Captare recomenda: In Prælio

A Igreja, desde mais ou menos o reinado de S. S. Pio XII, atravessa uma grande crise. Esta crise é principalmente moral e teológica. Neste contexto, é bom que tenhamos acesso a informações de onde encontrar orientação moral adequada e orientação teológica nos termos corretos. Também é imprescindível que onde estas informações estiverem registradas, seja um ambiente saudável e franco.

Não são apenas os blogs da Tradição que conseguem alcançar este nível de qualidade, como bem prova o Deus lo Vult e o Oblatvs, que não são propriamente tradicionalistas. Mas também é inegável que muitos blogs da Tradição têm conseguido manter um ambiente literário sereno – apesar de honesto – e têm conseguido publicar informações não só relevantes como também consistentes, devido à quantidade de fontes que procuram fundamentar seus artigos.

Um ótimo exemplo deste tipo de blog, que eu recomendo vivamente é o In Prælio, do Jefferson Nóbrega, nele estão agrupados em perfeita harmonia artigos de apologética, notícias do mundo católico, excertos de livros de teologia e comentários a certos acontecimentos envolvendo os cristãos, tudo em um tom combativo em defesa da Tradição, mas sem os histrionismos e as afetações “quixotescas” que infelizmente encontramos em vários pontos da blogosfera católica. Pelo contrário, o debate é franco e firme, mas sensato.

Em especial, gostaria de recomendar aos leitores do Battle Site o artigo “A Controvérsia Protestante sobre o Natal”, que trata de como estas curiosas criaturinhas conseguem discordar entre si até mesmo quanto à questão da data de nascimento d’Aquele a quem dizem seguir, e a sua respectiva comemoração. Tudo baseado na Bíblia, é claro!

Vale comentar que além das postagens do próprio blog, ainda reservo uma função secundária ao In Prælio: fico de olho na coluna da esquerda que mostra os posts mais recentes de vários blogs cristãos. Em suma: o que há de mais atual na blogosfera católica.

Boa leitura e bons cometários!

P.S.: Por falar em comentários, ainda estou devendo um para o Jefferson no artigo que fala sobre música. Tenha paciência, meu caro, uma hora ele sai. 😛

8 opiniões sobre “Captare recomenda: In Prælio

  1. Olá, Captare.

    Visitei o In Praelio por sua indicação e achei quase excelente o site, com a ressalva de que seu editor “tem sua interpretação pessoal” sobre o CVII, logo sua comunhão com a Igreja é apenas parcial.

    Apesar de você ter afirmado que ele é tradicionalista (também o sou, e não vejo discrepância irreconciliável entre ser tradicionalista e seguir a Igreja) seria mais objetivo se você afirmasse claramente em seu post acima “o In Praelio não comunga do CVII” do que deixar cada leitor descobrir de maneira individual; poupando-nos assim de eventual perda de tempo ou decepção.

    Contudo, os artigos de apologética contra o protestantismo e muitas outras seções são ótimas, como por exemplo “A verdadeira Idade das Trevas”, com a ressalva que o editor frequentemente atribui dizendo que tudo o que acontece de ruim é devido ao CVII. Houve uma enchente em SP? É culpa do CVII. O presidente Lula é abortista e se diz católico? É culpa do CVII.

    Se algumas más-interpretações oriundas do CVII trouxeram problemas (dessacralização da Missa, oba-obas, etc.), deveríamos aceitar que nossa fé está em crise e formar um grupo para tentar argumentar diretamente com o Vaticano (ofereço minha ajuda), não ficar esperneando aqui e ali falando que todos os outros milhões de católicos que são fiéis à Igreja são hereges.

    Como complemento, sugiro aos leitores do Battle Site a leitura de: http://blog.veritatis.com.br/index.php/2009/12/09/diversos-grupos-e-solucoes-diante-da-crise-liturgica/ (sem preconceitos, se possível, já que eu percebi em http://praelio.blogspot.com/2009/08/vitola-e-suas-contradicoes.html que o Jefferson do In Praelio não gosta muito do Rafael Vitola do Veritatis).

    Existe um velho dito popular (não me lembro muito bem se é assim) que dizia “podemos ser contra qualquer lei, e lutar para mudá-la. Enquanto não tivermos sucesso, não temos o direito de desobedecê-la.” Acredito que se encaixa bem neste caso.

    Um abraço fraternal!

    • Prezado Leandro, Laudetur Dominus!

      Agora começo vislumbrar os pontos nos quais nós divergimos. Apesar do seu aviso em seu primeiro comentário, ainda não tinha visto nada de substancial nem aqui, nem lá no blog do Veritatis em que discordássemos.🙂

      Você fez comentários pertinentes em sua mensagem, e de tão pertinentes eles merecem um postagem própria como resposta. Mas posso adiantar que a classificação feita pelo Rafael Vitola não é tão abrangente nem tão precisa quanto você pensou que fosse, por isso não é nela que eu me baseio ao falar em tradicionalistas.

      Quanto ao fato do Jefferson não gostar do Rafael Vitola, creio que só ele pode reponder sobre isso. Mas é fato notório que muitos tradicionalistas não gostam do Rafael Vitola. Se por um lado, a grande maioria o faz por motivos injustos, por outro a maneira rude e meio pomposa do Rafael ao tratar de certos assuntos não contribui em nada para que passem a gostar.

      Pax et Salutis

  2. Olá, Captare.

    Obrigado mais uma vez pela sua atenciosidade e (desculpe se ainda não falei) feliz 2010.🙂

    Aqui em meu interiorzinho, na cidade de Limeira-SP, nunca conheci gente “entendida” de fé e de Igreja, de modo que minha conversão ao Catolicismo (de 2000 em diante) se deu por meio de grupos da RCC, que mais tarde vim a perceber que a fé não é tão cor-de-rosa assim. Um dos responsáveis por abrir meus olhos “puritanos” com relação a isso foi o site do Veritatis, com quem aprendi muito sobre Igreja, sacramentos e inclusive tradicionalismo (não o pré-CVII, mas simplesmente os motivos pelos quais eu deveria rejeitar a fé de missas oba-oba, grupos de oração, etc. e evitar abusos litúrgicos, conhecer a vida dos Santos, mais sobre a vida de Jesus e dos Apóstolos do que apenas o “pentecostes”, etc.) enfim.

    Citei sobre minha cidadezinha apenas para colocar uma referência para você e demais leitores que eu nunca conheci ninguém destes “entendidos” pessoalmente (Alessandro Lima, Rafael Vitola, Carlos Nabeto, +Dom Estêvão, Orlando Fedeli, Jefferson Nóbrega, Diogo Linhares, etc), apenas através da Internet, e não tenho motivo nenhum para defender incondicionalmente alguns destes, apenas citei o Rafael Vitola porque acho a posição dele bem coerente; já no artigo que citei do In Praelio a coisa parecia que era mais pessoal do que outra coisa (já que o Jefferson usou de muita ironia e “RSs” em seu texto, enquanto a maioria dos outros artigos dele toma o discurso mais formal). Me desculpe se fui injusto, e sei que o Rafael Vitola também se exaltou em alguns artigos, bem como a maioria dos blogueiros de qualquer assunto na terra. Não estou defendendo dizendo que se todos erram qualquer um pode errar mas, como disse, não estou a defender pessoas, mas idéias. Se o Jefferson se sentirá (ou já se sentiu) ofendido ao ler o meu comentário anterior, peço desculpas, mas esta foi a impressão que tive ao ler aquele artigo: que ele não gosta do Rafael Vitola.

    Já li argumentos “dos dois lados” sobre a validade ou não do CVII (é claro que não existem apenas “dois lados”), mas minha pouca experiência prática (afinal das contas, tenho 25 anos e nasci depois do CVII e do novo Missal) me diz que quem aceita o CVII como válido porém instrui seus amigos/leitores a se desvencilhar de abusos e interpretações forçadas parece mais coerente do que quem rejeita o CVII como um todo.

    Não julgo saber tudo, tem muita coisa que preciso aprender ainda, mas para mim acreditar diferente do que eu acredito neste assunto é ser um sedevacantista, pois João Paulo II e Bento XVI já confirmaram (o CVII) diversas vezes. Me perdoem se estiver errado.

    Quanto a você, Captare, sinceramente não sei a sua posição neste assunto (acredito que seja “tradicionalista anti-CVII” por indicar o In Praelio, mas posso estar errado), e gostaria que me dissesse sua opinião a respeito ou indicasse um artigo anterior seu em que fale sobre isso. Quando, no primeiro contato em https://captare777.wordpress.com/2009/10/06/e-possivel-um-mundo-sem-violencia/ eu disse que discordava de você em alguma coisa, juro que não tinha em mente este assunto, e para dizer a verdade já não me recordo bem do que se tratava; acredito que na ocasião o meu alarme tenha tocado em algum trecho do artigo, com relação à sua posição radical “anti-anti-violência” (a repetição foi proposital), mas isto não importa agora.

    Mudando de assunto, parabéns pela adesão ao “Altar Cristão”, e o seu artigo de entrada trata justamente do tema que estamos falando aqui, e muito bem, embora brevemente. Acompanharei seus posts seguintes para poder aprender um pouco mais sobre o tema.

    Nossa, eu não sei mesmo escrever pouco… é por isto que eu não monto um blog!😀 Eu não viveria mais…

    Fique na paz!
    Um abraço fraternal!

  3. Caro Leandro,

    Salve Maria!

    Suas observações são dignas de análises, e suas críticas educadas me levam a responder com prazer.

    Primeiro, em meu blog nunca declarei plenamente rejeição ao CVII, sei que se pode chegar a essa conclusão através de alguns artigos, em especial o artigo “Brasília uma cidade praticamente pós conciliar” e talvez no meu artigo “Corre Modernista que la vem a Montfort” do qual publiquei no site da Associação Cultural Montfort.

    Acredito que grande parte do que disseste pode ser respondido no que escrevi no artigo: http://praelio.blogspot.com/2009/12/retrospectiva-in-prlio-2009.html

    Vou colar aqui o que escrevi lá:

    “Estive analisando as minhas postagens mais antigas e percebi o quanto o blog ajudou no meu amadurecimento. As minhas primeiras postagens eram relacionadas ao protestantismo, já que neste período eu me dedicava mais à apologética. Já em outras em que tratava do Catolicismo, vejo que muitas vezes fui precipitado, movido por um desejo incessante de defender a tradição acabei por muitas vezes beirando o sedevacantismo, acabei falando o que talvez não devesse…”

    “…Se me arrependo de algo? Arrependo-me de algumas vezes ter desdenhado argumentos de pessoas pelo simples fato de serem “modernista” sem ao menos me prestar ao debate, arrependo-me de ter tratado alguns católicos como hereges sem dar espaço para conversa ou defesa, arrependo-me de em dado momento ter criticado por criticar. Todos esses erros eu cometi e os assumo, mas é contra todos esses que luto para não cair novamente no engano. E como disse antes, hoje posso dizer que amadureci intelectualmente…”

    E sobre seu comentário: “…com a ressalva que o editor frequentemente atribui dizendo que tudo o que acontece de ruim é devido ao CVII”.

    Não vou negar que em alguns problemas culpei ao CVII, mas é injusto dizer que atribuo frenquentemente culpa ao mesmo. Culpo sim o CVII, na dessacralização das Igrejas algo que não precisa ser nem falado, pois pode ser visto a olho nú, mas que também é muito bem abordado e comprovado nas obras “Voltados para o Senhor” e “A missa de frente para Deus” ambas de Monsenhor Klaus Gamber.

    Se atribui culpa ao CVII algumas vezes foi justamente nessas questões mudadas pelo Concílio, como o altar de frente para o Povo, a perda das esplendorosas edificações Católicas e isso sim é culpa do Concílio conforme aborda o maior de todos os liturgistas:

    “Não obstante, essas Igrejas não são casas de Deus em sentido próprio, não são um espaço sagrado, um templo do Senhor aonde seja agradável ir para adorar a Deus e lhe expressar nossas ecessidades. São salas de reunião aonde não se vai fora dos momentos dos ofícios. Assim como brincam com os “silos/depósitos de habitações” ou os “armazéns para humanos”, como são os edifícios dos bairros de periferia, a estas igrejas, em linguagem popular, às vezes se chama “silos/depósitos de almas” ou “armazéns do pater noster”. (…)”Os novos edifícios se converteram assim em símbolos de nossos tempos, e igualmente em sinal da decomposição das normas existentes e em imagem de tudo o que é caótico no universo contemporâneo Todavia, um lugar dedicado ao culto tem suas próprias leis, que não se submetem nem à moda nem às mudanças dos tempos. Como no Templo de Jerusalém, Deus habita nele de forma particular. E é aqui que se rende culto a Deus”. (Mons. Klaus Gamber, “Voltados para o senhor” p.7)

    Quanto ao artigo a respeito do Vitola, ficou parecendo algo pessoal, mas não foi, o assunto foi abordado com um certo tom de ironia, devido ao artigo do Vitola no blog do VS fazer o mesmo, e também devido a chegar a ser cômico ele dizer primeiro que “Suas heresias e sua postura (e o mal que ele faz, com sua legião de fanáticas) são bem piores do que um Mons. Jonas Abib da vida”. e na mesma página ter a cara de pau de dizer…”Oxalá os padres-televisivos fossem mais como o Mons. Jonas Abib, e menos como o Pe. Fábio”. Ora, alguém com a expressão no cenário Católico nacional como o Vitola, deveria toma mais cuidado para não cometer tais contradições.

    Mas, ainda falta falar sobre o mais importante:

    Eu, Jefferson Nóbrega, rejeito o CVII?

    Hoje não ousaria dizer o que já disse antes, já disse que o CVII foi herético, já disse que era inválido, e disse tudo isso sem estudar a fundo o assunto… Hoje não teria a ousadia de dizer nada disso que falei acima.

    Ainda estou estudando, com mais calma, sobre o Concílio e hoje considero como um Concílio VÁLIDO, pastoral e com alguns textos dúbios que acabaram dando margem para interpretações equivocadas.

    Então Jefferson você rejeita o CVII ou não?

    Acho que é cedo demais para declarar algo tão sério…

    E enquanto isso vou estudando, rezando…

    Ah, vi que és da Diocese de Limeira, lembro que há algum tempo apoiei alguns amigos dessa diocese que estavam sendo perseguidos pelo Bispo, veja:http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=papa&artigo=20090307111130&lang=bra

    Enfim, enquanto a crise continua seguirei o ensinamente do grande guardião da tradição, São vicente de Lerins:

    “Devemos nos ater ao que foi sempre crido, por todos e em toda a parte.” (São vicente e Lerins – Commonitorium)

    Que Deus vos ilumine e que a Santíssima Virgem interceda por vós!

    Sancte Michael Archangele defendo nos in praelio!

    Pax et bonvs!

  4. Olá, Jefferson.

    Obrigado por sua disponibilidade e atenção em responder ao meu comentário, e obrigado por achar que as críticas foram “educadas”, eu mesmo estava achando que tinha passado dos limites… ler sua resposta me livrou de uma provável culpa de tê-lo aborrecido com meus exageros (especialmente quando eu disse que para você tudo é culpa do CVII). Me desculpe se extrapolei.

    Eu já havia lido seus artigos “Brasília uma cidade praticamente pós conciliar” e “Corre Modernista que la vem a Montfort”, mas não ainda “Retrospectiva IN PRÆLIO 2009”. Se eu tivesse lido antes, talvez tivesse esclarecido algumas dúvidas minhas sem precisar escrever tudo isto, mas agora já foi…😛 O bom é que mais pessoas agora conhecem a sua opinião.

    Hoje foi o batizado do meu afilhado (primeiro!), e participamos de uma Missa “moderninha” antes da celebração do Batismo, com palminhas e gestos em todas as músicas, pai-nosso de mãos dadas e com gestos, e uma coisa que era novidade para mim: em cada resposta da Oração Eucarística, o padre incentivava todos a bater as mãos uma vez, todos ao mesmo tempo, por sobre a cabeça, como se fossem matar uma mosca, sei lá… então era assim: “Aceitai, ó Senhor, a nossa oferta! (clap!)” – que eu achei ridículo, claro, e no meio desta Missa eu estava me lembrando desta conversa acima com o Diogo, enquanto eu sentia na pele, claramente, a motivação dos tradicionalistas em retornar à Missa que era feita para o louvor de Deus.

    É uma paróquia da periferia, população carente; a Missa cheia de crianças e jovens, e até adultos (pelo menos de idade) que sorriam e aprovavam cada gesto do padre, e pensei comigo: “Meu Deus, qual é o caminho da Igreja no mundo? Sei que se a Missa fosse celebrada de acordo com as rúbricas, sem festinha e tal, 90% das pessoas não estariam aqui… por outro lado, a Igreja preza pela qualidade à quantidade… o que fazer para este povo aproximar-se de Deus da maneira correta?” neste momento minha esposa comentou comigo: “deste jeito (que o padre está fazendo), estas crianças nunca vão aprender a ter respeito pela Missa…”.

    A resposta para mim é uma incógnita, e é sobre isto que acho que deveríamos trabalhar.

    Na Catedral de Limeira, que é onde eu participo e canto com meu coral nas Missas de sábado à tarde, utilizamos o famoso folheto “O Domingo” da Paulus, e eu procuro sempre seguir as músicas deste folheto, embora não concorde com o ritmo ou com a letra da maioria delas, mas é porque o povo tem acesso à letra, pois o folheto está nas mãos deles. Se eu fosse fazer diferente (que é a minha vontade), teria de 1) ter um grande repertório de músicas “melhores” (mais sacras, mais de acordo com a celebração), coisa que para mim é difícil e não há apoio no Brasil para este tipo de iniciativa*, 2) dispor de $$ para tirar cópias das letras e distribuir à assembléia e 3) dispor de mais tempo para preparar estas músicas e folhetos (as músicas do folheto atual vêm prontas, com partitura e CD, auxiliando assim o nosso trabalho de músico). *Este é outro ponto onde deveríamos trabalhar.

    Suas ponderações foram bastante inteligentes, e por sua humildade fiquei tranquilo em poder dividir com você (e, de quebra, com todos os leitores do Battle Site) estas experiências minhas. Espero que possamos continuar firmes e unidos na fé.

    Continuando, eu gostaria de acrescentar alguns pontos como comentário.

    -Sobre o seu artigo “Corre modernista que lá vem a Montfort!” eu tenho um ponto de discordância, mas vou postar meu comentário lá no In Praelio para não bagunçar os temas.

    -Sobre o assunto da Missa tradicional em latim em Limeira, este caso não gerou muita polêmica por aqui, afinal o povo daqui é meio desligado, mas eu acompanhei pelos jornais, pelo site da Diocese e o da Montfort, e tenho alguns comentários que não pude expressar antes: dar um título “Católicos da Diocese de Limeira apóiam o Papa” ao artigo leva a duas afirmações falsas: 1) Todos os católicos de Limeira assinaram este manifesto e 2) o destinatário deste manifesto NÃO APOIA O PAPA, mas age em situação oposta.

    Não estou dizendo que o nosso bispo diocesano seja um exemplo de ortodoxia e maturidade na fé, com suas homilias sobre ecologia e luta de classes, mas não podemos escrever nas entrelinhas que ele “DESapóia” o Papa. Ainda mais publicar esta carta nos jornais da cidade. Me pareceu insubordinação, não que eu seja um puxa-saco dele ou aceite todas as injustiças que ele tem feito com os párocos daqui neste final de 2009 e a puxada-de-tapete que ele deu no pároco da Catedral de Limeira colocando-o como auxiliar em uma paróquia de bairro, mas isto é uma outra história…

    Enfim, na época não apoiei a atitude da carta, porém hoje (depois de aprender mais) concordo que o pedido feito por este grupo é justo. A causa era boa, mas o meio usado nem tanto. A iniciativa não deu resultado (até onde sei), infelizmente, pois eu queria que houvesse missa tradicional, em latim, versus Deum em Limeira (nunca participei de uma!), mas repito: não concordei com o método.

    O bispo colocou algumas fortes condições para que isto se realizasse, não que elas fossem inatingíveis, mas parece que os “católicos de Limeira” desistiram de continuar em frente… (até onde sei)

    …deveríamos trabalhar nisto também!

    Finalizando…

    Então, Diogo, você não me respondeu: você rejeita o CVII ou não?😀

    Um abraço fraternal!

  5. Pingback: Esclarecimentos sobre mim e sobre o tradicionalismo « Deus o quer!!! – Captare's Battle Site

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