O problema do politicamente correto

O discurso politicamente correto é uma das principais “fumaças intelectuais” que obscurecem a mente e a impedem de pensar com clareza. No processo de elaboração de teses e no debate sério é necessário dar nomes às coisas. É necessário que os nomes corretos sejam dados às coisas, independente de serem ou não ofensivos. Imoral é imoral. Terrorista é terrorista. Abortista é abortista. Homossexual é homossexual.

Com a tomada de assalto dos meios de comunicação e das, por assim dizer, mentes pensantes a nível mundial pela mentalidade revolucionária, os ativistas se tornaram muito barulhentos. Mais do que isso, eles se tornaram os heróis do mundo moderno, glorificados pela propaganda revolucionária e sustentados por rios de dinheiro público e até mesmo privado (como, por exemplo, da Fundação Ford). Com isso, o assédio a todos os não dançam de acordo com sua música é tão grande que existe até mesmo um vocabulário, uma maneira de pensar, fabricada sob medida para discriminar aqueles que não adotam esta cartilha.

Com a vulgarização da exposição pessoal e a crescente necessidade de aceitação, cada vez mais pessoas cedem à sanha do totalitarismo politicamente correto, tentando ficar de fora da crítica barulhenta dos ativistas. Com isso, a desvantagem numérica daqueles que decidiram chamar as coisas por seus nomes e não se intimidam com patrulhas ideológicas vai, cada vez mais, tornando mais difícil o exercício de sua liberdade de expressão.

O politicamente correto diz que há idéias e palavras que, de antemão, estão banidas da conversa, não podem ser usadas. E não porque sejam um absurdo lógico ou uma mentira flagrante. São banidas simplesmente por serem consideradas ofensivas por certos grupelhos revolucionários que gostam mesmo é de fazer barulho e causar confusão, na qual eles obtêm seus privilégios políticos. Afinal, ninguém vai tratar como imoral uma pessoa, ou chamá-la de terrorista, se suas ações forem interpretadas como conseqüência de sua vida miserável ou de seu meio social. Ninguém vai chamar de abortista, uma pessoa que dizem estar lutando pelo direito das mulheres. E assim seus erros são encobertos por falsa impressão de que tais pessoas estão sendo desrespeitadas, quando o que se faz na verdade é dar-lhes o nome decorrente da escolha que fizeram.

Deixar de lado o escrúpulo paranóico do discurso politicamente correto é um dos primeiros passos para que a mente comece a ver com clareza, e com a devida noção das proporções os problemas que lhe são apresentados e para que possamos começar a vislumbrar a realidade por trás deste cinismo que discrimina e exclui conceitos e pessoas antes mesmo que a mente tenha a oportunidade de analisá-los de perto.

3 opiniões sobre “O problema do politicamente correto

  1. Olá marido novamente…

    Nossa isso é verdade, pois muita gente tem medo de falar para as pessoas que o que elas estão fazendo é errado, pois tentar encobri o que elas estão fazendo também é errado. Devemos ter a coragem em chamá-las com os seu devidos nomes…

    Bjux

  2. Captare, meu caro, logo no início do texto você definiu bem qual é verdadeiramente o significado de “politicamente correto”: nuvem de fumaça.

    Lembro-me que os abortistas, isto é, os “defensores dos direitos das mulheres”, sentem-se ofendidos se chamados de nazistas. Ora, isso não é um simples ad hominem. O Olavo de Carvalho justificou bem o uso desse termo. Afinal, a primeira desculpa que os nazistas arrumaram para justificar seu anti-semitismo foi afirmar que os judeus não eram gente. É exatamente isso que fazem os que argumentam que o bebê não pode ser considerado humano até determinada altura da gravidez.

    Att!

  3. Pingback: Viva a discriminação e a desigualdade!!! « Deus o quer!!! – Captare's Battle Site

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