Preconceito contra o homossexualismo

Qualquer um que tenha um pouco de bom senso verá que esta estória de preconceito, quando não é pura e simplesmente desonestidade, é uma paranóia doentia: o sujeito não só quer fazer suas escolhas sem ser criticado, ele quer ser aplaudido, como se o simples fato de ele ter feito uma escolha o tornasse alguém especial. É notório, muitos homossexuais querem ser bajulados pela escolha que fizeram e agir diferente disto é considerado por estes um “crime de ódio”. É como se eu – que gosto de jogos de computador – dissesse que é um “crime de ódio” alguém não me elogiar ou apoiar por este meu gosto pessoal.

O discurso “anti-preconceito”, usado principalmente pelas militâncias feminista, gayzista e racial, está eivado de erros lógicos que contrariam até o bom senso mais básico. O primeiro deles – algo muito bem colocado pelo meu amigo Júnior Pereira nesta edição do vlog Submundo Intelectual – é dizer que todo preconceito é ruim. Isso mesmo: é um erro! Nem todo preconceito é ruim. Quando eu procuro ficar longe de um sujeito estranho numa rua deserta à noite, estou me valendo de um preconceito, pois não conheço o sujeito. Mas esse preconceito diminui as possibilidades de eu ser assaltado, ou sofrer qualquer outro tipo de violência. Dizer que todo preconceito é ruim é uma estratégia francamente política, pois o único efeito dessa mentira é gerar desconfiança naqueles que não são objetos do tal preconceito, e gerar ressentimento naqueles que eventualmente são objetos do preconceito, como o cara estranho na rua deserta. A propaganda e a arte, ao mostrarem pessoas se valendo de preconceitos para justificar suas atitudes detestáveis, incutem na massa a idéia de que todo o preconceito é ruim. E isso com os bobos aplaudindo alegremente a manipulação que sofrem sem nem se darem conta. Mas como é que se convence a massa de que tal e tal atitude é preconceituosa, sem ela o ser de verdade? Vou tratar disso mais à frente.

O segundo erro do discurso “anti-preconceito” é dizer que é preconceito, o que na verdade não é. É chamar de “preconceito” o que na verdade é apenas atitude ou pensamento crítico. Porque o preconceito é um juízo emitido antes do exame racional. É quando alguém emite um juízo sobre uma coisa sem antes pensar atentamente nesta coisa – portanto sem conhecer direito esta coisa. Ora, é bem ridículo insinuar que hoje as pessoas não conheçam direito o modo de vida homossexual – quando há até mesmo um programa infantil do canal Nickelodeon que mostra um recepcionista francamente homossexual – assim como o papel da mulher na sociedade contemporânea, ou mesmo as pessoas de pele escura. É perfeitamente possível – e de fato é o que acontece na maioria das vezes! – que as pessoas sejam críticas ao modo de vida homossexual ou ao discurso feminista mesmo depois de uma reflexão séria. Portanto, identificar todo pensamento crítico com o preconceito é uma estratégia muito desonesta, que é explicada de modo excelente neste artigo do Luciano Ayan:

Vamos ao modus operandi do esquerdista padrão dos “movimentos sociais”.

Geralmente ele se alia a uma causa de uma alegada minoria. Em seguida, idealiza um mundo no qual essa minoria será salva de uma série de “discriminações e preconceitos”. O tal “novo mundo”.

Na verdade, todas essas “discriminações e preconceitos” na verdade não existem (ou, nos raríssimos casos em que existem, são supervalorizadas), sendo no máximo um reflexo do gregarismo.

Uma pessoa normal, por exemplo, entenderia o fato de estar em uma minoria, e que os adeptos da maioria muitas vezes não considerem o comportamento dessa minoria um padrão.

Por exemplo, eu gosto de trip hop. Quase ninguém gosta. Mas a maioria gosta de pagode. E estes podem criticar o meu gosto. E eu convivo bem com isso.

Não preciso ficar alimentando rancores em minha mente por pertencer a qualquer tipo de minoria.

Já os esquerdistas agem de forma contrária. Eles geralmente usam o fato desta minoria não ter seu comportamento aceito pela maioria e usam isso para criar movimentos de ódio. Com isso, eles criam “cinturões de rancor”.

É por isso que temos militantes ateus com rancor dos cristãos. Militantes gays com rancor dos heterossexuais. Militantes petralhas com rancor de quem é conservador.

Notem que é sempre o mesmo padrão: a criação do rancor em um grupo minoritário, que ficará ruminando sentimentos de ódio em relação aos grupos majoritários o dia inteiro.

Estabelecido este sentimento, criam-se então os “movimentos militantes”.

Alguém perguntaria: onde é que entra a esquerda nisso tudo?

Simples. A criação desses “cinturões de rancor” é um princípio para criar seres que viverão alimentados por ódio e rancor (é o combustível para ação), e depois de um tempo encontrarão seus heróis naqueles líderes desses movimentos que alegarão ter a missão de libertá-los dessa “opressão”.

Mas o grande ganho para os arquitetos da esquerda é realmente o fato disso tudo funcionar como um pretexto para mais intervenção do estado e consequentemente mais inchaço do mesmo.

E todos esses grupos militantes obedecem ao mesmo padrão de atuação, que envolve a simulação dessa falsa opressão, mas principalmente um disciplinado patrulhamento ideológico. Ou seja, aqueles que não pensam iguais a eles serão vítimas de intimidação, ameaças, ofensas e tudo o mais.

E os militantes do grupo estão motivados a fazer esse patrulhamento, pois vivem sua vida para ODIAR não só os grupos maioritários, como também aqueles que na cabeça deles deveriam ter se juntado à sua militância.

Como o Luciano indica muito bem, a ligação da esquerda com essa “indústria do preconceito enlatado” não é fortuita: ela está na base filosófica de todos os movimentos da chamada new left, principalmente norte-americana (a fina ironia disso tudo é que os movimentos sociais de esquerda, tão avessos aos produtos dos EUA, não percebem que sua própria ideologia é mais um produto enlatado daquele país), que é fortemente inspirada no marxista alemão Herbert Marcuse. A ligação das idéias de Marcuse com a explicação do Luciano Ayan é evidente neste trecho do ensaio Repressive Tolerance (publicado no livro A Critique of Pure Tolerance, em 1969, de autoria de Marcuse e mais dois pensadores):

“Surely, no government can be expected to foster its own subversion, but in a democracy such a right is vested in the people (i.e. in the majority of the people). This means that the ways should not be blocked on which a subversive majority could develop, and if they are blocked by organized repression and indoctrination, their reopening may require apparently undemocratic means. They would include the withdrawal of toleration of speech and assembly from groups and movements which promote aggressive policies, armament, chauvinism, discrimination on the grounds of race and religion, or which oppose the extension of public services, social security, medical care, etc”

[“Certamente, não se pode esperar que nenhum governo fomente sua própria subversão. Mas numa democracia tal direito está investido no povo (i.e. na maioria do povo). Isto significa que não deveriam ser bloqueados os caminhos nos quais uma maioria subversiva poderia se desenvolver, e se eles estão bloqueados pela repressão organizada e pela doutrinação, sua reabertura poderia requerer meios aparentemente não-democráticos. Eles incluiriam a suspensão da tolerância aos discurso e assembléia de grupos e movimentos que promovem políticas agressivas, armamento, chauvinismo, discriminação nos campos de raça e religião, ou que se opõem à extensão de serviços públicos, segurança social, assistência médica, etc”]

Reparem que Marcuse trata a suspensão da liberdade de discurso e de organização como um meio legítimo em certas condições, que ele admite que isto é um meio “não-democrático”, mas que deve ser usado em nome do povo. Ou seja, toda essa história de preconceito é algo meramente político. Não se trata de uma realidade histórica, mas de uma idéia, uma impressão enxertada artificialmente na opinião pública!

Mas como é que se consegue enxertar artificialmente uma idéia tão obviamente subversiva na mente da população? É simples, todo o exército do que hoje se convencionou chamar intelectuais está ideologicamente comprometido e engajado nesta tarefa. Por exemplo:

  • Os cineastas, dramaturgos, músicos e várias outras classes de artistas se encarregam de tocar o coração da população, sensibilizando-a para o suposto drama vivido pelos gays discriminados. Quem não se lembra da cena de Eu os declaro marido e Larry, onde os pobres gays choram desconsolados quando são ofendidos pelos cristãos fundamentalistas? Ou da recente novela Ti-Ti-Ti, onde o namorado gay do filho de uma (adivinhem!) cristã fundamentalista é rejeitado, durante um bom tempo, de forma tão desumana e irracional por esta? Ou da música Maurício, do Legião Urbana, em que o personagem clama por ouvir “uma canção de amor que fale de pessoas como ele que deixaram a segurança do seu mundo por amor”?
  • Os jornalistas se encarregam de moldar a opinião e a linguagem pública – taxando de homofobia qualquer atitude que seja desconfortável para os gays (como se pode ver aqui), dando repercussão excessiva a qualquer agressão aos gays (como neste caso), usando os termos cunhados pela militância, como “homofobia” e “direitos dos homossexuais”, como se fossem termos isentos de ideologia – enquanto escondem fatos que depõem contra a militância gay – como o absurdo do “kit-gay” (que pode ser visto aqui), as ofensas sofridas por heterossexuais em paradas gays (aqui), etc.
  • Os cientistas sociais se encarregam de manipular a imagem que temos da realidade, publicando números exagerados, sem indicação de metodologia ou até mesmo falsos, seja em relação às agressões aos homossexuais, seja para tentar mostrar o homossexualismo como algo natural (aqui, aqui e aqui)
  • E, finalmente, surgem os políticos oportunistas propondo leis totalitárias e inconstitucionais para agradar esse lobby político tão barulhento – como pudemos ver no caso da aprovação do STF da união gay e no caso do PLC 122, sobre o qual se pode saber mais aqui, aqui e aqui.

Mentiras, desinformação, totalitarismo, chantagem emocional, terrorismo político: É tudo isso que é defendido e incentivado quando alguém diz que está lutando contra o preconceito, quando alguém afirma que de fato há todo esse preconceito contra os homossexuais, quando alguém usa a palavra estúpida e mentirosa “homofobia”. O mais triste é ver pessoas que se dizem cristãs dizerem que são contra o preconceito contra os homossexuais, como se este fosse um fato incontestável. Pessoas que acham que pensam por conta própria, mas que na verdade apenas são idiotas úteis nas mãos de um estratégia política tão suja, quanto bem planejada.

Quando o que está em jogo é a liberdade de dizer a verdade e de pensar dentro da normalidade e da moralidade, mesmo a simples omissão destes que se dizem cristãos é um crime que clama aos céus por vingança!

7 opiniões sobre “Preconceito contra o homossexualismo

  1. Exato, caro irmao.
    Muito bem colocada a manipulacao do vocabulo ‘preconceito’. O que ha, de fato, entre os cidadaos de bem, normais, eh o justo oposto: pos-conceito. Ja sabemos bem e temos sido mais e mais informados nos ultimos dias das medidas de agressao a moral da sociedade e a fe crista que o gayzismo esta promovendo, com o apoio e custeio do Estado e de tudo o quanto eles sao capazes.
    Por isso a nossa propaganda de conscientizacao eh essencial neste momento, para resgatar a nocao de decencia da sociedade.
    Oremos para que os senadores e deputados sejam tocados pelo Espirito Santo para se manifestar corajosamente contra ameacas como o PL122, entre outras.

    Paz e Bem.

    • É isso mesmo. Combatemos a propaganda deles de desinformação com informação e consciência.

      Aos demais leitores do site, o Bruno foi o principal representante em um manifesto pacífico contra toda essa campanha de desinformação na central do Brasil no dia 16 último. Ele debateu racionalmente, pacificamente e sofreu ameaças de agressão e até de estupro por parte dos “pobres-gays-tão-discriminados”. O relato desta manifestação pode ser lido neste endereço: http://www.linharesinformatica.eti.br/blog/?p=105.

      Pax et Salutis

  2. Amigo Captare,

    Que bom vê-lo nessa batalha ao nosso lado! Brilhante suas colocações, usarei em meu próximo artigo. Tenho também batalhado arduamente contra esse absurdo que nos ameaça, quando puder dá uma passada no Candango Conservador, e no #EuSouHetero também tem alguns textos de minha autoria. Continuemos na luta!

    • Caríssimo Jefferson, Laudetur Dominus!

      É muito bom estar nessa batalha. Toda luta pelo Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo é um luta boa de se lutar.

      Do #EuSouHetero eu já tou participando. Estou devendo não só a visita, mas a divulgação do Candango Conservador. Mas agora que eu terminei a reforma do Battle Site, é bem possível que eu consiga colocar os links de divulgação em dia.

      Continuemos na luta!

      Pax et Salutis

  3. Todos aqueles q agridem fisicamente e verbalmente os homossexuais merecem puniçao,pois eles também sao seres humanos. Pois, quem comete tamanha agressao tornam-se ignorantes. Sei q n~ posso mudar atitudes e pensamentos de ninguém,pois o único q pode fazer tamanha maravilha é Deus. Apesar de respeitar os homossexuais,sou totalmente contra sua opção sexual.Toda essa confusão n~é apenas q os respeitemos e sim q concordemos com sua mudança de sexo.O respeito deveria vir deles próprios por n~ estarem respeitando seu Criador.Estão simplesmente se desfazendo do que Deus fez.Deus fez o homem e deu-lhe por companheira uma mulher n~ um homem.Se cremos q Jesus morreu na cruz por nossos pecados, cremos na Bíblia pq ela é quem diz. Se cremos na Bíblia, acreditamos q ela é verdadeira,e pq muitos ignoram a seguinte passagem biblica q diz:quando também um homem se deitar com outro homem como com mulher,ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue é sobre eles. Levítico c20:v13.

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