas ou grupos, rotulando-os”??? Ora, mas é exatamente isso que o artigo está explicando: o porquê de pessoas de “inteligência mediana” fazerem esta diferenciação totalmente sem lógica hoje em dia.

      Desculpe, mas é você que demonstra certa falta de conhecimento do assunto ao dizer isto, pois o erro de lógica em tomar “discriminação” por sinônimo de “preconceito” é patente a qualquer um que preste um pouco de atenção nas coisas e também àqueles que têm uma mínima noção de como funciona um slogan. Pois um slogan geralmente parte de uma generalização grosseira e, quase sempre, injusta. Pois o foco de toda essa questão é o preconceito (ou – como você gosta de dizer – o “rótulo”). As palavras “desigualdade” e “discriminação só entraram na jogada depois! Elas surgem quando se coloca a pergunta “qual é a causa do preconceito?” Uma destas causas mais remotas é justamente a discriminação entre melhor/pior. Quando esta discriminação é feita em cima de razões falsas (como, por exemplo, a cor da pele tomada como prova de inferioridade intelectual), temos um preconceito. Só que como as verdadeiras razões de uma discriminação são difíceis de aferir em muitos casos, algum iluminado teve uma idéia inovadora: “Toda discriminação é perversa! Não existe melhor e pior, apenas o diferente!” Ora, se não existe o melhor e o pior, esta discriminação está baseada em razões falsas. Logo é um preconceito. A questão é imensamente facilitada e aí ela ganha apelo propagandístico: se queremos acabar com o sofrimento daqueles que são considerados piores basta acabar com a discriminação!

      A demonstração deste desenvolvimento acima está clara na histórica contemporânea, pois uma luta que começou com motivos justos, como acabar com o racismo ou acabar com as condições indignas com as quais as mulheres eram tratadas, hoje prossegue tentando igualar as religiões e as culturas, como se dizer que “uma é melhor do que a outra” fosse o mesmo que comparar homens e mulheres, negros e brancos, quando na verdade isto acontece porque esta diferenciação estúpida entre “discriminação/diferenciação” e “discriminação/preconceito” é tão frágil que se perdeu ao longo do tempo.

      Seus comentários mesmo serviriam de Quod Erat Demonstrandum ao meu artigo, pois eu mesmo fiz a diferenciação que você alardeia ser tão fácil de fazer lá pelo terceiro parágrafo (“Se alguma coisa deve acabar é […]o ato de discriminar por razões falsas ou injustas), mas você não a reconheceu, pois ela não é tão clara quanto as “inteligências medianas” possam pensar. E é isso que meu artigo defende!

      Note que eu estou sendo até muito benevolente com seu comentário, aceitando discutir essa questão seriamente com alguém que não tentou fazer o mesmo. Apesar de o seu discurso ser recheado de slogans anti-preconceito, seu pensamento está repleto de preconceitos.

      • Você afirma que eu sou sectário e fanático. Baseado em quê? No fato de você me considerar um “pretenso” divulgador da fé cristã, e de que existem alguns “pretensos” divulgadores da fé cristã que são fanáticos e sectários? Só isso??? Que generalização preconceituosa! Precisa de mais se você quiser afirmar categoricamente que eu sou fanático e sectário!
      • Você diz que minha postura é secularista. Como posso ser secularista se acredito em milagres e na existência do diabo??? A única coisa que podia ser remotamente atribuído ao meu artigo, e que tem a ver com secularismo seria um certo partidarismo que poderia haver no texto. Mas se você não quiser fazer nenhuma afirmação preconceituosa primeiro você teria que provar que defendo o partidarismo no meu artigo e depois provar que só o defendo devido a uma atitude secularista!
      • Você diz – e esse é o seu maior absurdo! – que eu deveria ser denunciado por fomentar a segregação. Como – Cristo Deus! – alguém poderia encarar meu artigo como estímulo à segregação, se nele há a advertência contra as discriminações injustas e preconceituosas??? E mais: Para quem eu deveria ser denunciado??? Pois não conheço nenhuma entidade que puna a redação de artigos que procurem esclarecer slogans e que trabalhem com significados de palavras! Esta sua afirmação é um indício do mal que faz esta postura de generalizar, que coloca como criminoso e responsável – Virgem Maria! – por uma suposta segregação alguém que critique o modo estúpido com que hoje se pretende lutar contra as injustiças!
      • Você mostra definitivamente que seu pensamento está quase todo baseado em generalizações quando, equivacadamente, me diz que eu sou “evangélico”, que talvez queira fundar minha própria igreja. Sou um grande antagonista dessas coisas! Sou católico! Uma lida, mesmo que de leve, nos meus outros artigos te pouparia de cometer este erro crasso. Outra generalização tão estúpida que não creio como você teve coragem de escrevê-lo é quando diz que com certeza sou alguém cheio de “traumas não resovildos[sic], de complexos, talvez até um criminoso”. Acho que você é o primeiro pscólogo adivinho do mundo! Pena que adivinhe tão mal…

      Não vou levar muito em consideração suas ofensas gratuitas (“cretino”, “imbecil”,”vigarista querendo ser dar bem às custas do imbecis”), dignas de uma criança mal-criada qualquer. Prefiro pensar que você escreveu movido pela emoção, portanto sem pensar direito.

      Você disse no começo do seu comentário que meu artigo era lamentável. Pois eu é que lamento que alguém perca tanto tempo para escrever um comentário tão cheio de ignorância, preconceito, ofensas gratuitas e que não contribui em nada para o debate. Espero que volte mais vezes ao meu site, mas se voltar procure respirar fundo antes de comentar, para aplacar a raiva(ela atrapalha o raciocínio), e procure articular melhor seu raciocínio, sem generalizações que apenas depõem contra sua coerência e sua credibilidade. Lembre-se de que você é um paladino anti-preconceito! Quase um cavaleiro do zodíaco.🙂

      Pax et Salutis

  6. deus de judiação,permite que pecamos para nos torturar nas mãos de seu filho satanas,se para deus somos todos iguais então porque existe tanta desigualdade social nesta merda de mundo imundo

    se este reino não lhe pertence porque colocou o diabo vivendo com o ser humano?

    feliz da pessoa que não tenha nascido.
    nesta merda de livre arbitro

  7. Pingback: A Bondade de Deus « Deus o quer!!! – Captare's Battle Site

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