Armas de fogo e o referendo

(Aviso: Este post foi publicado no antigo Captare’s Battle Site. Portanto, muitas idéias aqui expressas podem não corresponder ao que penso atualmente, podendo até mesmo contradizer meu modo de pensar atual).

“Don’t tread on me!!!

So be it
Threaten no more
To secure peace is to prepare for war

So be it
Settle the score
Touch me again for the words
That you’ll hear evermore…”
(Don’t tread on me – Metallica
in Metallica)

E eis que quando o Governo do Brasil quer tirar seu traseiro verde-e-amarelo da reta e lavar as suas mãos do sangue de alguma decisão difícil, ele lembra, como num estalo, que existe um POVO espalhado ao redor deles. “Joga essa bomba, prestes a explodir, nas mãos da população!”, eles dizem. E não só as bombas, como a posse de qualquer arma-de-fogo(será que estalinho tá incluído nesse meio?) está em nossas mãos. Sim! É lógico, claro e óbvio que eu estou falando do “Referendo Sobre A Proibição da Comercialização de Armas-de-Fogo e Munição”, que será realizado no próximo dia 23 de Outubro.

A última vez em que lembro que foi realizado um referendo assim foi quando do Impeachment do Graças-a-Yhwh-ex-presidente Fernando Collor (lembro-me que, contra toda a minha família, eu torci para que ele fosse eleito mas não lembro o porquê de ter simpatizado tanto com ele; eu era pequeno e talvez tenha sido porque eu gostava da propaganda dele, sei-lá…), decisão da qual o Governo quis se aliviar porque envolvia esquemas de corrupção e escândalos políticos muito sérios. Questões políticas muito sérias. Dois lados, que não são nem bons nem maus, apenas gananciosos, tentando fazer o seu ponto de vista político prevalescer. Dois lados poderosos que podiam prejudicar o Governo na mesma medida. E é exatamente o que está acontecendo agora. E é por isso que o Governo quer se eximir dessa escolha, e jogá-la nas mãos do povo.

Ao contrário de todas as propagandas, floreios e enfeites que a Justiça Eleitoral sempre faz, e que os dois lados estão fazendo dessa vez, essa briga não é pelo fim da violência, ou a favor da vida, ou pela segurança do povo, ou pelos direitos do cidadão de bem. É uma briga entre Comerciantes de Armas(e todos os beneficiados com esse comércio) e Aqueles Que Querem o Povo Submisso e Desesperado( entre eles, o crime organizado, muitos políticos, e até mesmo religiosos que precisam de um rebanho sempre preocupado)! O povo, na verdade, participa dessa briga como “Massa de Manobra”! Nós somos “as armas” usadas por esses dois lados na guerra que eles mesmo “armaram”! Apenas objetos!

Precisamos, cada vez mais, aprender a questionar se, em todas essas pataquadas políticas, são realmente os nossos interesses que estão em jogo, ou se “os chefes da nação e todas as pessoas constituidas em dignidade” estão apenas querendo achar alguém em quem botar a culpa caso a decisão cause uma grande crise. Nesse caso, a culpa seria do povo que tomou a decisão, da mesma forma que o povo está sendo culpado pela atual crise política do país, visto que foi o povo que elegeu, esperançoso, o presidente Luíz Inácio. Devemos perturbar nossas famílias, colegas de faculdade, colégio e trabalho, pessoas da nossa religião, amigos em geral, para que eles também fiquem com essa pulga atrás da orelha. O ideal quando acontece uma coisa desse tipo(referendo, eleição) é que o TODO O POVO vote em BRANCO! Mas nós estamos e sempre estaremos longe do que é ideal. O objetivo então seria atrapalhar e confundir o máximo possível esse sistema, que quer nos deixar sempre submissos, e seus donos, para que eles se lembrem mais freqüentemente que existe um povo e que, seja qual for o grande teatro que eles estiverem “armando”, esse mesmo povo nunca está satisfeito!.

Rezo pra que esta decisão não venha afetar mais a já fragilizada situação do país. O poder sempre esteve em nossas mãos, mesmo que as armas não possam estar daqui a algum tempo. Nós só precisamos lembrar que somos muitos mais do que esses que vivem querendo tirar uma com a nossa cara.

Sendo assim, vamos à luta! Com armas ou sem elas…

Captare – O Questionador dos Deuses

P.S: A propósito disso tudo, eu não vou votar no dia do referendo pois estarei trabalhando na plataforma, mas caso fosse votar eu votaria CONTRA a proibição. Sou cristão e acho que nunca teria a posse de uma arma mas eu sei muito bem que bandidos não compram armas no comércio legalizado, e acho que eles ficariam mais abusados se soubessem que poucas pessoas tem armas pra se defender e que evitariam usá-las pelo fato de ser ilegal. Acho também que as mortes causadas em brigas envolvendo pessoas armadas não é culpa das armas e sim da personalidade violenta das pessoas. Uma pessoa disposta a matar que não pudesse usar um revólver usaria uma faca, um caco de vidro ou até as próprias mãos. E por fim, a não-proibição não causaria nenhuma mudança no nosso dia-a-dia, as coisas ficariam exatamente como estão, mas a proibição, com certeza seria uma grande mudança, que poderia ser para muito melhor ou para muito pior. Será que podemos nos dar ao luxo de arriscar uma coisa assim? Desculpem, mas não resisti a expor minha opinião sobre tudo isso(hehehe)…

*************

E>Olá!!!<3

Fala, pessoal celeste! Tudo na paz? Comigo tá tudo certo, mas seria um tanto pretencioso em dizer que está tudo “na paz”. Como talvez vocês tenham reparado eu andei muito tempo sumido(dois meses!). E é claro que nessa época aconteceram muuuitas batalhas. Vamos a elas!

Em minha última postagem eu disse que estava na reta final do curso para operador de produção. O curso terminou alguns dias depois e foi quando eu fui até Vitória para pegar meus documentos que ainda estavam lá. Passei a noite na casa de um dos meus colegas e, de manhã cedo, fui até a empresa resolver o que tinha que resolver pois eu tinha que estar partindo para o Rio de Janeiro o mais cedo possível. Encontramos com um colega que estava de carro e fomos até a rodoviária e eu descobri que só teria ônibus para o Rio no começo da tarde. Achando que daria tempo de almoçar fomos a uma churrascaria. Não ia dar tempo, tivemos que pedir para o garçon fazer uma quentinha e, eu e esse colega do carro, fomos correndo para a rodoviária para que eu pudesse pegar o ônibus. Quando chegamos lá, o ônibus já havia saído. Tivemos que pegar o carro e ir correndo até o município vizinho para ver se eu consegui pegar o ônibus. Consegui.

Dentro do ônibus, cheio de fome, eu pensei que ia conseguir almoçar tão logo o ônibus partisse. Mas acontece que a mulhar que sentou na cadeira ao lado estava com seus dois filhos. Uma mulher BEM CORPULENTA E DUAS CRIANÇAS em UMA SÓ cadeira!!! Ela estava toda enrolada e eu tiva que ajudá-la a se acomodar e aos seus dois filhos. Por obra Providência Divina um deles começou a chorar pedindo para ficar com o pai. O garoto desceu e a mãe, que nunca tinha ficado um dia sem o filho, chorou um pouco, mas ficou mais fácil ajudá-la a partir daí, uma vez que ela só estava com o filho menor no colo. Tenho certeza que foi Deus quem me colocou ali para ajudá-la, talvez por ser mais paciente e compreensivo. Fora que eu sou pequeno e magro assim sobrou mais espaço. Depois de algum tempo que o ônibus estava na estrada eu consegui almoçar e senti que a viagem ia melhorar. Ledo engano! Minha perna começou a doer por estar toda a viagem num banco alto e em uma só posição. Fora o fato de que o ônibus levou mais de DEZ HORAs numa viagem que não devia durar nem sete.

Ao chegar ao rio o que me esparava era um fim-de-semana em retiro. Era o Maranathá, uma comunidade cristã especializada na recuperação de toda sorte de pessoas problemáticas. Durante a longa viagem para o Rio, meu amigo Ednilton(que trabalhou comigo na STTR) me ligou várias vezes pois todos os homens que iam fazer o retiro iriam partir de uma Igreja num horário determinado e eu não sabia se ia conseguir pegar esse ônibus. Não consegui. Tive que pegar um táxi de um amigo do meu pai e cruzar a cidade toda etá o município vizinho e lá, tentar achar a casa do retiro. Graças a Deus eu consegui!

O retiro foi o mais impressionante do qual eu já participei. Toda a pregação era muito forte e o clima emocional era bem pesado com o objetivo de envolver ao máximo aqueles homens naquela experiência religiosa de conversão. Foi muito bom! E eu vi, ouvi e senti muitas coisas que eu nunca pensei em toda a minha vida!

Depois desse fim de semana eu passei uma semana no Rio de Janeiro fazendo mais um curso para a empresa. Uma semana de semi-descanso. Depois eu estava partindo para Vitória(de avião! primeira vez!) onde eu fiquei durante duas semanas trabalhando na unidade do Espírito Santo. Não tinha muito o que fazer lá e estava bem entediante. Mas pelo menos nesse período eu consegui voltar para casa em dois finais de semana e escrevia o meu primeiro louvor(música da igreja)! Nesse período, também fiquei sabendo que uma cara que trabalhava na unidade do Rio, estava querendo ir trabalhar em Vitória e que o coordenador de lá estava querendo um cara com o meu perfil. Eu aceitei tentar a permuta na hora! Depois de passar uma semana em Vitória sem conseguir voltar pra casa e fui direto para a empresa no Rio, no feriado do dia 07/07, para fazer o estágio da permuta. Agora eu estou trabalhando lá, mais perto de casa, mais uma ação divina que veio pra me ajudar.

No período de folga, muitas coisas aconteceram pra confundir minha cabeça. E o coração também. Me encontrei com a Susana uma vez(minha ex-namorada) e acabei ficando com ela. Dias depois estava ficando com a Renata, com quem eu ainda estou ficando algumas vezes. Eu cheguei a pedí-la em namoro mas desfiz o pedido no dia seguinte. Quem arranjou pra que nós ficássemos juntos foi a minha amiga Edilaine.

Por falar nela (vocês ainda vão ler muito sobre ela nesse campo de batalhas), eu já a conhecia de alguns eventos Cristãos dos quais a gente participou. Mas nunca tive grande contato com ela. Começamos a nos falar mais a partir do Evento chamado Bar Encontro(falei sobre isso na postagem do dia 10/05/05; Sabia que seria útil postar sobre isso). Quando eu ia viajar ficávamos conversando através de mensagens no celular. Em resumo, ela se tornou minha melhor amiga e eu gosto muito de estar na presença dela, mas as coisa começaram a ficar peculiares quando ela resolveu juntar eu e a Renata, que é amiga dela. Só depois de algum tempo é que eu fui saber que ela quis nos juntar por que ela(Edilaine) estava gostando de mim e não queria isso pois ela tem muita reserva contra todos os homens. Tive que lutar muito para continuar amigo dela e para que ela simplesmente não se afastasse de mim e nossa convivência foi nos aproximando cada vez mais até que, sexta-feira passada fomos à Praça de Rocha Miranda, aonde eu não ia há muito tempo, e acabamos ficando juntos lá. Não sei como isso vai continuar a parti daí. Ela insiste ainda que devo ficar com a Renata para que ela não sofra e que não devo penasr em ficar com ela(Edilaine) de novo. Mas eu não estou muito disposto a obedecê-la. Isso ainda vai dar muito pano pra manga…

Fora TUDO ISSO, houve no penúltimo fim-de-semana a apresentação da peça sobre São Francisco de Assis numa Igreja vizinha à nossa. Houve muitos problemas que quase impediram a realização dela e eu, que havia me afastado do projeto devido ao meu trabalho, fui colocado na encenação às pressas. No final, aos trancos e barrancos, a peça foi realizada. Agora precisamos replanejá-la para apresentá-la em outros lugares. Aguardem mais notícias.

Passem também no Blog “Fênix“, da Celinha, que está comemorando mais um aniversário. Dêem uma passada também no Blog da “Sândalo Branco“, que traz uma frase budista(com a qual eu não concordo nem um pouco, para vocês refletirem.

E>Até mais!!!<3
Captare

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