A Existência de Deus

A existência de Deus é a questão mais importante com a qual a inteligência humana já se deparou e vai se deparar algum dia. É lógico que uma questão assim não pode ficar na mão de palpiteiros. Existem sutilezas nesta questão que não estão ao alcance de todos. Não porque não sejam capazes, mas por que deixam suas mentes serem nubladas por distrações infantis, como formalismos “científicos”, simplificações estúpidas ou a tentação de reduzir a “crença” em Deus ao âmbito privado com a desculpa de “apaziguar” o ambiente, que pode realmente ficar pesado quando macaquinhos amestrados se propõem a tagarelar sobre “se Deus existe ou não”.

A Verdade é que temos este universo todo: o mundo, as pessoas, nosso corpo, nossa mente; e não sabemos o que fazer com isso tudo. A prova disto são os acidentes, às vezes grandes desastres, que causamos na tentativa de descobrir o que fazer com o universo que nos foi dado de presente. O jovem que bate o carro após beber, o casal de adolescentes que engravida mesmo sem ter condições de educar e alimentar seu filho, o tirano que mata milhões de pessoas para construir um futuro melhor para a nação, todos eles são estúpidos que perderam a noção dos limites no aprendizado do que fazer com o universo. É necessário que haja quem nos ensine a viver de modo a aproveitar o universo da maneira correta. É Deus que Se apresenta como este instrutor e guia. E quem melhor do que quem criou os mecanismos, para explicá-los?

A primeira sutileza à qual devemos prestar atenção é que a Bíblia Sagrada é uma grande coleção de relatos de acontecimentos didáticos. Os exegetas são concordes em dizer que a Bíblia conta uma história cujo personagem principal é Deus. Ela narra Suas ações. E Suas ações são sempre didáticas: de Gênesis a Apocalipse Deus sempre está ensinando algo a alguém, seja uma pessoa, um grupo ou um povo. É só abrir uma Bíblia e conferir. Portanto, quem não está disposto a abaixar a cabeça e aprender não deveria falar sobre Deus, pois estaria sendo tendencioso, está em um conflito de interesses.

A segunda sutileza é que é necessário haver um infinito para que haja algo finito. Pois o conceito de finitude implica o limite do que seja finito. E se há um limite no finito, tem que ser a fronteira dele com o infinito. E tem que ser algo de positivamente existente, pois não se não tem fim é porque existe. Não se pode dizer do que “não existe” que isto “não tem fim”, pois se “tem” algo, existe. Então na fronteira com o infinito há algo positivo que transcende esta coisa finita. Transcendente e infinitamente bom (ou positivo), por uma mera obra do acaso, são duas características de Deus que não se aplicam a nenhum outro ser.

A terceira sutileza é que se percebemos ordem no universo, deve haver um ordenador. Pois do caos não surge a ordem. Se jogarmos areia no chão, por mais que façamos isto bilhões de vezes, ela nunca se transformará em um castelo. Se quisermos que alguém veja o castelo, é necessário que ordenemos a areia de modo a parecer um castelo. Se uma coisa age sempre da mesma maneira, mesmo que nada a impeça de agir de modo diferente, e consegue um resultado positivo e ordenado é porque houve esta finalidade. E como nenhuma flecha se dirige a um alvo restrito sem que o arqueiro a direcione, é necessário que haja um ordenador na natureza ciente do resultado que obterá ao mover as coisas.

O motivo pelo qual os tagarelas não levam em consideração estas pequenas sutilezas e, assim, julgam que Deus não existe ou O imaginam de maneira errada, é que simplesmente eles ignoram estas sutilezas. E isto acontece porque se ignoramos o que está além alcance da nossa vista, podemos superestimar o pouco que podemos ver. As distrações infantis citadas acima podem fazer com que alguns achem que não vale a pena ir além do que é óbvio em busca de sutilezas. E muitos não vão mesmo, preferindo a aparente segurança de seus dogmas pessoais.

Não se deixa de perceber a Verdade, óbvia, bem diante de nossos olhos, apenas com uma decisão individual. É necessário ignorar informações importantes e cometer erros de raciocínio. Debater a existência de Deus é algo que exige inteligência, coerência e principalmente atenção aos detalhes, ou seja, honestidade intelectual. Portanto, vamos parar de dar palpites e vamos debater seriamente esta questão. Quem sabe juntos não podemos encontrar um caminho de contornar estas e outras dificuldades?

2 opiniões sobre “A Existência de Deus

  1. Boa!
    Gostaria de ter alguma pessoa amiga no ramo da ciência que perigasse tender à “fé” no evolucionismo (licença para o jogo de palavras) para indicar esta rápida dissertação acerca da questão fundamental da Vida, do Universo e Tudo o Mais (outra licença, =p), e convidar a debater..
    Mas no momento não me ocorre ninguém que não fosse “deixar pra outra hora” a leitura..
    Não obstante, vou encaminhar para aquela lista..

  2. Exato, muito boa palavra, se trata realmente de sutilezas; para perceber, por exemplo, que assumir que Deus é natural, e está dentro do âmbito do que a ciência experimental pode abranger e testar, levará inevitavelmente a frustrações, visto que Deus não é um fragmento, uma parte comum da natureza, Ele é a razão de existir a natureza. Os seres criados não existem necessariamente (podem não ser e houve um tempo em que não eram) e, existindo, existem de modo relativamente perfeito; são, portanto, possíveis, pois não possuem o ser em virtude de sua essência.

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