Pressão dos Pais

(Aviso: Este post foi publicado no antigo Captare’s Battle Site. Portanto, muitas idéias aqui expressas podem não corresponder ao que penso atualmente, podendo até mesmo contradizer meu modo de pensar atual).

“Learn from the past
But better make it fast
The time is running out for you to change your life…

You must learn to live
There’s so much more to give
Set fire to your soul again and be…The Rebel!
Hold your head up proud!!!”
(Rebel – Stratovarius
in Destiny)

Outro dia eu estava almoçando, próximo à firma onde eu trabalhava até essa útima sexta-feira, e uma reportagem do “Jornal Hoje” me chamou a atenção. Ela falava da preocupação de jovens e adolecentes(na verdade a preocupação acaba sendo sempre mais dos pais) com o seu futuro profissional e com qual será a carreira escolhida(“O que você vai ser quando crescer?”). A reportagem, como de praxe, exaltava a importância(hum…) de o jovem começar a se preocupar desde cedo com sua carreira, e mostrava como alguns jovenzinhos que se matavam de estudar com esse propósito eram vistos como “heróis do mundo moderno” e como alguns jovenzinhos que não ligavam tanto para essas questões prometiam “mudar de atitude” em rede nacional. É claro que pra mim toda essa questão é um tanto despropositada…

O fato é que à medida que as épocas vão passando e a vida, principalmente para as pessoas de renda mediana e baixa, vai se tornando difícil(ou pelo menos cara) cada vez se exalta mais a questão do “se preocupar em se inserir, o mais rápido possível, na carreira que lhe dê mais retorno”. Entendam que essa preocupação(que é quase que exclusiva dos pais e os filhos acabam adquirindo por osmose) não é algo nobre e correto e sim resultado de um mundo que se torna cada vez mais mesquinho e imediatista, exigindo que nossos jovens façam escolhas precoces, ou pior, amadureçam precocemente, para que não tenham (grandes)problemas no futuro. É a velha ilusão de que se eu garantir a minha parte agora, mesmo sacrificando minhas aptidões naturais ou meus sonhos, ela não me será tirada no futuro. Até parece!

“Mas afinal das contas, Captare, o que tanto você questiona nessa postura tão comum e racional dos tempos de hoje?!” Eu questiono o fato de que cada vez mais estamos esquecendo o sentido belo de Vocação. Estamos esquecendo de ter sonhos de uma carreira escolhida pelo que ela é e não pelo que ela paga. Estamos esquecendo, e isso sim faz parte do racionalismo da questão, que não adianta nada você escolher, enquanto adolescente, uma carreira que te dê bom lucro, se ao longo de sua caminhada, por “n” motivos você acabar se vendo forçado a mudar de carreira! Se você se preparou só para essa, “Fedou tudo”!

Vocação e sonhos devem ser dois fatores decisivos na escolha de uma carreira. Toda pessoa nasce com características e aptidões naturais, ou adquire alguns mais facilmente que outros ao longo da vida. São dons e que devem ser usados e desenvolvidos, pois torna qualquer coisa que é feita com eles algo muito mais efetivo. E se a pessoa sonha em ser algo, o que quer que seja e por qualquer motivo que seja, ela deve correr atrás disso, pois agirá bem mais motivada. Agir motivado e com resultados efetivo, duas coisas que provavel mente farão um ótimo profissional! Mas tem um terceiro aspecto, e esse talvez seja o mais importante…

Trata-se do fato de que, a experência adquirida na sua caminhada de trabalho, é muito mais importante e útil do que o conhecimento que você adquire na escola. Mas as situações que nos dão essa experiência não estão sob o nosso controle. Um exemplo concreto do que eu estou falando sou eu mesmo. Desde muito pequeno eu sonhava em ser piloto da aeronáutica. Centrei minha busca profissional nesse objetivo. Na verdade esse sonho surgiu de uma sugestão dos meus pais, baseada na idéia que eles faziam de um bom emprego. Em tudo o que dependeu de mim, para alcançar este cargo, eu fui bem sucedido. Mas de nada adiantou, pois eu fui eliminado por ter problema de vista, algo que definitivamente não está sob o meu controle. Meu sonho foi colocado em cheque mas a preocupação com o meu sucesso profissional, por parte dos meus pais, também foi. A partir daí eu me aventurei na eletrônica e comecei a achar que minha vida estava aí. Mas as minhas tentativas de me inserir no mercado de trabalho não deram lá grandes resultados: Na Enlace eu recebia atrasado e a empresa estava em crise(isso rende uns cabelos brancos extras ao meu pai e algumas discussões) e acabei sendo efetivado para um serviço menor, comparado àquilo para o que me preparei no Cefet. Mas esse período me ensinou que eu não deveria ter ilusões de nenhum tipo a partir de propostas promissoras(como era a da Enlace). Saí da Enlace por livre e espontânea vontade, contrariando muito do que é considerado bom-senso hoje em dia. Fiquei um tempo parado, ouvindo perguntas inconvenientes sobre o que eu esperava fazer da minha vida. Aí veio a STTR, outro estágio numa empresa pequena, para a decepção dos meus progenitores. Longe de cessar, as perguntas sobre o que eu esperava fazer da minha vida persistiam, o que eles não entendiam era que eu estava seguindo meu caminho em direção àquilo que eu “esperava fazer da minha vida”, mas a passos lentos e ponderados(o que ironicamente é considerado o oposto de um comportamento sensato hoje em dia), mais do que isso eu sabia que não adiantava nada tentar apressar as experiências e mais, não seria saudável e mais ainda provavelmente eu não conseguiria apressar nada. A prova definitiva de que seguir meu próprio ritmo era o certo a se fazer veio a poucos dias, quando eu estava na STTR e recebo um telefonema de um cara do Rh de uma grande empresa com uma unidade de Vitória, Espírito Santo(dois nomes muito sugestivos, hehe…) me chamando para comparecer na unidade do Rio para processo admicional, referente a um processo seletivo do qual participei há mais de um ano atrás(época em que eu ainda estava na Enlace) e no qual eu acreditava nem ter sido bem-sucedido. Vocês tem noção do que é isso?! Muitas pessoas prestaram esse e ainda prestam milhares de milhares de concursos por aí, conferem gabaritos e resultados em clima de absoluto desespero e para mim bastou entregar nas mãos de Deus(até porque do jeito que eu achava que havia sido ruim, só Ele mesmo pra me ajudar!) e com o tempo(um bom tempo, eu admito) veio a resposta esperada, trazendo uma mudança da qual eu realmente estou precisando no momento e resolvendo todos as preocupações com o meu futuro profissionais(que, sejamos francos, são só dos meus pais). Não adiantaria de nada eu ter me desesperado naquela época, pois o resultado só veio agora, procurar fazer desesperadamente outros concursos, por que o que eu queria estava nesse, e inclusive rejeitando propostas até pequenas, mas que me acrescentaram muito intelectualmente, socialmente, psicologicamente, etc.

Vou ficando por aqui lembrando que a vida profissional é um aspecto importante do ser e que ela merece uma boa atenção e que essa atenção deve começar na época da juventude sim. Mas nós não devemos dar crédito ao imediatismo contemporâneo que prega que “tem que ser tudo agora”. O “tudo” não está nas mãos dos homens e o homem só tem acesso ao “tudo” através das experiências que vivencia no seu próprio tempo, seguindo o seu ritmo pessoal, e não um ritmo imposto por alguém ou por uma idéia.

Ah, é claro, tomemos cuidado para não ficarmos pressionando os nossos filhos também, com essas questões!…

Captare – O Questionador dos Deuses

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E>Salve, galera!!!<3

E aí, anjos terrestres? Como têm andado as suas batalhas no mundo real? Bom, o que posso dizer de mim é que eu tenho vivido batalhas intensas e que mudanças, no mínimo drásticas, que têm acontecido me levarão a mais batalhas, no mínimo interessantes aí pela frente. Vocês podem ver até mesmo pelo horário da postagem, que indica que no momento eu estou em casa e não no trabalho, o quanto as coisas têm mudado por aqui.

A principal mudança que está acontecendo é que eu estou indo trabalhar em uma empresa grande(mais detalhes, ou menos, não sei, vide postagem). Há mais de um ano atrás eu participei de um processo seletivo e achava que tinha ido mal. Ledo engano. Há uns dias atrás eu fui chamado para a entrega de documentos obrigatórios para admissão e hoje eu fui entregá-los na sede do Rio que fica no centro da cidade. Ainda tem aí pela frente o exame médico e o psicológico e depois ainda tem um curso a se fazer e eu não sei se eu vou fazê-lo aqui mesmo ou em Vitória, mas estamos aí na batalha, em breve, se Deus quiser estarei dando mais notícias sobre isso.

Sexta-feira passada eu fui ao evento chamado “Bar Encontro”, ao qual eu só fui uma vez na vida, na época em que eu tocava na banda da Igreja de São Sebastião. É um evento cristão feito para unir jovens para uma diversão santa sexta-feira à noite o que, para mim, é um ótima idéia. A banda que estava tocando à quela noite era a “Frutos de Medjugóire”, que tem um influência muito forte no Soul e demais ritmos “black”. Muito legal! Não sei por a Igreja demorou tanto tempo para abrir o olhos para as expressões artísticas que estão à nossa volta. Saí de la quase caindo de sono mas me diverti e louvei bastante.

Bem, acho que é isso. Não deixem de visitar o “Legado do Andarilho“, que tá com um poema sobre a (agora) ex-namorada dele(não adianta negar, eu sei quer é!). Visitem também o Blog da “Sândalo Branco“, que fala sobre censura, ditadura, tradicionalismo e posturas radicais diante dos problemas da atualidade. Passem também no Blog “Fênix“, da Celinha, que finalmente está com o final do conto “Ao Despertar para a Realidade”. Essa vocês não podem perder mesmo! Leiam!!!

E>Fui!!!<3
Captare

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