Sobre o Filme “Star Wars – Episódio III”

(Aviso: Este post foi publicado no antigo Captare’s Battle Site. Portanto, muitas idéias aqui expressas podem não corresponder ao que penso atualmente, podendo até mesmo contradizer meu modo de pensar atual).

“You were the chosen one!!!”
(Obi-wan Kenobi
in Star Wars – Episode III – The Vengeance of the Sith)

Nessa última sexta-feira eu e O Andarilho fomos ao cinema fazer o que havíamos prometido há algum tempo e que, de certa forma, parecia inevitável: Fomos ver Star Wars – Episódio III. Esperamos muito por esse filme, é a primeira trilogia que eu consigo assistir inteira no cinema. E o filme, é claro, não decepcionou.

Para quem não conhece o universo Star Wars, o personagem principal da história é um jovem chamado Anakin, que faz parte de uma religião de guerreiros sábios conhecidos como Jedi, que possuem poderes místicos baseados no domínio da Força, uma espécie de força primordial que tem poder sobre tudo o que existe. Toda a sua filosofia é centrada na disciplina, domínio dos sentimentos pela razão e autruísmo, como a maioria das religiões sérias do nosso mundo real. E é claro, nesse universo existem seus opositores, completando o dualismo conhecido como “Lado da Luz e Lado Negro”, os Sith, que pregam um domínio sobre a Força através da entrega pessoal a sentimentos que são doentios mas que estimulam as pessoas a fazerem coisas que, naturalmente, não seriam capazes de fazer, como a raiva, o medo, a cobiça, etc. O jovem chamado Anakin é o escolhido, aquele que, segundo uma profecia antiga, traria equilíbrio à Força.

Esse terceiro episódio mostra como Anakin, no fim de seu treinamento Jedi, próximo de ser sagrado Mestre, é atirado numa teia dramática de acontecimentos que guiariam o seu caminho até a sua queda total no chamado Lado Negro da Força. Anakin, no segundo episódio da saga, se casa às escondidas com Padmé, um jovem senadora de um dos planetas de galáxia, uma vez que, por ser um Jedi e ela uma política teriam problemas se fossem vistos juntos(sim, nesse universo também existe a questão problemática do envolvimento de política com religião), o que por si só já é uma violação de seu código Jedi e um peso na sua consciência que influencia muitas de suas decisões. Neste terceiro episódio ele descobre que ela está grávida, fato esse que vem para firmar mais a união clandestina. Paralelo a isso, a galáxia se encontra em guerra, com a República tentando deter grupos separatistas que pregam regimes opressivos. E envolvidos diretamente na guerra, os Jedi tentam encontrar indícios de seu inimigos, os Sith, que durante os dois filmes anteriores, deram indícios de que estavam se erguendo para tentar dominar a galáxia.

O mais impressionante na história, por trás das batalhas com armas laser e dos duelos com sabres de luz, é toda a trama em volta da figura central de Anakin: Em uma história comum teria tudo para que ele vencesse os conflitos e se erguesse como o grande herói do mundo do qual ele fazia parte, já uqe ele era até mesmo um escolhido predito. Mas simplesmente acontece o contrário, ele se torna o grenda vilão da história, durante o filme ele faz uma verdadeira “Cruzada Pervertida” para eliminar os outros Jedi. Mas essa cruzada também não é o mais interessante. O mais interessante é que, no nosso dia-adia, vivemos pequenas aventuras épicas, em nossa busca profissional, religiosa, sentimental, pela aceitação social ou simplesmente a busca de um sentido para a nossa vida. Só que infelizmente no mundo real, a maioria de nossas aventuras épicas é temperada por pequenos erros e omissões que, devagarinho, sem a gente perceber, fazem nossas histórias, que tinham tudo para serem emocionantes e fantásticas, desandarem em experiências vergonhosas que matam o nosso entusiasmo e a nossa inocência, e nós sentimos necessidade de sermos maliciosos e esqucermos aquelas antigas ilusões infantis em prol de um crescimento pessoal nesse mundo real. É exatamente o que acontece com o jovem Anakin Skywalker!

No desejo imediatista de salvar a sua esposa da morte, que não era uma coisa certa, apenas uma impressão, Anakin assume para si mesmo que está disposto a tudo, mesmo que esse tudo signifique dar uma olhadinha sem compromisso em ensinamentos obscuros. Mas na medida do possível, ele se mantém fiel aos seus princípios e ensinamentos originais, tanto que quando ele é designado para espionar o vilão da história ele resiste e hesita, sabendo que é uma atitude inescrupulosa. Da mesma forma quando ele descobre que esse vilão, que parecia ser seu único amigo, é um mestre nesses conhecimentos obscuros, decide entregá-lo às autoridades, lutando inclusive contra a vontade de matá-lo. Mas a pressão dos Jedi, continua. E também a falta de confiança no jovem. Do outro lado, o vilão o incita à rebeldia colocando em sua cabeça idéias relativistas, como se o bem e o mal fossem meros pontos-de-vista, aproveitando-se de sua confusão provocada pelos erros dos Jedi, cometidos em momentos de tensão e desespero. Ele começa a criar então o seu código de conduta pessoal, já que ele vê falhas nos dois códigos de conduta que ele vê diante de si e este é o erro definitivo e fatal que o atira de vez no lado negro: Quando uma pessoa decreta auto-suficiência, não terá apoio de ninguém ao cometer o próximo erro, e cairá, e não se levantará. Quando o jovem Anakin viu um de seus mestres, de sabre em punho, ameaçando o vilão perigos porém desarmado, num momento de confusão querendo proteger alguém indefeso e ainda resguardar o que parecia a única chance de salvar sua esposa, ele tenta defender o vilão com seu próprio sabre e acaba por ajudar o vilão a matar aquele mestre. Quando ele se dá conta do que ele fez ele se rende ao único caminho que vê na sua frente que é o de seguir seus próprios desejos, e essa é sua queda definitiva. É nesse momento que ele começa sua “Cruzada Pervertida” em caça aos Jedi, quando ele exterminará até crianças como treinamento para o desenvolvimento das artes negras.

Uma história trágica! Mas a reflexão que eu quero deixar hoje não é simplesmente essa história e sim o que está por trás dela, o aspecto transcedental que encontramos em toda pequena ou grande história e que também se aplica em vários momentos da nossa vida: Todos nós somos escolhidos para uma grande missão!

No livro Gênesis da Bíblia Sagrada, a narrativa original fala como a raça humana foi escolhida por Deus, entre todas as outras criações, para dominar sobre o universo e caiu, vítima de pequenos erros e da necessidade que nós achamos que temos de nos abastecer de boas sensações. E isso não se dá só no nível espiritual. Somos escolhidos a partir do momento em que tomamos consiência de que somos livres pensadores, religiosos fervorosos, pólíticos ou artistas de nome, profissionais de referência seja qual for o nosso ofício, etc. E temos histórias épicas diante de nós mas que, os pequenos erros, omissões e dúvidas do dia-a-dia, opiniões vaidosas alheias, dentre outras coisas, insistem em empurrar para longe de nós, como se fossem a mais iludida utopia. Nada mais prejudicial à nossa existência! O caminho da malícia só nos leva à amargura!

Precisamos prestar mais atenção aos pequenos detalhes, ao significado mais original de todas as coisas, ser mais coerentes com aquilo em que, desde pequenos, nos ensinaram a acreditar. Precisamos levar “o Bem e o Mal”, mais a sério! E saber sermos humildes o bastante para aprender aquilo sobre o que nós não temos certeza, mesmo que no final estejam nos passando uma informação errada! Não aprendemos nenhuma disciplina porque temos certeza de que ela dá certo, ao contrário, devemos aprendê-la, para que nós possamos fazê-la dar certo ou errado. E mais, não devemos fazer nada pensando na sensação que teremos ao fazer, e sim no motivo pela conseqüência que esse ato gerará na minha vida e na das pessoas em volta. Esse é o Espírito Santo!

Dessa forma, nossa cruzada será pura e justa e, mesmo que nós não consigamos melhorar o mundo em que vivemos, poderemos rorrigir qualquer um com autoridade e podemos reivindicar nossos direitos com certa segurança de que seremos atendidos em virtude de nossos méritos. S tudo isso não der muito certo, ainda nos resta a Fé e a Esperança, mas como vivenciá-las corretamente é assunto para uma outra postagem.

Concentremo-nos agora em nos vigiar para não darmos aqueles passinhos tímidos de sempre em direção ao lado sombrio! E que a Força esteja com vocês!!!

Captare – O Anjo Terrestre

*************

E>Olá!!!<3

Falem, Anjos Terrestres! Há quanto tempo hein!!! Pois é estive em retiro forçado por esses dias e creio que essa situação vá persistir aindo por alguns meses, com batalhas intensas em campos estrangeiros na busca pelo meu crescimento profissional.

Eu explico: O fato ao qual eu já tinha me referido se tronou realidade. Estou trabalhando na nova empresa e passando, atualmente, por um período de três meses quando estarei fazendo um curso para me tornar operador de produção. O curso está sendo aplicado numa outra cidade do Estado do Rio. É o dia inteiro de aula e em virtude disso eu tenho que ficar alojado naquela cidade durante a semana. A empresa está pagando um Apart Hotel para eu e mais sete rapazes que foram contratados para trabalhar em Vitória, Estado do Espírito Santo. Nesse Apart eu tenho um apartamento só para mim e estou tendo o primeiro estagio de como morar sozinho. Até que é legal mas nem tanto como se pensa de cara nesses casos.

A galera que veio de Vitória está bem introsada e, mesmo com as dificuldades aparentes, Deus tem colocado no meu caminho tudo o que eu preciso para viver com certa segurança essa experiência, como o apoio da Petrobras aos funcionários, a facilidade que estou tendo em aprender a me virar, a celma com que Ele me arma todo o dia para ponderar sobre cada ação para que eu não me perca sozinho naquele lugar, em nenhum sentido.

Fora o que acontece lá, eu tenho tentado voltar todo o fim-de-semana semana para casa e o que me espera aqui é um campo de batalha tão revolto quanto o de lá. Quinta-feira retrasada eu estava por aqui e, Graças a Deus, pude ir à celebração solene da festa de Corpus Christi, que aconteceu no Aterro do Flamengo. Foi uma tarde muito divertida e além disso a Missa tocou fundo em todos os presentes e a adoração Eucarística foi bênção para a semana inteira! Fomos e voltamos cantando e tocando louvores, o que me rendeu uma rouquidão de cinco dias, mas valeu a pena!

Na sexta-feira, dia seguinte à solenidade, eu e O Andarilho fomos ver o famigerado filme que inspirou a vigente postagem. Chegamos em cima da hora e saímos extasiados do cinema! de noite nos reunimos na casa da Nathy, cantamos mais alguns louvores e vimos mais dois filmes: “O Grito” e “Constantine”. Foi muito engraçado! No Sábado eu fui para a Rádio Catedral para ajudar a atender o telefone durante os programas “Conexão Jovem” e “No Ritmo da Fé”. Nada como ser útil um pouquinho! De tarde, missa dos jovens e coral. Eu estava rouco, mas cantei assim mesmo! Domingo tive reunião em uma outra Igreja aqui perto e Círculo Bíblico à noite, e depois eu fui me arrumar para voltar ao meu exílio. Às 2:30h da manhã eu estava partindo novamente para a cidade do curso. Um feriadão, no mínimo, fantástico!

A grende desvantagem disso tudo é que eu fico com o tempo restrito para ir à praça de Rocha Miranda e para os ensaios da Falange, mas eu vou dar um jeito nisso em breve.

Ficamos por aqui. Dêem uma passada no “Legado do Andarilho“, que está falando do problema dele com a falta de memória. Passem também no Blog da “Sândalo Branco“, que tá com um poema bem profundo sobre…poesia? Passem também no Blog “Fênix“, da Celinha, e dêem uma força a ela que, como sempre está se cobrando demais…

E>See Ya!!!<3
Captare

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